O curso faz jus ao nome, em todas as palavras. Curso Intensivo de Jornalismo Aplicado, ou a experiência de conviver com teoria e prática jornalística numa das redações que mais registraram a história brasileira. Lembro bem de Chico Ornellas ressaltar nosso envolvimento 24 horas por dia e 7 dias por semana durante os três meses como focas do Estadão. De fato. É um período de extensão, de aprimoramento de técnicas e de aprendizado, constante aprendizado. Não é mais faculdade, mas tudo é uma aula. Ouvir e observar consistem nos mandamentos básicos do foca.
Se a academia nos dá a oportunidade de estudar os conceitos, idéias e debates teóricos do jornalismo, o Curso Estado nos insere mais adiante. Diariamente temos encontros com repórteres, editores, diretores, políticos, economistas e professores. Alguns nomes que tanto lemos e comentamos durante a graduação e que nos parecem tão distantes sentam-se diante de nós para contar histórias ou explicar conhecimentos. E, sempre com atenção e paciência, responder às perguntas. São encontros que mesclam um pouco de palestra, de entrevista coletiva e mesmo de conversa informal. E ali surgem oportunidades de "celebrar alianças", como Chico tanto bate na tecla.
O maior diferencial do curso: a redação do Grupo Estado. Apurar e redigir nas editorias do Estadão qualifica o foca como nenhuma graduação conseguiria. Teoria não substitui prática, nem vice-versa. E nada mais proveitoso para um jornalista do que o exercício da reportagem, tendo o privilégio de ouvir editores experientes, de participar das reuniões de pauta e de ler o próprio texto na edição do dia seguinte. A grande diferença entre uma matéria para a faculdade e uma para O Estado de S. Paulo é que esta será lida por milhares de brasileiros. Ao pensar nisso, o foca sente bater a responsabilidade e trabalha com precisão redobrada. E bota na cabeça que deve escrever não apenas um bom texto, mas o melhor.