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Países chegam a acordo sobre metas para tratado pós-Kyoto

Delegação espanhola diz que países em desenvolvimento também terão de seguir limites de emissão

10 de dezembro de 2008 | 17h 31
AP e EFE

A principal autoridade das Nações Unidas para a questão climática, Yvo de Boer, disse que a conferência de cerca de 190 países realizada na Polônia concordou com um conjunto de metas que deverá ser incluído em um novo tratado sobre o aquecimento global, que deverá ser fechado ao longo dos próximos 12 meses.

 

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Andrei Netto fala sobre a reunião de Poznan (2) 

Andrei Netto fala sobre a reunião de Poznan (3) 

Página oficial da conferência 

 

De Boer disse que as metas incluem a fixação de taxas de redução das emissões de carbono até 2020, a necessidade de levantar fundos para ajudar países pobres e uma decisão sobre como esse dinheiro será transferido.

 

Um comitê importante definiu, citando evidência científica, que os países industrializados terão de cortar suas emissões de carbono de 25% a 40% em relação aos níveis de 1990, nos próximos 12 anos. Mas o comitê não propôs a adoção da meta. Os valores exatos ficaram a ser definidos em negociações posteriores.

 

Além disso, a delegação espanhola na conferência disse à agência EFE que o acordo firmado vincula, pela primeira vez, os países em desenvolvimento a metas de redução das emissões de gases causadores do efeito estufa, antecipou hoje a delegação espanhola.

 

O compromisso, que será ratificado ainda nesta quarta-feira, servirá de base para as negociações que acontecerão ano que vem na cúpula de Copenhague, na qual deverá ser aprovado um acordo internacional a vigorar a partir de 2012, quando expira o Protocolo de Kyoto.

 

A extensão do pacto para a redução das emissões aos países mais pobres fez com que nações como Japão, Canadá, Austrália e Nova Zelândia, que na terça-feira, 9, colocaram a cúpula em risco, aderissem ao compromisso.

 

As negociações também avançaram na inclusão da preservação de florestas no quadro do próximo acordo, garantindo uma voz para os povos nativos.

 

Mas a proposta não fala em biodiversidade, abrindo uma brecha para que florestas naturais sejam substituídas por plantações, disse Nils Hermann Ranum, da Rainforest Foundation Norway.

 

A proposta de Redução de Emissões do Desflorestamento e Degradação, ou Redd, propõe que países sejam compensados por interromper a destruição de suas florestas. Numa concessão a Índia e China, que perderam a maior parte de suas florestas décadas atrás, países também serão recompensados por reflorestamento.