Saúde

quarta-feira, 7 de maio de 2008, 21:27 | Online

Mortes por febre aftosa humana crescem para 28 na China

Até agora, foram registrados 15.799 casos da doença em todo o país, disse a agência de notícias Xinhua

AP e Efe

PEQUIM - O ministro da Saúde chinês determinou que todas as comunidades deverão aumentar o ritmo da luta contra a "febre aftosa humana" que já atingiu milhares de crianças no país e cuja lista de mortes subiu para 28 nesta quarta-feira, 7.

 

Até agora, foram registrados 15.799 casos da doença em todo o país, disse a agência de notícias oficial do governo, Xinhua.

 

Uma menina de dois anos na província de Hunan, no sul do país, morreu da aftosa humana na terça-feira, 6, após ter ficado em coma, disse a agência de saúde do governo.

 

Outra morte foi reportada na região de Guangxi, disseram oficiais, sem maiores detalhes. A Xinhua disse que a vítima foi um menino de três anos que morreu em 3 de maio.

 

A maior parte dos casos na China têm sido atribuídos ao EV-71, um entre os diversos vírus que causam a doença. Essa cepa causa o tipo mais forte da doença, que pode levar à paralisia e à morte.

 

No sábado, 3, o Ministério da Saúde chinês emitiu um alerta nacional para frear a doença e enviou uma equipe de 45 médicos para Fuyang, enquanto o Governo provincial de Anhui elevou para dois o nível de emergência sanitária, que permite pôr os pacientes em quarentena e controlar seus deslocamentos.

 

Junho e julho são os meses de maior incidência do vírus, e, por isto, o Ministério da Saúde prevê o aumento dos casos nas próximas semanas.

 

Apesar do alarme nacional, a Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou que o foco não tem a mesma gravidade que o da Síndrome Respiratória Aguda Grave (Sars, em inglês), que há cinco anos atingiu a China e que obrigou o país a cancelar vários eventos, inclusive a Copa do Mundo de futebol feminino.

 

"Não vejo em absoluto como uma ameaça para os Jogos Olímpicos ou qualquer outro evento próximo. É uma doença que ataca principalmente as crianças", declarou em entrevista coletiva o representante para a China da OMS, Hans Troedsson.


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