Viagem
terça-feira, 25 de setembro de 2007, 00:00 | Versão Impressa
Aula de cultura e cerveja nos pubs
Retratos fiéis do espírito festeiro dos irlandeses, os bares estão na lista de atrações imperdíveis em Dublin
O Estado de S.Paulo
- Ir a Dublin e não conhecer um legítimo pub irlandês é como visitar Paris e ignorar solenemente a Torre Eiffel. Os bares fazem parte da cultura e retratam o espírito alegre e festeiro do país - sem falar que são verdadeiros templos para quem gosta de cerveja.
Nos mais tradicionais, é difícil ver uma mesa apenas de mulheres - elas são minoria absoluta. Ao chegar, não espere ninguém servir você: cada um pega sua bebida no balcão e paga ali mesmo, na hora. A maioria funciona, no máximo, até a 1 hora e alguns só permitem a entrada de maiores de 23 anos. Os poucos pubs que servem comida têm cozinha aberta até as 21 horas - depois desse horário, o máximo que você consegue é um salgadinho.
A cerveja servida no pint (copo de 500 ml) é a bebida oficial - o preço médio fica em torno dos 4 (R$ 10,40) . Se quiser variar, prove, pelo mesmo preço, o café irlandês (irish coffee), que leva uísque, café, açúcar e creme - e é servido quente.
O Temple Bar, quarteirão alternativo e repleto de artistas de rua, reúne os pubs mais turísticos. Uma opção é o sempre lotado bar que leva o nome da região. Vale pelo menos para conhecer a música tradicional do país, que rola por lá diariamente. Outro no mesmo estilo é o Oliver St. John Gogarty.
Com repertório que mescla (muito bem, por sinal) rock clássico e música irlandesa, o The Porterhouse é uma excelente opção a partir das 21h30. O pub tem nada menos que cinco andares e fabrica dez tipos diferentes de cerveja.
Fora do Temple Bar, visite o inusitado John M Keating, instalado na antiga capela de St. Mary (construída no século 18 e desativada em 1964). Até ser transformado em pub, em 2005, o prédio passou por um processo de restauração que durou sete anos.
A estrutura de igreja foi mantida e quem chega ao bar principal por uma entrada moderna e envidraçada é logo surpreendido por um imenso órgão, original da capela. Nas paredes, memoriais gravados em mármore e concreto.
São quatro ambientes, incluindo um segundo bar, no subsolo, um restaurante e um café, localizado na torre. Fica no centro, ao norte do Rio Liffey, bem na esquina da Mary com a Jervis Street.
GUINNESS
O roteiro etílico só pode ficar completo com uma visita à fábrica da Guinness. Em 1759, Arthur Guinness fez um contrato de leasing por 9 mil anos para ter acesso a um curso d''''água e às instalações de uma pequena cervejaria. Começou fabricando o tipo ale (alta fermentação). Em 1770, no entanto, começou a fazer sucesso no país uma nova bebida, escura e de sabor forte, importada de Londres.
Guinness decidiu fazer uma receita semelhante e o sucesso foi total. Enriqueceu. Depois de sua morte,em 1803, o comando da empresa foi passado a seus descendentes. Hoje, turistas podem conhecer toda a história da fábrica em um centro de visitação, aberto em 2000.
O prédio, construído em 1904, ganhou elementos modernos, como o pint gigante, no coração da construção. Os visitantes passam por sete andares, onde conhecem o processo de fabricação da bebida. Na metade do caminho, é possível matar a sede no laboratório de testes, onde são servidas edições especiais da Guinness.
Uma delas é a North Star, de sabor mais adocicado que a original, vendida apenas na Irlanda. No fim, a surpresa: todos ganham um pint de Guinness para degustar no Gravity Bar, de onde se tem uma vista de 360 graus da cidade. Imperdível.
DESTILADOS
Para os fãs de destilados, a Old Jameson Distillery é um passeio divertido. Na antiga sede da empresa, fundada em 1780, foram montados cenários para ajudar a contar a história da fábrica. O criador da bebida, John Jameson, veio da Escócia no mesmo ano, determinado a montar a própria destilaria.
