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União Europeia reabre debate sobre proibição de transgênicos

Atualmente, seis países aplicam restrições contra esse cultivo - França, Grécia, Alemanha, Luxemburgo, Áustria e Hungria -, enquanto outros sete o exploram comercialmente

19 de dezembro de 2011 | 18h 32
Estadão.com.br

A Dinamarca apresentou nesta segunda-feira, 19, as principais linhas de sua política ambiental da próxima presidência da União Europeia, que voltará a debater a proibição dos polêmicos transgênicos, juntamente com a eficiência energética e a luta contra as mudanças climáticas.

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Na União Europeia, só se pode cultivar transgênicos de uma linhagem de milho e outra de batata - Arquivo/AE
Arquivo/AE
Na União Europeia, só se pode cultivar transgênicos de uma linhagem de milho e outra de batata

A ministra do Meio Ambiente, Ida Auken, assinalou em entrevista coletiva que uma de suas prioridades será voltar a debater a possibilidade que cada país tenha mais liberdade para proibir o cultivo dos transgênicos.

A Comissão Europeia propôs no ano passado mudar as políticas sobre o assunto. Seis países aplicam restrições contra o cultivo - França, Grécia, Alemanha, Luxemburgo, Áustria e Hungria - enquanto que no outro extremo estão os sete membros que exploram comercialmente esses cultivos.

Espanha está no último grupo e é, concretamente, o país com maior superfície de transgênicos e o produtor de 80% do milho transgênico cultivado na União Europeia.

Auken adiantou que o debate será complicado, já que continua havendo uma minoria de países que bloqueiam a aprovação dessa medida e favoráveis a que decisões sobre estes produtos continuem sendo tomadas em nível comunitário.

Atualmente, na União Europeia pode-se cultivar dois tipos de transgênicos: uma linhagem de milho e outra de batata.

Outras prioridades da presidência dinamarquesa serão reforçar as infraestruturas energéticas e abordar questões como o conteúdo de enxofre nos combustíveis das embarcações.