Casa &
domingo, 12 de agosto de 2007, 00:00 | Versão Impressa
Paraíso de um solteiro
O empresário da moda Alexandre Iódice vive em uma casa moderna, prática e sofisticada, projetada só para ele por Isay Weinfeld
Adriana Souza Silva - O Estado de S.Paulo
- Pense numa caixa de concreto com 6 metros de altura e o triplo disso como base, tudo sem paredes. Essa é a casa de Alexandre Iódice, publicitário, dono da confecção Ioio, aspirante a enólogo e artista plástico nas horas vagas. Com esse perfil, o imóvel localizado nos Jardins é resultado de um projeto ousado, em que quase todas as dependências podem ser vistas de uma só vez. No traço do arquiteto Isay Weinfeld, o vão entre a laje da cozinha (no térreo) e o piso da suíte (no pavimento superior) ganhou um aconchegante mezanino. "Eu queria amplitude visual e arquitetônica para estar em todos os lugares, mesmo que estivesse parado num ambiente", explica Iódice.
Preciosista, ele acredita que tudo tem seu ritmo para ser bem feito. Entre a decisão de deixar a casa do pai, o estilista Valdemar Iódice, em 2002, e encontrar o velho sobrado e comprá-lo, um ano se passou. As estruturas do imóvel estavam comprometidas a ponto de não suportarem uma reforma, então foi totalmente demolido para dar lugar à obra de Weinfeld. Da prancheta à construção da nova moradia foram quase dois anos. Afinal, acertar o gosto deste empresário que preza muito os detalhes requer certo tempo.
Iódice exigiu que o projeto seguisse seu estilo: sem luxo, mas sofisticado, e de fácil manutenção. A casa ganhou piso de cimento queimado branco e paredes forradas de madeira de demolição (na Aroeira, cerca de R$ 480 o m²). Revestida de mármore travertino romano oro (R$ 650, o m², na Clodomar), a escada que leva ao mezanino tem o exato tom da parede. "Gosto de soluções práticas", afirma o morador. A piscina foi dispensada por um motivo simples: "Quase não a usaria, porque fico pouco em casa", explica. Mas nem por isso Iódice abriu mão de um pequeno jardim que faz a alegria de Filó, a cadela adotada numa viagem a Fernando de Noronha.
Embora more sozinho, ele acredita que todos os ambientes devem ter uso constante. Por essa razão, o segundo quarto, antes ocioso, agora abriga o ateliê onde o jovem passa madrugadas pintando telas a óleo, um de seus hobbies. Por conta de seu perfeccionismo, só há pouco Iódice terminou a decoração. Dos poucos móveis, alguns foram desenhados pelo próprio Isay Weinfeld, entre eles a mesa e o aparador da sala de jantar. Outras peças foram sugeridas pelo arquiteto. Bons exemplos são as cadeiras dos anos 50, como a chaise Joaquim, que leva a assinatura do designer Joaquim Tenreiro e foi criada em homenagem ao colega Porfírio Valadares (custa R$ 6.093 mil, na Dpot), e a poltrona Lounge Chair and Ottoman, de Charles e Ray Eames (cerca de R$ 11 mil na Casa Teperman).
O toque pessoal do morador se faz notar nos detalhes. Na sala, por exemplo, o antigo relógio e o pufe, comprados por "menos de R$ 300 cada um", vieram da feira do Bexiga, da qual é freqüentador assíduo. "Adoro lojas de antiguidades", confessa. Numa dessas incursões, encontrou o pingüim de porcelana que enfeita o microondas na cozinha e disputa a atenção com o anão de jardim. Em outra investida, Iódice resgatou do galpão da confecção do pai um quadro de Marilyn Monroe (2 m x 1,5 m). "Foi usado há muito tempo no estande da grife numa feira de tecidos e estava abandonado num canto...", conta. O painel deu vida à sala totalmente branca, em cujas paredes também estão pendurados quadros de cores fortes do próprio morador. Alguns misturam colagens com peças de vestuário, como uma camiseta pólo e um tênis.
A combinação do simples com o sofisticado costuma arrancar elogios dos amigos, muitas vezes convidados para degustar vinhos. Nessas ocasiões, não é raro um ou outro sugerir que o anfitrião organize uma grande festa no espaço. Mas isso não combina com o empresário reservado, que compartilha sua casa apenas com "poucos e bons".
Preciosista, ele acredita que tudo tem seu ritmo para ser bem feito. Entre a decisão de deixar a casa do pai, o estilista Valdemar Iódice, em 2002, e encontrar o velho sobrado e comprá-lo, um ano se passou. As estruturas do imóvel estavam comprometidas a ponto de não suportarem uma reforma, então foi totalmente demolido para dar lugar à obra de Weinfeld. Da prancheta à construção da nova moradia foram quase dois anos. Afinal, acertar o gosto deste empresário que preza muito os detalhes requer certo tempo.
Iódice exigiu que o projeto seguisse seu estilo: sem luxo, mas sofisticado, e de fácil manutenção. A casa ganhou piso de cimento queimado branco e paredes forradas de madeira de demolição (na Aroeira, cerca de R$ 480 o m²). Revestida de mármore travertino romano oro (R$ 650, o m², na Clodomar), a escada que leva ao mezanino tem o exato tom da parede. "Gosto de soluções práticas", afirma o morador. A piscina foi dispensada por um motivo simples: "Quase não a usaria, porque fico pouco em casa", explica. Mas nem por isso Iódice abriu mão de um pequeno jardim que faz a alegria de Filó, a cadela adotada numa viagem a Fernando de Noronha.
Embora more sozinho, ele acredita que todos os ambientes devem ter uso constante. Por essa razão, o segundo quarto, antes ocioso, agora abriga o ateliê onde o jovem passa madrugadas pintando telas a óleo, um de seus hobbies. Por conta de seu perfeccionismo, só há pouco Iódice terminou a decoração. Dos poucos móveis, alguns foram desenhados pelo próprio Isay Weinfeld, entre eles a mesa e o aparador da sala de jantar. Outras peças foram sugeridas pelo arquiteto. Bons exemplos são as cadeiras dos anos 50, como a chaise Joaquim, que leva a assinatura do designer Joaquim Tenreiro e foi criada em homenagem ao colega Porfírio Valadares (custa R$ 6.093 mil, na Dpot), e a poltrona Lounge Chair and Ottoman, de Charles e Ray Eames (cerca de R$ 11 mil na Casa Teperman).
O toque pessoal do morador se faz notar nos detalhes. Na sala, por exemplo, o antigo relógio e o pufe, comprados por "menos de R$ 300 cada um", vieram da feira do Bexiga, da qual é freqüentador assíduo. "Adoro lojas de antiguidades", confessa. Numa dessas incursões, encontrou o pingüim de porcelana que enfeita o microondas na cozinha e disputa a atenção com o anão de jardim. Em outra investida, Iódice resgatou do galpão da confecção do pai um quadro de Marilyn Monroe (2 m x 1,5 m). "Foi usado há muito tempo no estande da grife numa feira de tecidos e estava abandonado num canto...", conta. O painel deu vida à sala totalmente branca, em cujas paredes também estão pendurados quadros de cores fortes do próprio morador. Alguns misturam colagens com peças de vestuário, como uma camiseta pólo e um tênis.
A combinação do simples com o sofisticado costuma arrancar elogios dos amigos, muitas vezes convidados para degustar vinhos. Nessas ocasiões, não é raro um ou outro sugerir que o anfitrião organize uma grande festa no espaço. Mas isso não combina com o empresário reservado, que compartilha sua casa apenas com "poucos e bons".