O tour dura 30 minutos e termina com copos de uísque Jameson - puro, com coca-cola ou suco de amora. Antes, no entanto, alguns voluntários do grupo provam seis marcas de uísque, para decidir qual é a melhor. Na disputa, irlandesas, escocesas e americanas. ADRIANA MOREIRA
Serviço
Guinness Storehouse: www.guinness-storehouse.com. Entrada 14 (R$ 36); Old Jameson Distillery: www.jamesondistillery.ie. Entrada 9,75 (R$ 25)
Nos mais tradicionais, é difícil ver uma mesa apenas de mulheres - elas são minoria absoluta. Ao chegar, não espere ninguém servir você: cada um pega sua bebida no balcão e paga ali mesmo, na hora. A maioria funciona, no máximo, até a 1 hora e alguns só permitem a entrada de maiores de 23 anos. Os poucos pubs que servem comida têm cozinha aberta até as 21 horas - depois desse horário, o máximo que você consegue é um salgadinho.
A cerveja servida no pint (copo de 500 ml) é a bebida oficial - o preço médio fica em torno dos 4 (R$ 10,40) . Se quiser variar, prove, pelo mesmo preço, o café irlandês (irish coffee), que leva uísque, café, açúcar e creme - e é servido quente.
O Temple Bar, quarteirão alternativo e repleto de artistas de rua, reúne os pubs mais turísticos. Uma opção é o sempre lotado bar que leva o nome da região. Vale pelo menos para conhecer a música tradicional do país, que rola por lá diariamente. Outro no mesmo estilo é o Oliver St. John Gogarty.
Com repertório que mescla (muito bem, por sinal) rock clássico e música irlandesa, o The Porterhouse é uma excelente opção a partir das 21h30. O pub tem nada menos que cinco andares e fabrica dez tipos diferentes de cerveja.
Fora do Temple Bar, visite o inusitado John M Keating, instalado na antiga capela de St. Mary (construída no século 18 e desativada em 1964). Até ser transformado em pub, em 2005, o prédio passou por um processo de restauração que durou sete anos.
A estrutura de igreja foi mantida e quem chega ao bar principal por uma entrada moderna e envidraçada é logo surpreendido por um imenso órgão, original da capela. Nas paredes, memoriais gravados em mármore e concreto.
São quatro ambientes, incluindo um segundo bar, no subsolo, um restaurante e um café, localizado na torre. Fica no centro, ao norte do Rio Liffey, bem na esquina da Mary com a Jervis Street.
GUINNESS
O roteiro etílico só pode ficar completo com uma visita à fábrica da Guinness. Em 1759, Arthur Guinness fez um contrato de leasing por 9 mil anos para ter acesso a um curso d''''água e às instalações de uma pequena cervejaria. Começou fabricando o tipo ale (alta fermentação). Em 1770, no entanto, começou a fazer sucesso no país uma nova bebida, escura e de sabor forte, importada de Londres.
Guinness decidiu fazer uma receita semelhante e o sucesso foi total. Enriqueceu. Depois de sua morte,em 1803, o comando da empresa foi passado a seus descendentes. Hoje, turistas podem conhecer toda a história da fábrica em um centro de visitação, aberto em 2000.
O prédio, construído em 1904, ganhou elementos modernos, como o pint gigante, no coração da construção. Os visitantes passam por sete andares, onde conhecem o processo de fabricação da bebida. Na metade do caminho, é possível matar a sede no laboratório de testes, onde são servidas edições especiais da Guinness.
Uma delas é a North Star, de sabor mais adocicado que a original, vendida apenas na Irlanda. No fim, a surpresa: todos ganham um pint de Guinness para degustar no Gravity Bar, de onde se tem uma vista de 360 graus da cidade. Imperdível.
DESTILADOS
Para os fãs de destilados, a Old Jameson Distillery é um passeio divertido. Na antiga sede da empresa, fundada em 1780, foram montados cenários para ajudar a contar a história da fábrica. O criador da bebida, John Jameson, veio da Escócia no mesmo ano, determinado a montar a própria destilaria.
O tour dura 30 minutos e termina com copos de uísque Jameson - puro, com coca-cola ou suco de amora. Antes, no entanto, alguns voluntários do grupo provam seis marcas de uísque, para decidir qual é a melhor. Na disputa, irlandesas, escocesas e americanas. ADRIANA MOREIRA
Serviço
Guinness Storehouse: www.guinness-storehouse.com. Entrada 14 (R$ 36); Old Jameson Distillery: www.jamesondistillery.ie. Entrada 9,75 (R$ 25)