Suécia vai propor imposto europeu sobre emissão de CO2
País assume presidência do bloco em julho; primeiro-ministro diz que taxa é modo eficaz de cortar emissões
Quando a Suécia assumir a presidência da União Europeia em julho, insistirá para que os demais membros da UE que imponham um imposto sobre as emissões de gás carbônico, como forma de atingir as metas de redução dos gases causadores do aquecimento global, disse o primeiro-ministro Fredrik Reinfeldt.
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O chefe de governo afirmou que taxar a poluição é a melhor forma de cotar os gases do efeito estufa responsáveis pela mudança climática, e sugeriu que os Estados-membros coordenem a introdução da cobrança, já que a UE não tem poderes de tributação.
"Estou pedindo a eles que introduzam isto no nível de Estado-nação", disse Reinfeldt. "A taxa de CO2 é uma boa ideia".
Reinfeldt reconheceu que, embora o imposto possa se mostrar impopular entre os eleitores ou empresários em meio à crise econômica atual, ele sairá mais barato, no longo prazo, ao pressionar a Europa a desenvolver uma economia de baixa emissão.
"Esta é a forma mais eficiente de remodelar a economia num sentido de baixo carbono, porque todas as outras coisas que tenho visto pelo mundo que é usado no lugar do imposto de CO2 é muito mais caro... pressiona muito mais o orçamento", disse ele a jornalistas.
Reinfeldt foi a Bruxelas para explicar as prioridades que adotará na presidência do bloco europeu. Os países da UE já haviam estudado a ideia de adotar um imposto de CO2, antes de decidirem adotar um sistema de comércio de emissões.
Só quatro países do bloco têm uma taxa de tipo: Suécia, Finlândia, Eslovênia e Dinamarca.
A Suécia adotou o imposto em 1991, e isso estimulou o uso de biocombustíveis no aquecimento. No entanto, críticos dizem que o efeito da taxa foi reduzido, porque ela não se aplica à geração de eletricidade.
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