Aconteceu que ela foi selecionada para ser foca do Estadão. A sensação era a mesma de ser caloura da faculdade. Tudo era novidade e ela tinha expectativas mil quanto aos próximos três meses que estavam por vir. Aconteceu também a outros 30 que, juntamente com ela, enchiam aquela sala. Nas primeiras semanas, as conversas e gestos deixavam visível a ansiedade de conhecer a cada um. E um pequeno tempo de convivência diária foi suficiente para que ela os considerasse amigos.
E foi naquela mesma sala que ela e os outros focas aprimoraram o exercício da profissão de jornalista. Nas conversas com os figurões da imprensa, com os professores e convidados, esclareciam dúvidas e recebiam dicas de como contar uma boa história. Tiveram também lições de como chegar até a informação e, certamente, agora reconhecem a importância da humildade e de saber ver, escutar e pensar.
Se na graduação ela aprendeu os conceitos e as teorias do jornalismo, ali pôde ver como eles se aplicam na prática. O curso do Estadão a colocou no dia-a-dia da redação, a elaboração do caderno especial mostrou a eficiência do trabalho em equipe e que sempre há como melhorar o texto final. Tudo o que vivenciou serviu para confirmar que vale a pena o esforço e a correria para fechar um jornal e entregá-lo ao leitor logo cedo pela manhã.