Obama diz que decepção com COP 15 é 'justificável'
Presidente americano afirmou que 'colapso total' foi evitado na conferência sobre o clima.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou nesta quarta-feira que a decepção de algumas pessoas com os resultados da Conferência das Nações Unidas sobre o Clima (COP 15), em Copenhague, é "justificável", mas que um "fracasso total" foi evitado.
Em uma entrevista à rede de televisão pública dos EUA, PBS, Obama afirmou que ao menos não houve grandes "retrocessos" durante a conferência.
Segundo ele, os resultados obtidos foram preferíveis ao "colapso completo" das negociações sobre as mudanças climáticas.
"Eu acho que é justificável que as pessoas estejam desapontadas com os resultados de Copenhague".
"Mas, no lugar de termos visto um colapso total, em que nada tivesse sido feito e um passo para trás tivesse sido dado, pelo menos não houve muitos retrocessos", disse o presidente americano, que, no entanto, admitiu que a conferência "não avançou do modo que precisávamos".
A cúpula, que foi finalizada na semana passada, terminou sem um acordo com valor legal ou obrigatório, com os países participantes apenas "tomando nota" (nas palavras do presidente da COP 15) a respeito da necessidade de que o aumento na temperatura global não ultrapasse os 2º C.
Acusações
As declarações de Obama foram feitas um dia depois de o governo chinês ter rejeitado as acusações do ministro do Meio Ambiente da Grã-Bretanha, Ed Miliband, de que o país teria 'sequestrado' as negociações da conferência, levando o encontro ao fracasso.
Segundo a porta-voz do governo da China, as acusações fazem parte de um "complô" de líderes que têm "intenções óbvias" de se esquivar das próprias obrigações e fomentar conflito entre os países em desenvolvimento.
A China e outros países em desenvolvimento acusam os países ricos de se recusarem a oferecer cortes significativos nas emissões de gases causadores do efeito estufa, além de não oferecerem ajuda a economias menores para lutar contra as mudanças climáticas.
Na segunda-feira, o ministro das Relações Exteriores da China, Yang Jiechi, afirmou que a conferência "não foi um destino, mas um novo começo".
O acordo final da conferência foi assinado pelos EUA, Brasil, China, Índia e África do Sul, mas não tem valor legal.
A carta de intenções não foi reconhecida por representantes de diversas nações, como Sudão, Bolívia, Venezuela, Nicarágua e outras.
Segundo o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, um acordo com valor legal e obrigatório deve ser atingido no ano que vem.
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