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Preço do Viagra vai cair 50% e ficar mais barato que genérico, diz Pfizer

Medida valerá a partir desta quarta-feira; valor médio de cada comprimido será de R$ 15

08 de junho de 2010 | 14h 58

SÃO PAULO - A partir desta quarta-feira, 9, o preço do Viagra (citrato de sildenafila), medicamento indicado para o tratamento da disfunção erétil produzido pela Pfizer, será 50% menor do que o praticado até agora em todas as suas apresentações.

Também haverá embalagem com um comprimido de 50 mg - Paulo Pinto/AE
Paulo Pinto/AE
Também haverá embalagem com um comprimido de 50 mg

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Com essa redução de preço pela metade, o Viagra será mais barato do que sua versão genérica, uma vez que o valor médio de cada comprimido será de aproximadamente R$ 15. Além disso, a companhia lançará apresentação em embalagem com um único comprimido de 50 mg.

O objetivo dessas medidas é, sobretudo, competir no mercado. "O Viagra mudou a forma com que a sociedade lida com a sexualidade. Diferentemente do que acontece quando um produto perde patente, a empresa não pretende deixar de investir no medicamento", comenta o presidente da Pfizer Brasil, Victor Mezei.

A segurança e eficácia de Viagra foram comprovadas por mais de 160 estudos clínicos, tendo uma média de seis pílulas azuis comercializadas por segundo. Só em 2009, foram vendidos aproximadamente 7 milhões de comprimidos, de acordo com dados da consultoria IMS Health.

E, para atender as diferentes necessidades dos pacientes, a empresa também lança a embalagem com um comprimido 50 mg, que se soma a outras apresentações do medicamento: 25 mg e 100 mg, em embalagem com 4 comprimidos, e 50 mg, em caixas de dois, quatro ou oito pílulas.

A iniciativa contribuirá ainda para a diminuição do consumo de medicamentos falsificados, uma vez que o preço mais acessível favorecerá a compra do produto original.

A gravidade do problema é tal que um estudo feito pela Pfizer em 14 países europeus e publicado no "International Journal of Clinical Practice" mostra que o mercado de medicamentos falsificados movimenta cerca de 10,5 bilhões de euros por ano. O levantamento também revela que apenas uma em cada dez pílulas de Viagra apreendidas no Reino Unido continha o princípio ativo do medicamento - a sildenafila - na mesma quantidade que o comprimido original.

Em 2009, a Pfizer lançou uma nova embalagem para o Viagra, com dispositivos que dificultam a falsificação. Entre eles estão a colagem das caixas, que quando abertas, as quatro abas se descolam e são danificadas. A embalagem do Viagra possui ainda o selo holográfico de segurança e a "raspadinha" - superfície coberta com tinta que reage quando friccionada com um objeto metálico (uma chave ou moeda, por exemplo). Sob essa tinta, aparece a palavra "Qualidade" e o logotipo da empresa.

"É importante que o consumidor adquira o produto original. E, para isso, vale lembrar de outros procedimentos ao comprar um medicamento, como adquiri-lo em estabelecimento idôneo, solicitar nota fiscal e observar se a embalagem não está violada", diz Adilson Montaneira, diretor da Unidade de Negócios Produtos Estabelecidos da Pfizer Brasil.






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