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Sucessor do Protocolo de Kyoto não sairá este ano, dizem ministros

Acordo firmado em 1997 vence em 2012 e não deve ser substituído a tempo

03 de setembro de 2010 | 14h 03
Associoated Press - AP

A ministra de Relações Exteriores do México jogou água fria nesta sexta-feira, 3, sobre as esperanças de que algum grande avanço nas negociações para conter o aquecimento global possa ocorrer na reunião marcada para novembro em Cancún. Ela  disse que os negociadores estão focalizando seus esforços no avanço de pequenas questões, antes de buscar um acordo amplo para 2011 ou mais tarde.

Patricia Espinosa  fala a jornalista sobre as expectativas da reunião - Salvatore Di Nolfi/AP/Keystone
Salvatore Di Nolfi/AP/Keystone
Patricia Espinosa fala a jornalista sobre as expectativas da reunião

Falando após uma reunião de dois dias em Genebra sobre como pagar projetos de corte de emissões de carbono em países pobres, Patricia Espinosa declarou que o público não deve medir o sucesso de Cancún pela aprovação de um eventual acordo amplo com força de lei internacional.

"Não creio que seja a abordagem correta nas atuais circunstâncias", disse ela a jornalistas. "O mundo abriga interesses e necessidades muito diversos".

Organizadores da reunião de Cancún, incluindo o governo mexicano e a ONU, estão tentando injetar ânimo e otimismo nos negociadores, depois do fracasso da rodada anterior de conversações, em Copenhague em 2009. O realismo parece ser parte dessa mensagem.

O ministro de Meio Ambiente da Suíça, Moritz Leuenberger, que foi o anfitrião do encontro em Genebra, insistiu que os países "não estão mais fixados" em obter um sucessor para o Protocolo de Kyoto, o acordo de 1997 que definiu limites obrigatórios de emissão e que deixa de vigorar em 2012.