Autos
segunda-feira, 3 de setembro de 2007, 15:18 | Online
E a Kombi chega aos 50
Fabricada desde 1947, primeiro Volkswagen feito no país completa meio século
Fabrício Migues e Rafaela Borges - Jornal da Tarde

Veja também:
Pois eis que essa 'velha senhora'- outro apelido (esse dado pelos metalúrgicos que a montam) - conquistou uma legião de fãs que vai além de feirantes, entregadores e pasteleiros, entre inúmeros outros profissionais que ganham a vida à bordo do emblemático modelo criado nos anos 40.
Confira nesta e na próxima página o que dizem alguns apaixonados pela 'perua', como é popularmente chamada no País, além de fatos que marcaram sua história.
O ex-diretor de Vendas e Marketing da Volkswagen do Brasil, Paulo Kakinoff, costumava dizer que a Kombi é o único veículo capaz de carregar uma tonelada de carga coberta. É um dos motivos pelos quais quase 100% das vendas do modelo sejam destinadas para uso no trabalho.
Mas há também um grupo que não ganha a vida de Kombi, mas admira o modelo e não troca sua cinqüentona por nenhuma outra mais jovem, mais moderna e talvez até mais atraente.
Um dos mais conhecidos é o jornalista Heródoto Barbeiro. E olha que a paixão é antiga. 'Começou quando eu tinha 14 anos e trabalhava como ajudante de mecânico.'
Barbeiro, que está hoje na sua quinta Kombi (um modelo 2002 com mais de 100.000 quilômetros rodados), coleciona histórias engraçadas envolvendo a van. 'Uma vez meu outro carro ficou sem bateria e fui trabalhar com a Kombi. Fiquei buzinando e o porteiro não abria o portão. Quando viu que era eu, se desculpou. Achou que era alguma entrega.'
Ele lembra de outra de suas Kombi, cor azul, que parecia com o carro de uma funerária próxima de sua casa. 'De brincadeira colaram cruzes de papelão na traseira dela. Muitos me perguntavam quem tinha morrido. Só vi os apliques quando cheguei em casa. Pintei a parte de baixo dela de amarelo para acabar com as piadinhas', diz ele, rindo.
O comerciante Olpheo Augusto, outro fã do modelo, tem uma 1973 totalmente restaurada cujo motor 1.5 rodou apenas 90 mil km. 'É minha segunda Kombi e quero mantê-la original. É carro de colecionador', diz.
Já o segurança Ernande Ramos 'envelheceu' sua Kombi 1973 para deixá-la com visual dos anos 60. 'Essa é invendável.'
Tags:
Kombi,
Volkswagen
O que são TAGS?