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Papa quer que patrimônio religioso europeu seja apreciado

Pontífice elogiou a Ordem de Cluny, que, na Idade Média, promoveu os valores humanos e a educação pela paz

12 de novembro de 2009 | 9h 37
Efe

Bento XVI reiterou nesta quinta-feira, 12, as raízes cristãs da Europa e diante de 8 mil fiéis reunidos no Vaticano pediu que "todos se esforcem" pelo futuro do velho continente "apreciem e defendam o rico patrimônio cultural e religioso". O papa Ratzinger fez a manifestação durante a audiência pública da quarta-feira, realizada na Sala Paulo XVI do Vaticano e cuja catequese dedicou à Ordem de Cluny.

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Após lembrar o trabalho realizado pela ordem na Europa na Idade Média, que chegou a ter 1,2 mil mosteiros, o Bispo de Roma disse que Cluny "inspirou e favoreceu iniciativas e instituições à promoção dos valores humanos e educou um espírito de paz".

"Pedimos que todos se esforcem para conseguir um autêntico humanismo e pelo futuro da Europa. Seria bom que todos redescubram, apreciem e defendam o rico patrimônio cultural e religioso destes séculos", acrescentou o papa.

Sobre a trajetória de Cluny, o papa lembrou que ele restaurou a observância da Regra Beneditina, colocou a celebração litúrgica no centro da vida cristã, elogiou a música sacra, a arquitetura e a arte e enriqueceu o calendário litúrgico acrescentando a Comemoração dos Fiéis Defuntos.

Destacou ainda a criação dos "espaços de paz" em uma época de muita violência (século 12) e ressaltou, especialmente, que o combate de dois "grandes males" da Igreja daquele tempo: a simonia (compra de cargos pastorais) e a imoralidade do clero.

Assistiram à audiência, entre outros, fiéis espanhóis, salvadorenhos, argentinos e de outros países latino-americanos, aos que o papa estimulou apreciarem e cultivarem os bens do espírito e o verdadeiro humanismo dos monges de Cluny.

Concluída a audiência, Bento XVI mandou uma chamada às autoridades do Sri Lanka para que "acelerem" o retorno dos refugiados da guerra para suas casas e pediu à população que trabalhe para uma rápida pacificação do país e a comunidade internacional que preste a ajuda necessária.




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