Educação
quinta-feira, 15 de maio de 2008, 23:04 | Online
Procura por vagas é acirrada na 1ª colocada do Idesp
Em São Carlos, Escola Estadual Eugênio Franco tem índice zero de repetência e de abandono
Brás Henrique, de O Estado de S. Paulo
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Marta lembra que, em pouco mais de dois meses, a Escola Eugênio Franco teve dois bons desempenhos. O anterior foi a melhor colocação em notas dos alunos no Saresp de 2007. "Está sendo difícil para professores e funcionários se acostumarem com a cobrança em cima dos índices, mas estão mais próximos do que quando isso tudo começou, em 1996", explica Marta, uma professora aposentada que há mais de um ano dirige a instituição, que tem 32 professores e 10 servidores.
"Incentivamos os professores a se engajarem, a estudarem", conta. "O índice de repetência é zero e o de abandono ou evasão escolar também; além disso, a falta de professor é pouca", informa Marta. Para ela, agora existem dois desafios: manter os índices e, se possível, melhorá-los ainda mais. "Nossa briga será essa", diz ela, citando que a Secretaria Estadual da Educação dará prêmios em dinheiro, em 2009, às instituições que melhorarem seus índices. Mas a Eugênio Franco já está no topo.
Para não perder tempo, a escola já começou a recuperação em 1º de março para alunos de 1ª a 3ª séries e duas vezes por ano faz um simulado para avaliar o desempenho em cada classe. "Assim todos chegam no final do ano no mesmo patamar de conhecimento", diz a professora Maria Lúcia Ribeiro Gomes, há 16 anos na escola. "Trabalhamos muito leitura e interpretação de textos, assim as crianças aprendem a ler o mundo", acrescenta a professora Vera Lúcia Dias.
Os pais também participam e incentivam os filhos e aprovam o método da escola. "É difícil conseguir uma vaga aqui", comenta Maria Cláudia de Souza Bello, que precisou batalhar para matricular a filha Bianca, de 9 anos, na instituição. Bianca até já sonha em cursar Medicina. "Pretendo salvas muitas vidas e minha mãe me incentiva, pois faz enfermagem. Tenho força de vontade e acredito que vou ser médica", afirma Bianca.
O empresário Henrique Hartmann não poupa esforços e, por causa do conceito da escola, paga uma van para levar o filho Rennan do distante bairro Santa Felícia ao centro. Rennan quer ser jogador de futebol, mas já foi avisado: tem de ir bem nos estudos antes. Os colegas Isabella Prequero, Matheus Castaldi Sid e Matheus Maia Manenti, todos de 10 anos, aprovam as leituras e já montam suas histórias de terror. "O ensino aqui é ótimo", avalia Isabella. "Adoro aqui", diz Matheus Sid.
"Estudo bastante para ser alguém na vida", finaliza Matheus Manenti, outro aluno que sonha em jogar futebol.
Na outra ponta
A cidade de São Carlos também é sede da última classificada entre as escolas de 5ª a 8ª séries: a Escola Estadual Conde do Pinhal, que teve índice 0,26 (a meta era 0,30).
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