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Papa Bento XVI afasta bispo uruguaio vítima de chantagem

Dois homens tentaram extorquir o sacerdote, que teria mantido relações homossexuais com eles

01 de julho de 2009 | 15h 25
EFE

Os bispos do Uruguai manifestaram "profunda dor" pelo "grave pecado" do titular da diocese de Minas (120 km a norte de Montevidéu), removido do cargo pelo papa Bento XVI por, supostamente, ter mantido relações homossexuais.

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Em comunicado, a Conferência Episcopal Uruguaia informou que Bento XVI "aceitou a renúncia" de Francisco Domingo Barbosa de Silveira, apresentada por "graves motivos pessoais".

"Os bispos expressamos profunda dor pelo grave pecado que atingiu a Igreja e, de modo especial, a diocese de Minas", disse o comunicado, que apresenta, como sucessor de Barbosa, Rodolfo Wirz, até agora bispo de Maldonado, 140 km a leste de Montevidéu.

Fontes da conferência episcopal disseram que a remoção só implica na saída de Barbosa do comando da diocese. "Em princípio, ele não deixa de ser bispo", e pode continuar a desempenhar funções de sacerdote, como oficiar missas.

O caso de Barbosa ganhou repercussão na mídia uruguaia depois que o bispo denunciou à polícia dois homens, acusando-os de chantagem. Os dois, que têm antecedentes criminais, teriam mantido relações sexuais com o sacerdote, gravadas com a câmera de um telefone celular.