Vírus H1N1 atinge gestantes com mais severidade, diz estudo
Número de grávidas entre os mortos nos EUA pela doença é desproporcional, diz trabalho publicado na Lancet
Mulheres grávidas infectadas com o vírus H1N1 têm risco elevado de sofrer complicações graves ou morrer, e devem receber tratamento imediato com drogas antivirais, disseram pesquisadores ligados ao governo dos Estados Unidos.
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Gestantes sempre estiveram expostas a um risco maior de complicações da gripe comum, mas o H1N1 está causando danos excepcionais, disseram os cientistas.
"Assistimos a uma multiplicação por quatro da taxa de hospitalização de mulheres grávidas, na comparação com a população em geral", disse a médica Denise Jamieson, dos Centros para Controle e Prevenção de Doenças (CDC) do governo americano.
"Também assistimos a uma proporção relativamente alta de mortes entre grávidas. Informamos 13% no artigo científico, mas este é um número muito instável, baseado num pequeno número de mortes informadas". O estudo aparece na revista médica britânica The Lancet.
O estudo teve por base a morte de seis mulheres grávidas, dentro de 45 mortes por H1NN1 informadas aos CDC entre 15 de abril e 16 de junho.
Todas as mulheres eram saudáveis antes de infectadas, e todas desenvolveram pneumonia e precisaram ser colocadas num ventilador.
A médica disse que 302 mortes causadas pelo H1N1 foram informadas aos CDC, das quais 266, com informações completas sobre os pacientes. "Dessas, 15 foram de mulheres grávidas, o que é cerca de 6%", acrescentou.
Como as gestantes são cerca de 1% da população dos Estados Unidos, as grávidas "estão definitivamente representadas em excesso na proporção de mortes".
Keiji Fukuda, da Organização Mundial da Saúde (OMS), disse que o órgão da ONU ainda não definiu uma política sobre o uso de drogas antivirais em mulheres grávidas. Ele disse que os pesquisadores ainda debatem se é melhor usar a droga por prevenção ou para tratar as pessoas que estão realmente mal, dadas as limitações de estoque.
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