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Países devem assumir metas de consumo sustentável, diz ministra

Segundo Izabella Teixeira, Brasil está negociando a ambição de um futuro melhor com todos os países membros

10 de maio de 2012 | 19h 11
Felipe Werneck, do Rio

Indagada sobre um possível resultado concreto da Rio+20, a ministra brasileira do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, defendeu hoje que os países sejam obrigados a assumir compromissos para a produção e o consumo sustentáveis. Para ela, seria "excepcional" se a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável terminasse, em junho, com "uma obrigação para todos" nesse sentido.

Izabella não detalhou como seriam essas obrigações. Citando especificamente os países desenvolvidos, ela afirmou que "os padrões de consumo deles não podem ser replicados para todo o planeta". A ministra participou pela manhã do evento Sustentável 2012, promovido pelo Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (Cebds) no Jardim Botânico do Rio.

Antes da rápida entrevista, Izabella disse na cerimônia que o desenvolvimento sustentável é "quase um mantra", mas não se consegue implementá-lo. "Ninguém é contra o desenvolvimento sustentável, então por que não se implementa?" Para que isso ocorra, segundo ela, é preciso ser pragmático. "Na geopolítica do desenvolvimento, vai ganhar quem tiver ousadia para a inovação", declarou. Segundo ela, o momento é de "ruptura e transição", e o Brasil é o país com "melhor vantagem competitiva no longo prazo" nesse quesito.

Depois questionada sobre as críticas em relação justamente à suposta falta de ousadia do Brasil na liderança das negociações para a Rio+20, a ministra afirmou que essa avaliação é equivocada. Como anfitrião, disse ela, o País precisa "assegurar resultados". "A ousadia está, primeiro, em incluir todos e, segundo, em fortalecer o multilateralismo. Isso é uma convicção. Não estamos negociado bilateralmente. Estamos negociando a ambição de um futuro melhor com todos os países membros."

Negociador chefe do Brasil, o embaixador André Corrêa do Lago afirmou que "não faz sentido isolar a questão ambiental", ao defender a posição brasileira contrária à criação de uma agência ambiental global nos moldes, por exemplo, da Organização Mundial do Comércio (OMC). A transformação do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) em uma agência mais forte e independente é defendida por cerca de 140 países, entre eles os europeus e africanos. Os EUA são contra.

"Há 40 anos se discute a integração do meio ambiente com o desenvolvimento sustentável. A Rio+20 precisa fortalecer o Conselho de Desenvolvimento Sustentável. Não faz sentido isolar novamente o meio ambiente." Segundo ele, não há consenso para a transformação do Pnuma em uma agência ambiental global.
Para o embaixador, a nova geopolítica do desenvolvimento torna as negociações "muito mais difíceis" do que há 20 anos, na Eco-92, mas ao mesmo tempo "isso provoca entusiasmo". "É natural que todos os países defendam seus setores mais frágeis, seu desenvolvimento."

Sobre a recente declaração do coordenador da Rio+20, Brice Lalonde, de que o Brasil estaria cauteloso demais nas negociações, o embaixador comentou: "O Brasil tem uma função muito importante e cuidadosa. Uma coisa é o que falamos nas grandes reuniões. Outra coisa é presidir uma conferência. O interesse do Brasil é contribuir para o consenso."




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