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Fuvest adota medidas para evitar distorção causada por treineiros nas listas de chamada; Unesp pode copiar modelo da Unicamp

27 de setembro de 2011 | 0h 09
Carlos Lordelo e Cedê Silva - Especial para o Estadão.edu

Giovanna, que agora está no 3º ano do ensino médio, já passou duas vezes na Fuvest - Andre Lessa/AE
Andre Lessa/AE
Giovanna, que agora está no 3º ano do ensino médio, já passou duas vezes na Fuvest

O aumento do número de aprovados no vestibular que deixam de fazer matrícula acendeu uma luz amarela na USP e na Unesp. As duas instituições decidiram repensar a participação dos treineiros (candidatos sem ensino médio completo) nos exames. A Fuvest, por exemplo, elevou de 750 para 900 o número de vagas nas carreiras fictícias destinadas a quem quer prestar o vestibular só como teste. Além disso, dificultou a inscrição online de treineiros para cursos reais.

O motivo de todo o problema é que parte dos treineiros se inscreve como candidatos reais: esses “piratas” escolhem carreiras pouco concorridas para ter mais chance de chegar à 2.ª fase e aprimorar o treinamento. Na última Fuvest havia 479 “piratas” entre os 10.652 aprovados na primeira chamada, o que exigiu a divulgação de listas mais extensas. 

A preocupação com treineiros afetou outra mudança aprovada pela USP, a do índice K, usado na convocação para a 2.ª fase. Cursos com nota de corte menor ou igual a 30 pontos vão chamar um número de candidatos equivalente a 2 vezes o total de vagas – antes esse índice era de pelo menos 3 vezes.

Convocando menos gente para a 2.ª fase, em tese cresce o risco de a Fuvest não preencher vagas de algumas carreiras, já que não haverá estoque de candidatos reais para repor os “piratas”. Por isso, a USP agora abriu a possibilidade de o aluno que não tenha sido chamado nas três primeiras listas optar por qualquer curso com vagas remanescentes.

A pró-reitora de Graduação da USP, Telma Zorn, espera que os candidatos tenham seguido o edital e se identificado como treineiros. “Constatada a inverdade das informações fornecidas na inscrição, o interessado estará sujeito às penalidades previstas na legislação civil e penal.”

A Unesp, por sua vez, só criou a carreira de treineiro no último vestibular de inverno. O processo teve recorde de inscrições, mas 90% dos mais bem classificados rejeitaram as vagas. Professores de cursinho levantaram a hipótese de que vários desses casos sejam de alunos reprovados nos exames de fim de ano que usaram a Unesp como preparação para o novo vestibular. 

A universidade criou uma comissão para verificar as causas da rejeição de matrículas. Também analisa a adoção de modelo semelhante ao da Unicamp, no qual treineiros que informam sua condição podem disputar qualquer carreira. A pontuação deles não conta no cálculo da nota de corte, preservando o acesso dos candidatos reais à 2.ª fase. A vantagem do treineiro é receber um boletim informando qual seria sua colocação se fosse candidato real.

A aluna do Colégio Bandeirantes Giovanna Hernandes, de 17 anos, é uma legítima “pirata”. Ela já passou na USP duas vezes, em Fonoaudiologia e Enfermagem. Agora, no 3.º ano, vai prestar Medicina. “Foi bom para ganhar experiência”, diz Giovanna, que vê na prática a vantagem de concorrer com candidatos mais preparados.

Mariana Longato, de 17, preferiu seguir as regras da Fuvest. Foi aprovada como treineira de Humanas no ano passado. Aluna do 3.º ano do Bandeirantes, tenta agora vaga em Direito. “É injusto tirar a vaga de quem pode se matricular.”

Aluno do Albert Sabin, Alexandre Jones, de 17, quer cursar Mecatrônica. Ficou entre os melhores treineiros de Exatas em 2010. “Acho errado um aluno do 2.º ano se comparar com quem não vai competir com ele no outro vestibular.”






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