Autos
domingo, 26 de agosto de 2007, 00:00 | Versão Impressa
Gurgel ressurge com motor 1.4
Fomos ao interior de São Paulo conhecer o protótipo do Tocantins que voltará às ruas em 2008 com motor VW
Ana Morano - O Estado de S.Paulo
- A 440 quilômetros da antiga e falida fábrica da Gurgel, em Rio Claro (SP), um X12 TR Tocantins renasce. Paulo Lemos, empresário de Presidente Prudente, adquiriu em 2004 o nome Gurgel por R$ 850. O registro da marca constava como extinto pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial. Agora, Lemos inicia os testes do protótipo do modelo que pretende lançar no primeiro semestre de 2008. Se estivesse nas lojas hoje, o empresário estima que custaria menos de R$ 40 mil.
Autos acompanhou o momento em que o protótipo do novo Tocantins saiu da oficina da Gurgel Motores pela primeira vez. Também fomos os primeiros (depois de Lemos) a andar na nova geração.
Com motor 1.4 flexível da Volkswagen disposto na traseira - o mesmo da Kombi -, o Tocantins mostrou bastante vigor nos 84 cv de potência (o anterior, VW 1.6 a ar rendia 60 cv). Ajustes por conta de vibrações e ruídos estão previstos para esta fase de avaliação do protótipo.
A transmissão é de quatro marchas. Falta precisão na troca e os engates são ásperos. O módulo eletrônico de aceleração no lugar dos cabos, apesar de reduzir emissões e otimizar o torque, pouco contribuiu para reduzir vibrações e barulhos.
Para receber o radiador na dianteira, o pára-choque ficou maior e a frente, mais robusta, onde se destaca o novo logotipo. Inspirado no desenho original, o símbolo da Gurgel em azul tem agora a cor amarela, em referência à bandeira nacional.
Por dentro pouca coisa mudou e o Tocantins mantém o estilo rústico dos carros feitos entre 86 e 89. A maior evolução foi no painel, que recebeu hodômetro digital e conta-giros. Para manter a originalidade do projeto, a manivela do vidro permanece. O teto continua baixo e pode incomodar motoristas com mais de 1,70 m. O estepe continua na traseira, com leves mudanças. Ele roda com pneus de uso misto no tamanho original (aro 14"), mas Lemos estuda o uso de medidas 15" ou 16".
Outro recurso que não mudou - esse muito útil - é o sistema manual de bloqueio do diferencial. O funcionamento é simples: se alguma das rodas patinar, o motorista pode bloqueá-la por alavancas e o diferencial passa a tracionar a roda oposta.
Autos acompanhou o momento em que o protótipo do novo Tocantins saiu da oficina da Gurgel Motores pela primeira vez. Também fomos os primeiros (depois de Lemos) a andar na nova geração.
Com motor 1.4 flexível da Volkswagen disposto na traseira - o mesmo da Kombi -, o Tocantins mostrou bastante vigor nos 84 cv de potência (o anterior, VW 1.6 a ar rendia 60 cv). Ajustes por conta de vibrações e ruídos estão previstos para esta fase de avaliação do protótipo.
A transmissão é de quatro marchas. Falta precisão na troca e os engates são ásperos. O módulo eletrônico de aceleração no lugar dos cabos, apesar de reduzir emissões e otimizar o torque, pouco contribuiu para reduzir vibrações e barulhos.
Para receber o radiador na dianteira, o pára-choque ficou maior e a frente, mais robusta, onde se destaca o novo logotipo. Inspirado no desenho original, o símbolo da Gurgel em azul tem agora a cor amarela, em referência à bandeira nacional.
Por dentro pouca coisa mudou e o Tocantins mantém o estilo rústico dos carros feitos entre 86 e 89. A maior evolução foi no painel, que recebeu hodômetro digital e conta-giros. Para manter a originalidade do projeto, a manivela do vidro permanece. O teto continua baixo e pode incomodar motoristas com mais de 1,70 m. O estepe continua na traseira, com leves mudanças. Ele roda com pneus de uso misto no tamanho original (aro 14"), mas Lemos estuda o uso de medidas 15" ou 16".
Outro recurso que não mudou - esse muito útil - é o sistema manual de bloqueio do diferencial. O funcionamento é simples: se alguma das rodas patinar, o motorista pode bloqueá-la por alavancas e o diferencial passa a tracionar a roda oposta.