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terça-feira, 24 de julho de 2007, 11:43 | Online

GVT oferecerá serviço de IPTV até o final do ano

Numa primeira fase, conteúdos serão exibidos no PC, via Web

Alexandre Barbosa, do estadao.com.br

Divulgação

Karlis: oferta de vídeo sob demanda na Web

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SÃO PAULO - A operadora brasileira GVT deve estrear até o final deste ano a primeira fase de sua oferta de serviços de IPTV, em que serviços de vídeo são distribuídos usando a

infra-estrutura da internet. A informação fez parte de um informe feito na última quarta-feira, dia 18, pela companhia a analistas estrangeiros, segundo explicou o vice-presidente administrativo e de finanças, Karlis Kruklis.

 

"Estamos investindo na oferta deste serviço em duas fases. A primeira prevê a oferta de filmes e séries de TV para consumo no PC por meio de nossos serviços de banda larga. O usuário terá ainda a possibilidade de baixar conteúdos de e-learning e documentários, ou vídeos esportivos, atuais ou históricos", afirmou Kruklis. Segundo o executivo, a oferta no PC é natural pois muitos usuários estão fazendo uso de seus micros como verdadeiras centrais de entretenimento doméstico. A disponibilidade destes serviços estará restrita aos clientes da GVT, mas a empresa não descarta estender o acesso aos conteúdos de vídeo a outros usuários posteriormente.

 

A iniciativa é só uma parte do investimento da empresa em expansão de rede e serviços. Sem divulgar as receitas de forma segmentada, a GVT deve investir 30% da sua receita líquida de 2007, o equivalente a cerca de R$ 300 milhões, na expansão da rede e da linha de produtos. Mas a empresa confirma que pode expandir os recursos só para o projeto de IPTV conforme a reação do público.

 

Conteúdos e compartilhamento de risco

 

A GVT, claro, não é a primeira empresa a fornecer conteúdos de vídeo sob demanda na internet brasileira. Outros serviços como o Eonde já disponibilizam filmes para assistir no PC. O curioso é que a operadora não está tratando com empresas operando no Brasil, mas tratando diretamente com distribuidores internacionais o licenciamento de conteúdos. Uma das razões para isso, mercadológica, é que a oferta de IPTV é incipiente no País até porque, oficialmente, estes serviços ainda não têm permissão oficial para acontecer.

 

Foi o que levou uma comitiva de executivos a participar de um evento em Chicago, nos EUA, no final de junho, o NXTComm, onde a empresa conseguiu firmar acordos para licenciar mais de 3 mil títulos entre filmes, seriados e outros conteúdos.

 

"Conseguimos estabelecer um modelo baseado no conceito de 'success fee', em que o fornecedor de conteúdo participa do lucro da operação. Mas nossa idéia é, com o início das atividades, oferecer outros conteúdos agregados, inclusive de provedores nacionais, como vídeos esportivos e históricos, entre outros", diz Kruklis.

 

Marco regulatório

 

Numa segunda fase, a empresa irá fornecer o serviço diretamente para a TV dos usuários, por meio de decodificadores (a empresa já tem projetos piloto em desenvolvimento). Quando isso vai acontecer, no entanto, é um mistério, já que a oferta de serviços de IPTV deste tipo precisa ganhar um marco regulatório por parte da Anatel, Agência Nacional de Telecomunicações, que não tem prazo para liberar a modalidade IPTV no País.

 

"O que nós já sabemos é que não iremos fazer a venda direta dos decodificadores, até porque isso está longe do nosso foco. Certamente esta venda será feita por meio de parceiros no varejo, que tenham capilaridade e que possam cuidar de atividades como venda, entrega, instalação e suporte técnico", diz Kruklis.

 

Embora ainda no início no mercado brasileiro, os serviços de IPTV já movimentaram  US$ 424 milhões só no primeiro trimestre de 2007, segundo revelou estudo divulgado pela empresa de pesquisas Infonetics Research. Ainda pequeno se comparado a todo o setor de TV paga no mundo, o mercado de IPTV movimentou US$ 1 bilhão em equipamentos e software no ano passado, mas com um crescimento de 153% em relação a 2005.

 

O estudo também indica que a receita de serviços de IPTV ´pura´, ou seja, de programação que é entregue direto em um decodificador do usuário, cresceu 15% no primeiro trimestre de 2007 e atualmente atende a 7,3 milhões de assinantes em todo o mundo.


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