Depoimentos
Elida Silva de Oliveira
elidaoliveira@gmail.com
Curitiba - PR
(41) 3323-8942 / (11) 9399-0156
25 anos, graduada pela PUC-PR. Experiência em jornal, fotografia, TV, rádio e assessoria. Domina inglês e tem noções básicas de espanhol e francês. Interessa-se por Cultura, Cidades, Economia, Internacional e Meio Ambiente.
Escada Álvaro Campos Carneiro Cruz Gouveia Amanda Christina Polato Ana Bizzotto Melo André Eduardo Faust Beatrice Correa de Oliveira Gonçalves Belisa Frangione Vieira de Souza Bruna de Moraes Tiussu Bruno Cavichia Desidério Bruno Espinoza Luiz Cecilia Arbolave Cinthia Maria do Carmo Gomes Circe Alfredo Bonatelli Neto Diana Perez Dantas Elida Silva de Oliveira Fausto Sérgio Coelho da Fonseca Spósito
Fernanda Andrade Fava Filipe Alves Domingues Frederico Franz Lopes Bastos Letícia Gomes Pakulski Luís Felipe Seffrin Luna Gonçalves D'Alama Manuel Lima da Cunha Pinto Marcelo Henrique Gimenes Vieira Maria Aparecida Alves da Silva Mariana Carolina Mandelli Marina Passos de Azaredo Marta dos Santos Valim Paulo Henrique Ignácio Saldaña Renan Dellatorre Braggio Carreira Stenio Augusto Lopes Andrade Tatiana de Souza Pereira
Depoimento de Elida Silva de Oliveira

Durante o curso no Estadão mantive em minha mente algumas imagens: a menina que pretendia ir ao Golfo contar as histórias de Guerra; a adolescente que queria mudar a realidade do Brasil escrevendo "verdades que os outros não diziam" (sem cogitar por que será que ninguém, antes dela, tivera esta brilhante idéia?!); a acadêmica cansada de aulas práticas e discussões vazias, ainda que valessem pelos excelentes professores que driblavam a rotina; a recém-formada apreensiva; a jovem contratada e desiludida; a Élida que resolve trocar tudo que é certo (e chato) pelo muito duvidoso. A Foca 13.

O receio de ser posta à prova, de sofrer a pressão de redigir textos diversos a prazos curtos, de conseguir fontes em uma cidade enorme como São Paulo, de ser corrigida em público e se sentir constantemente avaliada - tudo isto não foi nada se comparado às mudanças internas. Sair do meu círculo de conforto e me por à prova de novos desafios. Difícil, no jornalismo, é manter a sanidade.

Não é apenas a experiência empresarial do Grupo Estado. É o convívio forçado com 30 pessoas que você não escolheu para serem seus amigos e que, com facilidade, acabam se tornando alguns dos melhores. É sentir saudades daqueles que você escolheu para o serem e perder o contato aos poucos, vendo a distância arrefecer a amizade até que a vida os separe. É não ter casa-comida-e-roupa-lavada, é ver as economias se esvaírem em passagens de metrô e sanduíches de presunto e queijo. É sonhar com um pão-na-chapa. É tornar-se uma foca alimentada a macarrões instantâneos. É dormir tarde, acordar cedo e - insanamente - agradecer por toda esta experiência. "Meu Deus, como sou feliz!", pegava-me repetindo nas situações mais bizarras.

Insanos ou não, nos tornamos melhores.

Mais sensíveis às diferenças dos outros, mais tolerantes a mudanças. Nos tornamos melhores não apenas para o mercado ou para o temido ranking do curso. Nos tornamos melhores para nós mesmos, superando - cada qual - a sua própria dificuldade. Reconhecendo os pontos fracos e trabalhando duro para se tornarem medianos. Cuidando dos pontos fortes para que não se perdessem em meio a tantas novidades.

"E o que mais, gente?", perguntaria o Chico Ornellas. Em meio a reminiscências, mais - muito mais - flashes do Johnnys, do metrô, do centro, do Anhangabaú, dos e-mails, das aulas, do Paco, da Sé, da busca desenfreada por um refugiado no centro de São Paulo, de Santa Cruz, de Lima, da chuva, das festas - na piscina, na mesa de bilhar, no quarto 301, na Alameda dos Araés, no ônibus, no avião, na noite limenha. Ah, lembranças. O pisco em frente ao Pacífico. Augustas desconsoladas. Off the records.

   
 
FECHAR [ X ]