Saúde
domingo, 13 de janeiro de 2008, 20:07 | Online
Ministro volta a dizer que não há epidemia de febre amarela
Em rede nacional, ministro da Saúde diz que, dos 24 supostos casos, apenas dois foram confirmados

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Temporão disse também que o Brasil não tem casos de febre amarela urbana desde 1942 e os que foram registrados estão restritos a áreas onde algumas pessoas não vacinadas entraram em florestas e matas nas últimas semanas.
O ministro lembrou que, dos 24 supostos casos de febre amarela no País, apenas dois foram confirmados, em Brasília e São Paulo. Os outros cinco foram descartados.
Um dos casos confirmados resultou na morte de um morador de Brasília e o outro evoluiu para a cura de um residente de São Paulo. São apontados como prováveis locais de infecção a zona da mata de Goiás e o Mato Grosso do Sul, respectivamente.
Temporão esclarece ainda que em janeiro de 2008, foram enviados para todo o Brasil 3,2 milhões de doses de vacina. Em 2007, a média mensal de envio para vacinação de rotina foi de 961 mil doses por mês, totalizando 11,5 milhões.
O ministro lembrou também o Disque-Saúde do governo, pelo telefone 080061- 1997.
Casos no Brasil
Até o momento, o Ministério da Saúde do Brasil registrou 15 notificações, procedentes dos Estados de Goiás, Minas Gerais, São Paulo e Distrito Federal. Três casos foram descartados, dois foram confirmados e o restante está ainda em investigação.
No sábado, a febre amarela pode ter matado o agricultor espanhol Salvador Perez de la Cal, de 41 anos, que estava internado na UTI do Hospital de Doenças Tropicais (HDT), em Goiânia, desde a quinta-feira. A suspeita de febre amarela foi levantada pelo medidos do hospital baseada nos sintomas apresentados pelo paciente.
O primeiro caso confirmado é o do administrador de empresas Graco Abubakir, de 38 anos, que morreu em um hospital de Brasília na segunda-feira, 7. A hipótese do Ministério da Saúde é a de que Abubakir tenha sido contaminado quando esteve em cachoeiras do município goiano de Pirenópolis, a 150 quilômetros de Brasília, nos feriados de final do ano. O outro caso é de uma jovem paulistana, que está internada no Hospital São Luiz, na zona sul de São Paulo.
Veja o pronunciamento:
Estou aqui para tranqüilizar a população brasileira sobre um assunto que está preocupando os brasileiros nos últimos dias.
O temor de que esteja ocorrendo uma epidemia de febre amarela no país. Não existe risco de epidemia.
O Brasil não tem casos de febre amarela urbana desde 1942. Os casos registrados de lá para cá foram todos de febre amarela silvestre, ou seja, de pessoas que contraíram a doença nas florestas.
Desde 2003, a ocorrência de febre amarela silvestre em seres humanos vem caindo gradativamente.
Os casos suspeitos estão localizados e restritos a áreas onde algumas pessoas não vacinadas entraram em florestas e matas nas últimas semanas.
O Ministério da Saúde tomou todas as medidas preventivas para evitar que casos da doença aparecessem antes mesmo da confirmação do caso sob investigação.
Montamos uma grande barreira sanitária nas áreas de risco protegendo estados e municípios contra a febre amarela. E, de imediato, convocamos as pessoas que vão viajar ou moram em áreas de mata para tomar a vacina.
Se você não mora ou não viajar para estas regiões não precisa se vacinar. Quem já se vacinou pode ficar tranqüilo: o efeito da vacina protege as pessoas durante dez anos.
Portanto, só procure os postos de saúde se morar ou for visitar as áreas de risco e nunca se vacinou ou foi vacinado antes de 1999.
Mas, lembre-se, tomando a vacina, você estará totalmente protegido após dez dias.
O Brasil é o maior produtor mundial de vacina contra a febre amarela. Os postos de saúde estão sendo abastecidos e as autoridades sanitárias estão preparadas para atender a quem realmente precisa tomar a vacina."
(Com Agência Brasil)
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