Televisão
A TV digital fora do Brasil
Estados Unidos - A Federal Communications Commission, agência reguladora americana, começou a estudar em 1987 a então chamada televisão avançada (ATV, na sigla em inglês), ainda não digital, e criou um comitê com 25 integrantes, a maioria da indústria, para assessorá-la no assunto. Entre julho de 1991 e outubro de 1992, foram testados e analisados seis protótipos de sistemas avançados de TV, incluindo quatro digitais, em três laboratórios. O sistema adotado no fim de 1996 foi resultado da união das quatro tecnologias digitais. O Advanced Television Systems Committee (ATSC) foi a associação responsável por desenvolver e documentar as especificações para o sistema da Grande Aliança. Nos EUA, o objetivo foi obter imagens e som melhores, com a alta definição.
Europa - A Comissão Européia decidiu deixar a criação de um sistema de TV digital a cargo do grupo Digital Video Broadcasting (DVB), criado em 1993 por fabricantes de equipamentos, radiodifusores e representantes de agências reguladoras européias. Desde o início, o DVB foi pensado como um instrumento para se desenvolver uma plataforma pan-européia de TV digital. No lugar de vários consórcios concorrentes, foi formado um só grupo, que uniu indústria, emissoras, pesquisadores e governo. O principal objetivo técnico não eram imagens e som melhores, mas multiplicar o número de canais. Daí que, na Europa, a TV digital começou sem alta definição.
Japão - O desenvolvimento do sistema japonês começou em 1995, quando o governo apoiou a criação do Advanced Digital Television Broadcasting Laboratory (ADTV-LAB), que reunia emissoras e fabricantes japoneses. O grupo decidiu partir do padrão de transmissão europeu, chamado COFDM, para a criação de um sistema próprio. Em 1997, criou-se o Digital Broadcasting Expert Group (DiBEG), que, além dos integrantes do grupo anterior, também reunia empresas não-japonesas. O sistema japonês, chamado Integrated Services of Digital Broadcasting (ISDB), foi finalizado em 1999. Ele privilegia a recepção móvel, em equipamentos como celulares e computadores de mão. O canal é dividido em 13 segmentos e um deles se destina ao sinal para recepção móvel.
Busca



