Anna Angotti e Demian Takahashi (jornalistas) - Eu tinha adorado a pizza do Speranza. A Anna defendia com unhas e dentes a da Bráz. Não esperávamos grande coisa do cantinão-pizzaria do tempo da vovó. "Mais folclórico do que bom de fato", pensávamos ao ver casais empoeirados nas mesas ao lado, no salão quase vazio. Mas a marguerita veio cheia de surpresas: o molho de tomate por cima do queijo, com manjericão gigante e muito fresco, bem diferente das folhinhas minúsculas que tínhamos visto em outras casas. Na boca, todos os sabores se misturavam tão bem que parecia bobagem fazer perguntas como "O molho está doce?", "O queijo é bom?", "O manjericão está fresco?". Vai que era exatamente isso que aqueles casais buscavam lá: esquecer as coisas pequenas - de tantos anos juntos? - e aprender com a pizza o segredo da conciliação.
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Braulio Pasmanik (Empresário e gourmet) - Pizza com queijo e molho de tomate no ponto certo e coberta por uma floresta de manjericão. Achei a massa muito rígida.
Jacques Trefois (Consultor de vinhos e gourmet) - Lugar bem tradicional. Bela pizza. Massa crocante. O tomate por cima do queijo faz a pizza ser mais bonita. Bastante manjericão fresco cortado servido por cima após a pizza sair do forno. Gostei.
Luiz Horta (Editor-assistente do Paladar) - Empatadíssima com a Speranza, a Castelões ganhou meu voto pela massa, assada com perfeição, enquanto a da Speranza estava crua no centro, apesar do espetacular molho de tomates.
Miguel Fazanella (Médico-empresário) - Desejo que o Castelões permaneça por mais outras tantas décadas como hoje assim está. Além do ambiente encantador, a pizza continua extraordinária como há 20 anos, quando me fazia mais presente e, se pudesse, empataria com todo o louvor com a margherita encontrada em Santa Cecília. Como sou obrigado a decidir, ficou em segundo lugar. Massa impecável, bordas altas, bolhas sensuais presentes, timing de mesa corretíssimo.
Neide Rigo (Nutricionista e autora do blog Come-se) - Com as pizzas não foi muito fácil e já estava com dois empates - Avanhadava 34 e Braz, até provar a do Castelões. A pizza chegou quentinha, derretendo, colorida. Gostei da vivacidade das cores - o molho de tomate pedaçudo aqui e ali sobre o queijo branco bem derretido, se alternando com o verde fresco do manjericão que era perfumado e farto. A borda estava bem assada, crocante e com crosta dourada formando desenho chamuscado e apetitoso.
Patrícia Ferraz (Editora do Paladar) - Uma decepção. Faltou mussarela, faltou molho, sobrou massa mals assada...
Roberto Smeraldi (Diretor da ONG Amigos da Terra) - Chamar isso de pizza é realmente um exagero. Excesso de cobertura sem menor qualidade, prejudicando uma massa que, sozinha, até seria decente.
Rosa Moraes (Diretora do centro de gastronomia da Anhembi-Morumbi) - Bem gostosa Melhor que a expectativa.
Silvio Giannini (Editor do guia Time Out Brasil) - Desejo que o Castelões permaneça por mais outras tantas décadas como hoje assim está. Além do ambiente encantador, a pizza continua extraordinária como há 20 anos, quando me fazia mais presente e, se pudesse, empataria com todo o louvor com a margherita encontrada em Santa Cecília. Como sou obrigado a decidir, ficou em segundo lugar. Massa impecável, bordas altas, bolhas sensuais presentes, timing de mesa corretíssimo.
Luiz Américo Camargo (Editor de suplementos de O Estado de S. Paulo) - O ar decadente da casa, inserida num entorno que não é exatamente atraente à noite, são quase apagados quando a pizza é trazida, com seu corniccione exuberante, quase explosivo. A massa é bem trabalhada, bem assada, o é molho fresco, mas a qualidade da cobertura nos traz de volta à realidade: a pizzaria já teve melhores dias. No equilíbrio geral, ficou em segundo.