Seca é uma grande ameaça à Amazônia, aponta estudo da WWF
Floresta poderá perder até 4,3 milhões de metros quadrados até 2100 pelo impacto das mudanças climáticas
Uma série de estudos revela que a floresta amazônica deverá sofrer uma impactante diminuição de sua área até o fim deste século devido ao aumento da frequência de seca nas suas regiões sul e oeste, aponta relatório da World Wildlife Fund (WWF), uma organização não governamental internacional dedicada à conservação da natureza, em parceria com o grupo Allianz, de seguros.

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A poucas semanas da cúpula da ONU que debaterá sobre o clima mundial, o relatório da WWF revela que serão necessários US$ 3 trilhões para diminuir o impacto causado pela emissão do dióxido de carbono (CO2) no mundo. Segundo estudos, a Amazônia é responsável pela captação de 20% do gás de efeito estufa produzido no mundo.
Somado ao problema do desmatamento, a queda do nível de chuvas, em decorrência do aumento da temperatura global, poderá significar a perda de 3,9 a 4,3 milhões de metros quadrados da floresta amazônica nos próximos 90 anos.
O relatório aponta para os diversos efeitos da seca de 2005 que atingiram a região oeste da Amazônia, como as grandes queimadas (que provocaram o fechamento de aeroportos, escolas e comércios), a diminuição da produtividade agrícola (que atingiu a indústria de alimentos) e o impacto na geração de energia hidrelétrica (responsável por atender a 85% da demanda de energia do País).
Segundo a WWF, a seca de parte da Amazônia estendeu impactos negativos no resultado do Produto Interno Bruto (PIB) de Estados como Mato Grosso do Sul, Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul. Porém, Amazonas e Pará serão Estados que sofrerão mais efeitos sobre suas economias, com retração da indústria e comércio, e deterioração das contas públicas.
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