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quarta-feira, 28 de novembro de 2007, 13:47 | Online

Na Bahia, 'tabuleiro digital' amplia acesso à internet

Projeto mistura elementos da cultura com informática para tirar a aparência 'aço escovado' da tecnologia

Morillo Carvalho, da Agência Brasil

Maria Helena Bollina coordena o projeto, que deixa computadores ao ar livre

Roosewelt Pinheiro/Abr

Maria Helena Bollina coordena o projeto, que deixa computadores ao ar livre

SALVADOR - Nos tabuleiros baianos, nada de acarajé ou de vatapá. A idéia do projeto da Universidade Federal da Bahia (UFBA) é colocar computadores no lugar das iguarias regionais: são os tabuleiros digitais. Eles servem para que a comunidade que freqüenta a instituição possa acessar a internet, inclusive sites de bate-papo e de relacionamento.

 

especial Site oficial do projeto

 

“Nosso objetivo é deixar os usuários acessarem o que quiserem na internet. Afinal redes sociais também são ferramentas de interação”, afirma a coordenadora do projeto, Maria Helena Bollina.

 

Com os tabuleiros digitais, o acarajé e o computador guardam semelhanças; assim como o prato típico da culinária baiana, a máquina fica exposta ao ar livre. A idéia é trocar o ambiente de sala de aula e tirar o caráter pedagógico dos projetos comuns de inclusão digital.

 

“Quando formatamos o projeto, não pensamos em ambientes fechados normais, semelhantes aos de escola. Tampouco queríamos aquele modelo ‘aço escovado’, futurista. Então trouxemos elementos de nossa cultura para a informática. Assim, ela passa a ser considerada também como algo que deve fazer parte do dia-a-dia das pessoas”, completa a coordenadora.

 

Rejane Matos foi a primeira monitora do projeto. Estudante de pedagogia - setor da universidade onde está instalado -, ela se diz orgulhosa de fazer parte da iniciativa.

 

“É muito gratificante. A idéia de fazer com que as pessoas em geral, não só da universidade, mas toda a comunidade que a cerca, tenham acesso à internet me trouxe mais familiaridade com o que seria inclusão digital.”

 

O projeto está em exposição no Instituto Anísio Teixeira (IAT), em Salvador, onde ocorre, até esta quinta-feira, 29, a 6ª Oficina de Inclusão Digital. Mais de 1,5 mil pessoas participam das atividades, promovidas pelo Ministério do Planejamento em parceria com o governo estadual e organizações não-governamentais.


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