Três meses que voaram. O curso, suas lições e a preparação para a realidade profissional, fazendo jus ao "intensivo" presente no nome.
No primeiro dia de aula, ao entrar na sala de treinamento, vulgo sala dos Focas ou Q.G., o coordenador Francisco Ornellas nos dava as boas-vindas. Em cada mesa, as placas com o nome de cada um. Perto da lousa, uma forca e um chicote nos encaravam, como querendo lembrar de que estávamos ali para aprender, por bem ou por mal. Não é à toa que na primeira semana fomos indagados: "Alguém aí quer desistir?" Com certeza, não. Nem com a intimidação da forca.
Passado um tempinho de realização de alguns textos, era a hora de ver a correção. Melhor dizendo, era hora de todos verem. Entramos com o pensamento de que ali estávamos para aprender na prática. Mal sabíamos que ainda havia MUITO para aprender em todos os sentidos, com nossos erros e dos colegas. Todos ficaram frente a frente com suas matérias, até então bem elaboradas e brilhantes, tingidas de vermelho. "Não, né?", diria Carla Miranda.
Algumas semanas depois, aprendemos que lugar de rima é na poesia. Na reportagem é desagradável ao leitor. "Qué pasa?", perguntaria Paco Sanchez.
"No geral, as matérias ficaram muito boas, mas na próxima podem melhorar", consolaria, em partes, Luiz Carlos Ramos.
Pois é. Passamos por todas essas etapas. No início achando que sabíamos tudo, no percurso achando que não sabíamos nada e, no final, que estávamos com meio caminho andado. "Acabou, né gente?", afirmaria Chico Ornellas na última semana. O mais importante é que saímos com muito mais vontade e conteúdo para seguir trilhando o restante do caminho, que jamais acaba.