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Vacina experimental contra malária parece promissora

Imunizante conseguiria neutralizar as cepas mais mortais do parasita que produz a doença

21 de dezembro de 2011 | 9h 59
Reuters

Doença é causada pelo parasita Plasmodium, transmitido por mosquitos - Divulgação
Divulgação
Doença é causada pelo parasita Plasmodium, transmitido por mosquitos

 Cientistas britânicos desenvolveram uma vacina experimental contra a malária que pode ter o potencial de neutralizar todas as cepas da espécie mais mortal do parasita que produz a doença.

Os resultados dos testes iniciais em ratos e coelhos mostram que ela induz uma resposta dos anticorpos capaz de deter cepas do P. Falciparum, o qual causa quase todas as 655 mil mortes pela doença no mundo a cada ano.

Os cientistas planejam testar a vacina em fase inicial em humanos em dois ou três anos, mas pode levar mais de uma década até que seja completamente desenvolvida.

A vacina se baseia num trabalho publicado pelo mesmo grupo de cientistas, que identificou um receptor de uma proteína chamada RH5, que é fundamental para que o parasita possa entrar nos glóbulos vermelhos do sangue, onde se multiplica e propaga.

Os investigadores disseram que o bloqueio desse processo pode deter a doença no começo, e os resultados confirmam a hipótese.

Até aqui, os anticorpos contra a proteína têm conseguido barrar todos os parasitas testados em laboratório.

A malária é transmitida por mosquitos e causou a morte de mais de meio milhão de pessoas em 2010, segundo a OMS. A maioria das mortes acontece entre crianças e bebês na África.



Tópicos: Malária, Vacina, Mosquito