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ONGs apelam para que países não ponham o planeta na rota dos 4°C

Entidades dizem que nada está sendo feito para evitar o aquecimento global

06 de dezembro de 2012 | 10h 47
Giovana Girardi, Enviada especial

DOHA - Algumas das principais ONGs ambientais do planeta fizeram nesta quinta-feira, 6, um apelo para que os países presentes na Conferência do Clima da ONU, que acontece em Doha (Catar), não aceitem um acordo que permita que o aumento da temperatura do planeta exceda 1,5°C. Considerando o ritmo atual de baixa ambição dos países em reduzir suas emissões de gases de efeito estufa, o mundo segue no rumo de um aumento de 4°C em relação aos níveis pré-industriais, como várias estudos recentes vem mostrando. Em Doha, criticam as ONGs, nada está sendo feito para evitar isso.

As organizações Action Aid, Christian Aid, Friends of the Earth, Greenpeace, Oxfam e WWF encaminharam uma carta aos ministros e demais negociadores pedindo, por exemplo, que o segundo período do Protocolo de Kyoto, que tem de ser fechado nesta COP, traga metas de redução de 40% a 50% para os países participantes. O mesmo, dizem deveria ser seguido por países fora de Kyoto. Hoje a União Europeia, o maior grupo comprometido com o tratado, diz que pode reduzir 20%, podendo subir para 30% nos próximos anos.

Ainda em relação ao tratado, as ONGs pediram que o "hot air" não seja levado para frente e que nenhum país que tenha decidido ficar de fora das metas do segundo período possa participar dos demais mecanismos de Kyoto, como o de Desenvolvimento Limpo (MDL). No primeiro caso, é o que querem Polônia e Ucrânia. E no segundo, Rússia e Japão.

A carta solicita também o estabelecimento de um mecanismo que possa lidar com perdas e danos dos países que estão além da capacidade de adaptação. E um comprometimento claro e escalonado de como será distribuído o financiamento de US$ 100 bilhões prometido até 2020. As ONGs, assim como os países em desenvolvimento, especialmente os menos desenvolvidos e os Estados-ilha, querem um compromisso de meio-termo para até 2015 de US$ 60 bilhões.

"Apesar da urgência da crise que enfrentam as pessoas e o planeta, os países ricos industrializados passaram as duas semanas em Doha removendo mesmo o mínimo do que seria necessária para ter um acordo que realmente resulte em corte de emissões, financiamento público para o clima e ação em perdas e danos", escrevem.

Em coletiva à imprensa, Yeb Sano, chefe da delegação das Filipinas - que acabam de ser afetadas por um mega tufão, com a morte de mais de 475 pessoas -, fez coro ao pedido das ONG dando o exemplo do desesperado que seu país está passando.

"O (primeiro período do) Protocolo de Kyoto acaba em 25 dias, mas temos só algumas horas para garantir que estamos indo na direção correta para lutar contra as mudanças climáticas. Enquanto discutimos aqui, temos uma tragédia em casa, então precisamos fazer a diferença. Outros desastres neste ano no meu país deixaram milhares de desabrigados. Por isso me junto a esse apelo. Se não fizermos agora, quando vamos fazer? Não queremos que 2012 seja lembrado como o ano da perda da coragem." Logo depois, ele se dirigiu ao plenário e, chorando, pediu o mesmo para os delegados.




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