Viagem

terça-feira, 9 de outubro de 2007, 00:00 | Versão Impressa

Siga o roteiro da cerveja. Aqui ou pelo mundo

Uma edição especial para quem tem sede de viajar - aprecie a leitura sem moderação

Adriana Moreira e Mônica Nóbrega - O Estado de S.Paulo

Na Bélgica, uma vez por ano, mais de 30 fabricantes se reúnem para apresentar suas melhores criações

Reuters

Na Bélgica, uma vez por ano, mais de 30 fabricantes se reúnem para apresentar suas melhores criações

SÃO PAULO - Ao longo dos anos, centenas de milhões de pessoas fizeram uso dessa mistura de lúpulo, levedo e grãos - pode ser cevada, trigo, milho ou até arroz - para aliviar a sede. Além de ser uma (ótima) desculpa para encontrar e fazer amigos, tomar uma cerveja, em alguns países, faz parte da cultura.

 

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É assim na Bélgica, que trata a fabricação da bebida com esmero ímpar. Também na Alemanha, a casa da Oktoberfest. E nos animados pubs irlandeses, onde a Guinness tem status superior. A Heineken, por sua vez, expandiu sua fama para além das fronteiras da Holanda e transformou a visita à fábrica em programa obrigatório para o turista em Amsterdã.

E se você acha que, vez ou outra, exagera na dose, vai se surpreender com a quantidade consumida mundo afora. O recorde vem da República Checa: 157 litros per capita por ano. E o Brasil? Apenas 47 litros.

Em compensação, bebe-se por aqui a cerveja mais gelada, em torno de zero grau - não que isso seja elogio. Segundo a mestre cervejeira e beer sommelier Cilene Saorin, a baixa temperatura anestesia terminações nervosas responsáveis por sentir o sabor e impede que se perceba as nuances das cervejas. Portanto, não estranhe se, na Bélgica ou Alemanha, sua gelada não vier tão gelada assim. A temperatura ideal para servir a bebida varia com o tipo, mas normalmente fica entre 2 e 10 graus.

Não é de hoje que o homem faz seus brindes. Os primeiros indícios mostram que os sumérios, há 8 mil anos, já fabricavam cerveja na Mesopotâmia. No entanto, acredita-se que a bebida era conhecida há muito mais tempo.

Logo se vê que o gosto por essa mistura fermentada não tem fronteiras. Lendas contam que foi o deus Osíris quem ensinou aos egípcios a arte de fabricar cerveja, antes do ano 3000 a.C.. Na mesma época, os chineses moíam cereal para fazer o tsoui, usado como oferenda aos ancestrais. Isso sem falar nos romanos, celtas e até nos incas, cuja versão, chamada de chicha e fabricada com milho, era servida nas mais diversas ocasiões.

Veja nesta edição um roteiro para ser feito com moderação. Escolha, com calma, onde começar a ''''tomar uma'''' e terminar com a saideira. Só assim você poderá curtir, com propriedade, cada um dos destinos e suas respectivas cervejarias. E terá tempo para curar uma eventual ressaca...


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