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Paródia do Nobel premia descoberta de atividade cerebral em salmão morto

Ig Nobel tem como foco laurear as descobertas reais mais estranhas da ciência

21 de setembro de 2012 | 13h 59
Reuters

Psicólogos que descobriram que inclinar-se para a esquerda faz a Torre Eiffel parecer menor, neurocientistas que descobriram atividade cerebral em um salmão morto e criadores de um dispositivo que atrapalha discursos estão entre os vencedores do prêmio Ig Nobel, dado às descobertas reais mais estranhas e mais bobas.

Estudiosos premiados com pesquisa sobre Torre Eiffel posam com uma miniatura do monumento - Charles Krupa/AP
Charles Krupa/AP
Estudiosos premiados com pesquisa sobre Torre Eiffel posam com uma miniatura do monumento

Os prêmios anuais são atribuídos pela revista Annals of Improbable Research (Anais da Pesquisa Improvável) como uma contrapartida divertida aos prêmios Nobel, que serão anunciados no próximo mês.

Antigos vencedores do Nobel real entregam os prêmios Ig Nobel em cerimônia realizada na Universidade de Harvard, em Massachusetts.

Os prêmios Ig Nobel de 2012 também foram para pesquisadores norte-americanos que descobriram que chimpanzés podem reconhecer outros chimpanzés olhando fotos de seus traseiros, e para um pesquisador sueco que resolveu o enigma de por que o cabelo das pessoas ficou verde enquanto elas moravam em certas casas na cidade de Anderslöv, na Suécia -- o culpado foi uma combinação de tubos de cobre e chuveiros quentes.

Marc Abrahams, editor da Annals e arquiteto dos Ig Nobel que anunciou os vencedores na quinta-feira, disse que um de seus favoritos pessoais era o prêmio de acústica deste ano.

Os pesquisadores japoneses Kazutaka Kurihara e Koji Tsukada criaram o SpeechJammer, uma máquina que atrapalha o discurso de uma pessoa, ao tocá-lo de trás para frente com um pequeno atraso.

"É uma coisa pequena que você aponta para alguém que está falando sem parar", disse Abrahams. "O que a pessoa ouve é desconexo o suficiente para que ela fique completamente desconcertada, e ela para de falar. Isso tem milhares de bons usos potenciais."

O painel de especialistas de Abahams também citou o trabalho dos psicólogos holandeses Anita Eerland, Rolf Zwaan e o doutorando Tulio Guadalupe por seu estudo "Inclinar-se para a esquerda faz a Torre Eiffel parecer menor".

O trabalho explorou como a postura influencia as estimativas de tamanho: com a inclinação para a esquerda correlacionando-se com estimativas mais baixas, e a inclinação para a direita correlacionando-se com estimativas mais altas.

A equipe testou isso colocando 33 alunos de graduação em um Balance Board Wii, que inclinava ligeiramente para a esquerda ou para a direita, enquanto eles eram questionados a adivinhar o tamanho de objetos, incluindo a altura da Torre Eiffel.

Aqueles que se inclinaram para esquerda tiveram palpites mais baixos do que aqueles que se inclinaram para a direita ou ficaram em postura reta.

Mais do que brincadeira. Um dos estudos mais infames a ganhar um Ig Nobel foi a pesquisa que detectou atividade cerebral significativa em um salmão morto.

Tudo começou como uma brincadeira, explica Craig Bennett, da Universidade da Califórnia, em Santa Barbara, que estuda o desenvolvimento do cérebro do adolescente através de ressonância magnética funcional, ou fMRI, uma técnica para medir a atividade cerebral.

Antes de iniciar testes em pessoas, os cientistas primeiro verificam o equipamento usando um objeto fantasma, normalmente uma esfera cheia de óleo mineral. Mas como qualquer objeto serve, Bennett e seus colegas vinham testando uma variedade de itens, incluindo uma abóbora, uma galinha e, finalmente, um salmão do Atlântico.

No teste do salmão, a equipe mostrou fotos para os peixes mortos e pediu para determinar que emoção estava sentindo.

"Por acaso e por ruído simples, vimos pequenos pontos de dados no cérebro dos peixes que foram considerados ativos", disse Bennett. "Foi um falso positivo. Eles não estão realmente lá."






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