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segunda-feira, 21 de julho de 2008, 14:26 | Online
Presidente português ratifica acordo ortográfico
Acordo unifica modalidades da língua portuguesa, eliminando variantes de cada um dos 8 países lusófonos
Efe
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O acordo ortográfico unifica as modalidades da língua e as notáveis diferenças que existem nos países de língua portuguesa, e causou protestos de várias personalidades e intelectuais do país.
O segundo protocolo do acordo ortográfico, cuja ratificação era essencial para a entrada em vigor do acordo, foi aprovado no Parlamento, com os votos a favor dos principais grupos parlamentares, embora com significativas rejeições, como a do poeta e ex-candidato à presidência Manuel Alegre.
Cavaco Silva promulgou a norma ortográfica apesar de um grupo de personalidades da cultura ter elaborado um manifesto com 45 mil assinaturas e nove relatórios de especialistas.
A ratificação chega na mesma semana em que Lisboa acolhe a VII Conferência da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), que acontecerá nos dias 24 e 25 de julho e terá como tema principal a aprovação de medidas para impulsionar o idioma comum dos oito países membros.
Neste encontro, os chefes de Estado e Governo dos países da CPLP pretendem reforçar o Português por meio de uma maior coordenação de esforços para promovê-lo e consolidá-lo nacional e internacionalmente.
Embora a nova norma tenha dividido Portugal, onde um setor da sociedade entende que se fazem concessões à variante brasileira da língua e a seu enorme número de habitantes no acordo.
O protocolo, firmado na V Conferência da CPLP, em São Tomé e Príncipe, pretende unificar o uso do português em todas as nações lusófonas, onde se calcula que vivam 200 milhões de pessoas, 180 milhões delas no Brasil.
O acordo prevê um período de transição de 6 anos para sua plena aplicação em Portugal.