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quarta-feira, 12 de setembro de 2007, 10:55 | Online

Google recorre a YouTube para explicar política de privacidade

Empresa produziu vídeo para tirar dúvidas sobre funcionamento do buscador

Reuters

Vídeo de 4 minutos mostra como funciona buscador do Google

Reprodução

Vídeo de 4 minutos mostra como funciona buscador do Google

MADRI - Você fica com preguiça de ler a política de privacidade de uma empresa antes de utilizar seus serviços de internet? O Google facilitou as coisas: um vídeo de 4 minutos no YouTube pretende acabar com o temor de usuários e livrar a empresa da imagem de "big brother do século 21", explicando quais dados ficam armazenados em seus servidores, durante quanto tempo e com que finalidade.

 

video Assista ao vídeo

 

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"Muitas pessoas não lêem o livro, mas assistem ao filme", disse nesta quarta-feira, 12, em Madri o assessor mundial de privacidade do Google, Peter Fleischer. Ele está viajando por diversos países para explicar a política de privacidade da companhia.

 

Em Madri, o responsável pelos dados do Google se reuniu com responsáveis da Agencia Española de Protección de Datos, associações de consumidores e jornalistas.

 

O Google armazena durante 18 meses uma série de informações de cada  busca realizada no sistema: a palavra buscada, o IP da máquina, os cookies, o navegador utilizado e o dia e hora da consulta. Após esse período, são excluídos o IP e os cookies.

 

Fleischer justificou essa prática dizendo que é necessária para melhorar o serviço do Google; se o resultado buscado não se encontra nos dez primeiros resultados a companhia considera que não está fazendo um bom trabalho.

 

Além disso, ele afirma que a política de privacidade dá mais segurança frente a hackers e defende usuários de fraudes virtuais. Fleischer  usou como exemplo um anúncio fraudulento que venha muitas vezes do mesmo IP. Neste caso, engenheiros poderiam detectar que algo está errado e evitar o problema.

 

O responsável do Google falou também sobre outros serviços da companhia que têm levantado dúvidas de segurança em alguns governos, como a tecnologia de mapas por satélite Google Earth.

 

Fleischer explicou que as imagens são reproduzidas tal como aparecem no satélite e que os países deveriam recorrer às empresas que gerem os equipamentos.


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