Segunda fase da vacinação contra pólio é prorrogada em pelo menos 15 Estados
Em dez deles, o prazo termina nesta sexta-feira; crianças até 5 anos devem ser imunizadas
SÃO PAULO - A segunda etapa da Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite foi prorrogada em pelo menos 15 Estados. A data oficial marcada para a segunda dose foi no último sábado, 14, mas, como a meta de imunizar 14 milhões de crianças até 5 anos (95% do público-alvo) não foi alcançada, algumas secretarias da Saúde decidiram prorrogar o prazo.
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Segundo um balanço preliminar do Ministério da Saúde, até as 15 horas da última segunda-feira, foram imunizadas 10.150.764 crianças em todo o Brasil. O dado ainda é parcial e deve ser completado à medida que as secretarias atualizem os dados no sistema do ministério.
Os Estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Goiás, Alagoas, Paraíba, Pernambuco, Ceará e Acre mantêm a vacinação até esta sexta-feira, 20. Já no Paraná e Espírito Santo, os pais podem levar os filhos para tomar a nova dose até o dia 27.
Em Roraima, a prorrogação da segunda fase campanha vai até o dia 30. Sergipe e Tocantins não estabeleceram um prazo final.
De acordo com o ministério, os pais ou responsáveis devem procurar a secretaria da sua cidade para se informar sobre locais de vacinação e horários de funcionamento dos postos de saúde.
Doença
A poliomielite é uma doença infectocontagiosa grave, causada e transmitida por um vírus (o poliovírus). A contaminação se dá principalmente por via oral. Na maioria das vezes, a criança não morre quando é infectada, mas adquire sérias lesões que afetam o sistema nervoso, provocando paralisia, principalmente nos membros inferiores.
Brasil sem poliomielite
De acordo com o Ministério da Saúde, o Brasil está livre do vírus causador da pólio desde 1989, quando o último caso da doença foi registrado, na Paraíba. Em 1994, o país recebeu da Organização Mundial de Saúde (OMS) o certificado de eliminação da poliomielite. No entanto, segundo a pasta, enquanto houver circulação do vírus em qualquer região do mundo, é necessário continuar com a vacinação.
A doença ainda é comum em outras partes do mundo. A imunização previne contra os riscos de importação de casos provenientes de outros países que ainda registram casos, principalmente os que têm relações comerciais ou um fluxo migratório com o Brasil, como é o caso de países africanos e asiáticos.
*Com informações do Bom Dia Brasil
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