sábado, 22 de novembro de 2008, 20:25 | Versão Impressa

Músculos por dentro e por fora

Andamos na releitura do Dodge Challenger, que tem motor V8 de 431 cv e estilo dos anos 70, como a ?cara? de mau

Nícolas Borges - O Estado de S.Paulo

 - O visual impressiona. Com aspecto retrô, ele remete imediatamente aos "muscle cars" americanos dos anos 60 e 70, grupo que inclui Chevrolet Camaro e Ford Mustang. E o Dodge Challenger é exatamente isso: um representante de uma era que voltou com força. Como seus rivais, ele também ganhou releitura que traz muito dos fundamentos do original.

Feitas no Canadá e recém-lançadas nos EUA, as poucas unidades que chegaram ao Brasil vieram por meio de importação independente. Esta, avaliada por Autos, está à venda por R$ 350 mil.

Claro que o carro novo tem muito mais tecnologia que o original, feito de 1970 a 1974. Mas a essência permaneceu. Estão lá o visual limpo, a "cara de mau" e o motor V8, bem ao estilo do velho ditado americano "There is no replacement for displacement" (Não há substituto para cilindrada).

Trata-se de um Hemi 6.1 que gera 431 cv e 58 mkgf de torque. O nome do propulsor vem do formato hemisférico das câmaras de combustão.

Com tanta força à disposição, até na hora de manobrar o Challenger é preciso dosar bem o pé no acelerador. Qualquer descuido faz cantar os largos pneus 245/45 ZR20, mesmo com os controles de tração e estabilidade ligados. O ronco grave e alto que sai dos escapamentos é uma sinfonia.

Segundo informações da Dodge, o Challenger acelera de 0 a 96 km/h em 4,9 segundos. A fábrica não divulga velocidade máxima, mas dá para estimar 270 km/h. Nada mal para um cupê enorme (5,02 metros) e pesado (1.892 kg).

O Challenger divide a plataforma com Chrysler 300C e o Dodge Charger. Essa base oferece bom compromisso entre estabilidade e rodar civilizado. A suspensão, independente nas quatro rodas com braços múltiplos atrás, é bem diferente do eixo rígido traseiro dos modelos dos anos 70.

IMPONÊNCIA

Por fora, esse Dojão reflete o espírito dos "muscle cars". As linhas são inspiradas nos carros desse tradicional segmento americano, que por aqui teve um representante nacional: o Dodge Charger.

Os faróis duplos e redondos, o grande pára-choque - com entradas de ar proporcionais em tamanho - e o formato da grade aumentam a imponência do carro. Atrás, destaque para as duas grandes saídas de ar. As luzes de freio incorporadas às lanternas reforçam o aspecto "antigão" do Dodge.

Completam o belo visual as grandes rodas, que deixam à mostra os discos de freio pintados de vermelho e o peculiar formato da tampa do tanque de combustível.

A cabine é cheia de detalhes. O painel até poderia ser mais ousado, mas os quatro instrumentos redondos seguem o estilo do Challenger original. Os bancos da frente, com desenho esportivo, são mais um entre tantos convites para acelerar.

Para um carro que inspira tanta esportividade, o Challenger é até prático. O banco de trás acomoda duas pessoas com relativo conforto.

O porta-malas tem bons 459 litros, capacidade semelhante à de muitos sedãs médios vendidos no Brasil.

Agradecimento: Só Veículos, fone 3089-4444