Algo estranho aconteceu comigo. Acabei de passar por um intensivo e exaustivo curso de jornalismo aplicado e me sinto totalmente incapaz de encontrar alguma palavra que descreva com precisão o que se passou na Sala de Treinamento do jornal O Estado de S. Paulo. Contrariando conselhos dos repórteres que estiveram no local, fui completamente envolvido pelas fontes. Até agora, não sei dizer se fomos os melhores ou os piores de todos os tempos. Sei que rimos, dançamos, aprendemos e, literalmente, batemos cabeças nestes últimos três meses.
É um pouco incômodo pertencer a 19ª turma de focas do Estadão. Sinto que a 20ª será mais festejada pela efeméride. Mas isso não muda nada para mim. O que importa é o que eu levo comigo. O que importa são as oportunidades que eu não deixei passar de conviver intensamente com um seleto e excêntrico grupo de figuras humanas. E o mais interessante é que esta mistura improvável sempre esteve mais para 'tropa de elite' do que para 'chorume', como gostávamos de nos apelidar nos dias mais difíceis do curso.
Estranho mesmo vai ser acordar na segunda-feira, dia 8 de dezembro, sem me preocupar com atrasos, cambalhotas da noite anterior, deadlines e baladas do próximo sábado. Será triste regressar à rotina sem o delicioso som do mosaico de sotaques que invadiu minha vida em setembro.
Hoje, vejo com clareza que existem 31 focas, um cara cabeludo que o Chico Ornellas não explicou quem é e alguns bons agregados com um espaço mais que especial no rol das minhas melhores lembranças. Agradeço a todos e peço que - estejam onde estiverem - não saiam jamais da minha vida. Espero reencontrá-los produzindo bom jornalismo e tentando mudar o mundo por aí.