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Para Tim O’Reilly, ganha quem compartilha

Web 2.0 Expo, realizada em Nova York, discute a rede colaborativa

por
Carolina Frederico, de Nova York
O'Reilly, criador do termo web 2.0, faz palestra

www.flickr.com/reillyconf/REPRODUÇÃO

O'Reilly, criador do termo web 2.0, faz palestra

“Faça o que você faz melhor e linke para o resto”, ensinou Tim O’Reilly, criador do termo web 2.0 e da Web 2.0 Expo, em palestra na segunda edição do evento, realizada na semana passada, em Nova York. A frase funciona sozinha, mas fica melhor ainda devolvida ao contexto.
Primeiro, O’Reilly colocou em perspectiva como a guerra que acontecia antes entre browsers – e os sites que só podiam ser vistos corretamente em um ou outro navegador – se dá hoje com os aplicativos. Então citou a briga entre Google e Apple. De um lado, a Apple diz que não é possível usar Google Voice em iPhones. Do outro, Google restringe Google Maps a aparelhos com Android. Para concluir que hoje ganham as empresas que desenvolvem produtos, mas pensam de forma colaborativa e fechar o raciocínio: “Do what you do best. Link to the rest” (traduzida lá em cima).

Em seguida, foi questionado se o Google é diabólico ou não. A resposta veio em forma de dica: preste atenção a produtos que não sejam compatíveis com outros plataformas. Ou seja, cuidado com serviços de quem diz: “Você tem que trabalhar comigo, exclusivamente”.
E ainda que O’Reilly cite Facebook e Twitter como exemplos de empresas que beneficiam o usuário, por estarem abertas aplicativos feitos por qualquer um e terem poucas restrições a interagir com outras interfaces, entrar em sintonia com esse estilo de compartilhamento não é algo tão fácil de se por em prática. O blogueiro profissional Chris Brogan, um dos palestrantes do evento, apontou uma dessas dificuldades: o leitor já parou para pensar que no Twitter o usuário não tem o endereço de e-mail das pessoas que segue ou de seus seguidores, a menos que peça a eles individualmente? E se o Twitter acabar amanhã, o que acontece com os contatos feitos ali ao longo do tempo?

Da mesma forma, o Facebook muda o processo de responder a um e-mail – até então, bastava enviar a mensagem da caixa de entrada, mas para responder a uma mensagem enviada via Facebook, é preciso logar naquele sistema. Os usuários do Facebook podem ver os endereços de e-mail de seus amigos, mas não copiam ou importam esses dados. O conselho de Brogan? Faça sua própria base de dados. l

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Web 2.0 Expo, web 2.0, Tim O'Reilly



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