As seis perguntas básicas que uma matéria jornalística deve responder continuam válidas. O que? Quem? Quando? Onde? Como? Por que? Elas fazem parte dos cânones jornalísticos ensinados na academia. No entanto, depois do 19º Curso Intensivo de Jornalismo Aplicado essas diretrizes ganharam novos contornos, outras nuances, mais variáveis, ordens diferentes.
O quê? Poderia ser o curso, a formatura ou a publicação do caderno. No entanto, independente do "quê" escolhido, foi intenso, rápido, trabalhoso e bom. Transformamos os "quês" escondidos na Praça da Sé, em Santa Cruz do Sul ou até mesmo no Peru em pautas e essas em matérias.
Onde? No Jornal o Estado de S. Paulo, cuja sede se localiza no bairro do Limão. Ou, simplesmente, no Estadão, substantivo-adjetivo que designa não só onde você trabalha, mas também a maneira como você trabalha.
Como? Não sem alguma ansiedade. Mas chegamos ao fim dessa etapa, principalmente, com uma visão mais rica, interessante e madura sobre a empresa e o texto jornalístico. Quem sabe até sobre o próprio jornalismo. Isso graças às palestras e aulas de profissionais que dividiram conosco seu conhecimento.
Quem? Muitos contribuíram no processo, mas alguns também orientaram. O coordenador do curso, Chico Ornellas e suas fiéis escudeiras Mari e Marisa. A jornalista e editora Carla Miranda, o jornalista e chefe de reportagem Luiz Carlos Ramos e o professor de texto e estilo Paco Sanchez.
Quando? Tudo começou ainda no mês de agosto de 2008. Desta data até o dia 1º de setembro foram semanas de expectativa. Depois da espera recompensada, seguiram-se aproximadamente 100 dias de convivência compulsória que transformaram desconhecidos em amigos.
Por que? Talvez porque todos - focas, organizadores do curso, palestrantes e orientadores - tenhamos algo em comum. Somos diferentes, mas, se observarmos os indícios, apurarmos os motivos e interpretarmos as razões, veremos que não foi por acaso que fizemos a mesma (e temerária) escolha profissional.