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Remédio adia necessidade de químio em câncer de próstata avançado

Estudo apresentado nos Estados Unidos aponta ainda que medicamento pode aumentar tempo de sobrevida do paciente

31 de janeiro de 2014 | 15h 27
Fabiana Cambricoli - O Estado de S.Paulo

Um medicamento para câncer de próstata atualmente indicado apenas para pacientes que já passaram por quimioterapia se mostrou eficaz também para adiar a necessidade do procedimento e ampliar o tempo de sobrevida de homens com casos avançados da doença. Os resultados são de um estudo apresentado nesta quinta-feira, 30, no Simpósio de Cânceres Geniturinários, em São Francisco (EUA).

Na pesquisa, realizada pela Universidade de Saúde e Ciência de Oregon, 1.717 homens com tumor avançado de próstata foram divididos em dois grupos e acompanhados por 20 meses. Entre os que tomaram o medicamento Enzalutamida, o risco de morte foi 29% inferior ao do grupo que tomou um placebo. O tempo de sobrevida entre os que tomaram o remédio foi de 32,4 meses contra 30,2 meses dos pacientes que receberam o placebo.

Segundo o estudo, o remédio ainda adiou em 17 meses o tempo médio de início da quimioterapia. Para Rafael Coelho, chefe da equipe de urologia do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp) e participante do simpósio, o remédio será importante para prolongar a qualidade de vida dos pacientes com tumores avançados. “Ao retardar a necessidade de quimioterapia, o remédio adia também os efeitos colaterais da mesma”, diz ele.

O especialista lamenta que a Enzalutamida não esteja aprovada para uso no Brasil. “Sei que o processo de aprovação já foi aberto, mas por questões burocráticas, ainda não foi finalizado”, diz.

Nos Estados Unidos, o medicamento tem o aval desde 2012, mas apenas para uso depois da quimioterapia. Agora, após a apresentação do novo estudo, o fabricante pedirá à FDA (Food and Drugs Administration), agência que regulamenta medicamentos e alimentos, que a droga seja liberada também para uso antes da quimioterapia. O processo deve durar alguns meses.

Procurada pelo Estado, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou que o processo de aprovação do medicamento está em análise desde fevereiro de 2013 e que, atualmente, aguarda informações solicitadas ao fabricante para que sejam avaliadas a segurança e a eficácia do produto. Não há previsão para o término do processo.

O tumor de próstata é o mais comum entre homens no Brasil, atrás apenas do câncer de pele não-melanoma. Segundo estimativas do Ministério da Saúde, 68,8 mil novos casos deverão ser registrados no País neste ano.





Tópicos: Câncer, Próstata, Pesquisa,

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