USP testa sistema que empresta bicicletas no câmpus
Comunidade uspiana poderá alugar bikes para andar na Cidade Universitária
A USP inicia nesta quarta-feira, 4, a fase de testes do Pedalusp, sistema que prevê o empréstimo gratuito de bicicletas para viagens dentro do câmpus do Butantã, na zona oeste da capital. Alunos, professores e demais funcionários da Cidade Universitária poderão retirar as bikes na estação existente em frente ao prédio de Engenharia Mecatrônica da Poli ou na instalada a cerca de um quilômetro dali, no prédio do Biênio. O percurso deve ter até 20 minutos, tempo limite de empréstimo.

O sistema foi desenvolvido por ex-alunos da Poli, com apoio institucional e financeiro da Coordenadoria do Câmpus da Capital (Cocesp). A Unicamp testa sistema parecido.
Por enquanto, a frota se resumirá a quatro bicicletas. Os testes servirão para verificar o funcionamento do programa e a interação com a comunidade uspiana. Em novembro, começa a segunda fase do sistema. Pretende-se expandir o número de bikes para 100 e o de estações para 10, espalhadas pela Cidade Universitária.
Para proteger o sistema, as bicicletas ficarão travadas nas estações. A liberação será feita aos usuários inscritos na central de operações do Pedalusp. Os interessados só precisam apresentar seu cartão de identificação USP e cadastrar uma senha. O empréstimo das bikes é gratuito, desde que a devolução seja feita dentro do tempo permitido.
Projeto. Os pais do Pedalusp são os engenheiros mecatrônicos Maurício Serrano Villar e Maurício Matsumoto. Em 2005, os estudantes desembarcaram na França, por conta de convênios da USP com escolas daquele país. Ao longo de dois anos e meio, conheceram o sistema de empréstimo de bicicletas de Marselha e Lyon e decidiram adaptá-lo para o Brasil.
A dupla apresentou o sistema no projeto de conclusão do curso em 2009. A coordenadoria do câmpus gostou tanto da ideia que desembolsou R$ 50 mil para que as bikes se tornassem realidade na Cidade Universitária.
Não há pesquisas sobre o número de usuários de bicicletas no câmpus. Sabe-se apenas que mais da metade dos passageiros da rede de ônibus circular da USP depende do transporte público para chegar à universidade e outros 30% vão a pé.
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