Prefeitura de SP promete internet sem fio em todas as escolas municipais
Professores também vão receber tablets e laptops para uso em sala de aula
SÃO PAULO - A Prefeitura de São Paulo começa a tirar do papel, em ano eleitoral, um projeto de tecnologia nas escolas municipais, com internet sem fio nas unidades, projetores, tablets para os professores, laptops para uso em salas e jogos educativos que possibilitam interação entre alunos e até os pais. A Prefeitura já investiu R$ 52,7 milhões no projeto e o valor deve aumentar.
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A partir de março, os 45 Centros de Educação Unificada (CEU) terão internet wireless. O cronograma prevê que, até abril, metade das escolas de ensino fundamental (250) tenham a ferramenta e o restante, até o meio do ano. Somente a rede sem fio custou R$ 39,5 milhões e inclui a compra, instalação e manutenção dos equipamentos em toda a rede por 36 meses.
O acesso à internet é o primeiro passo do projeto da Secretaria Municipal de Educação - nos CEUs, por exemplo, a internet livre poderá ser usada pela comunidade. Ainda no primeiro semestre, professores receberão tablets para atividades como chamadas de presença, acompanhamento de aulas e coordenação dos exercícios online.
Na primeira fase serão 8 mil tablets distribuídos para as escolas - a licitação dos equipamentos foi concluída e cada aparelho Galaxy 10,1 foi comprado por R$ 1,1 mil, incluindo manutenção por dois anos. O valor está abaixo do oferecido pelo mercado.
Outro equipamento já comprado são os projetores - dois por escola. Os 3 mil aparelhos foram adquiridos por R$ 4,4 milhões.
‘Facebook escolar.’ Uma das grandes novidades, segundo a secretaria, é a adoção de jogos educativos, criados pela própria Prefeitura. “As crianças vão aprender com jogos de português e matemática, na sala ou em casa pela internet. Eles terão senhas, criarão seus próprios avatares e farão os exercícios, em grupo ou individual, propostos pelos professores”, diz o secretário de Educação, Alexandre Schneider. “É uma rede entre alunos, pais e professores. Estamos querendo criar o ‘Facebook escolar’.”
Ao longo de 2011 e mais ativamente nos últimos quatro meses, a secretaria desenvolveu cem jogos nas duas disciplinas. O sistema, voltado para alunos dos 4.º, 5.º e 6.º anos do ensino fundamental (antigas 3.ª, 4.ª e 5.ª séries), trabalha de forma conjunta o conteúdo curricular e a cidade de São Paulo.
Os alunos poderão acessar de casa, ou de telecentros, os exercícios e trocar mensagens com colegas, tendo a coordenação dos professores. “O mais importante é que não estamos colocando a tecnologia por colocar. Ela está dentro de um processo em que o conteúdo é o mais importante”, defende Alexandre Schneider.
A Prefeitura planeja levar laptops para todas as escolas - em quantidade suficiente para os alunos de duas salas por cada escola. Os computadores ficarão em carrinhos e seu uso será revezado entre os estudantes - a licitação para essa compra não está pronta. A secretaria ainda desenvolve o treinamento dos professores para o uso das ferramentas.
Uso eleitoral. Schneider negou que a implementação do projeto tenha relação com o ano eleitoral. “Os professores sabem que existe um caminho. Não dá para a gestão parar por que tem eleição. Se fosse ação eleitoral, teríamos comprado o equipamento em 2008, quando (o prefeito Gilberto) Kassab era candidato”, diz. Kassab já afirmou que o próprio secretário seria “um grande prefeito”.
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