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quarta-feira, 3 de dezembro de 2008, 19:01 | Online

Extremistas islâmicos querem difundir mensagens via YouTube

Militantes estão sendo encorajados a postar vídeos mostrando forças ocidentais sob ataques

Patrick Rucker - Reuters

WASHINGTON - Os extremistas islâmicos estão sendo instruídos sobre como usar o site de vídeos YouTube para disseminar vídeos de propaganda, disse uma organização norte-americana que monitora atividades terroristas.

 

Os militantes estão sendo encorajados a utilizar o site por meio de posts em fóruns islâmicos da Internet, de acordo com o SITE Intelligence Group.

 

Na semana passada, um extremista ofereceu instruções passo a passo sobre como postar vídeos no YouTube, que ele descreveu como "um dos mais famosos e maiores sites internacionais que publicam trechos de vídeos de todo o mundo".

 

As mensagens encorajam os leitores a postar cenas de forças ocidentais sob ataque, com o objetivo, afirmam, de "envergonhar os cruzados ao publicar trechos de vídeo que mostrem suas baixas, que eles vêm escondendo há muito tempo".

 

Os extremistas islâmicos há muito usam a Internet como ferramenta de comunicação com os simpatizantes e de distribuição de propaganda, mas os mais recentes posts mencionam especificamente o uso do YouTube pelos militantes, definindo o site como fácil de usar.

 

"Eu afirmo que o site do YouTube é um dos mais fáceis para gravar e subir os clipes", diz o post de instrução, que indica aos leitores o software de que poderiam precisar para postar vídeos na Internet.

 

"Peço-lhes, por Alá, que assim que começarem a ler sobre este assunto, comecem a gravar no YouTube, e a editar e subir clipes nos sites de Jihad, nos sites islâmicos e em fóruns gerais", o post apela.

 

O YouTube, subsidiária do Google, não comentou de imediato sobre sua possível resposta ao tipo de vídeo descrito na mensagem.

 

O site vem sendo muito usado como local para veiculação de vídeos controversos.

 

Em março, as autoridades paquistanesas ordenaram que os provedores de acesso à Internet do país bloqueassem o acesso ao YouTube depois que este veiculou material considerado insultuoso ao Islã.


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