Informática

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008, 15:28 | Online

Pesquisadores dos EUA criam minirádio feito de nanotubos

Transitores menores que um grão de areia podem superar os atuais aparelhos eletrônicos baseados em silício

Reuters

CHICAGO - Rádios transistores menores que um grão de areia, fabricados a partir de nanotecnologia, podem não apenas sintonizar relatórios de tráfegos, mas podem ainda superar os atuais aparelhos eletrônicos baseados em silício, disseram pesquisadores norte-americanos nesta segunda-feira.

 

Os pesquisadores fabricaram um rádio microscópico a partir de nanocondutores de carbono - pequenos fios de átomos de carbono - que, em teoria, podem levar ao desenvolvimento de dispositivos mais rápidos. Eles superaram uma série de obstáculos que têm impedido os esforços para fabricação de nanorádios, incluindo obter amplificação, usando a tecnologia do quartzo.

 

"Nosso objetivo não é fazer apenas pequenos rádios, mas realmente desenvolver nanocondutores como um semicondutor de melhor performance", disse John Rogers, professor de ciência material e engenharia na Universidade de Illinois.

 

Ele afirmou que os dispositivos são feitos para mostrar uma nova forma de criar nanocondutorres de carbono em uma fila perfeitamente alinhada, parecidos com um fio de cabelo liso, só que cem mil vezes mais fino.

 

Esses fios formam uma fina camada de material semicondutor que pode ser utilizada em aparelhos eletrônicos e circuitos.

 

"O rádio é realmente um passo adiante na criação de uma nova tecnologia eletrônica", disse Rogers, autor de um estudo que aparece nos Procedimentos da Academia Nacional de Ciências.

 

"Nós estamos interessados em nanocondutores não porque eles são pequenos, mas porque sua pequenez possibilita algumas propriedades eletrônicas que são bastante atraentes", afirmou Rogers. "É possível fabricar um aparelho mais rápido".

 

Segundo ele, a chave para o trabalho era obter controle sobre o formato que os condutores (tubos) tomam e como eles são configurados. Os pesquisadores fabricam os condutores combinando carbono e calor e um catalisador numa placa especial que alinha os tubos de forma apropriada.

 

"Há milhões deles nestas estruturas perfeitamente alinhadas", explicou Roger.

 

Depois de montarem a estrutura de condutores, ele afirmou que o resto do processo é muito similar a fabricar eletrônicos usando os processadores convencionais de silício.

 

Os pesquisadores trabalharam em conjunto com engenheiros de eletrônicos de rádio freqüência da Northrop Grumman Corp Electronics Systems em Linthicum, Maryland, para montar e testar os rádios. Eles são constituídos de dois amplificadores de rádio freqüência, um mixer de rádio freqüência e um amplificador de áudio, todos feitos de materiais de nanotubos de carbono.

 

Fones de ouvido de tamanho normal são conectados diretamente na saída do transistor feita do material de nanotubos. A antena usada tem tamanho convencional.

 

Em um teste, os pesquisadores ligaram um dos rádios com transistores de nanotubos para uma estação de rádio de Baltimore e captaram o sinal do tráfego.


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