PM lança bombas de efeito moral em estudantes da USP
O objetivo da corporação, segundo a PM, é garantir o acesso dos universitários que desejam assistir aula
Cerca de 30 policiais militares da Tropa de Choque enfrentaram por volta das 17 horas dessa terça-feira, 9, estudantes, professores e funcionários das três principais universidades públicas do Estado - USP, Unesp e Unicamp - que protestam em frente da Reitoria da Universidade de São Paulo. A Polícia Militar (PM) dispersou os manifestantes com bombas de efeito moral. De acordo com membros do Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp), os manifestantes deslocaram-se para o prédio de História da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH).

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Os estudantes tiveram que se afastar do portão principal e se aglomeram em frente ao prédio da Faculdade de História e Geografia da USP.
O objetivo da corporação, segundo a PM, é garantir o acesso dos universitários que não aderiram à greve e querem assistir às aulas. Pouco antes das 18h, vários carros e motos da PM chegavam ao campus para aumentar o efetivo da operação.
Os manifestantes bloquearam por quase duas horas a Rua Alvarenga, próximo à portaria 1 da USP. O protesto faz parte da série de manifestações programadas pelo Diretório Central Estudantil (DCE) da USP e pelo Sintusp contra a presença da PM no campus da universidade. Um carro de som com manifestantes bloqueou a rua até as 16h41, quando uma marcha de cerca de 2 mil pessoas retornou ao prédio da reitoria.
Durante o ato na Rua Alvarenga, estudantes e funcionários gritavam palavras de ordem a 20 policiais militares, que se concentravam na portaria 1 da universidade. Antes de bloquear a rua nas proximidades da universidade, estudantes e funcionários participaram de ato em frente à reitoria, exigindo a retomada de negociações da direção da USP com os funcionários e professores.
Desde o final de maio, o Sintusp reivindica reajuste salarial de 16% para os professores e servidores das três universidades. O DCE é contrário a mudanças implementadas nos vestibulares das universidades estaduais. Os alunos da USP também protestam contra o curso a distância criado este ano com foco na formação de professores da rede pública.
O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), disse nesta terça-feira, 9, após inaugurar um ambulatório de Saúde na Zona Sul da capital, que a presença da PM na universidade se deve a uma ordem judicial. "A reitora pediu segurança e o governo não tem outra alternativa a não ser manter a PM lá." Um grupo de sete estudantes da USP protestou em frente à unidade com faixas pedindo a saída de policiais da universidade.
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