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terça-feira, 5 de agosto de 2008, 21:24 | Online
Consed vai tentar reverter parte da lei do piso dos professores
Os Secretários Estaduais de Educação não concordam com a carga horária determinada pelo texto
Lisandra Paraguassú, de O Estado de S. Paulo
São dois os pontos que provocaram a rebelião dos secretários estaduais. O primeiro deles é a incorporação no projeto original, pela Câmara dos Deputados, da exigência que os professores possam dedicar um terço das suas horas de trabalho à preparação das aulas. Hoje, o Plano Nacional de Educação determina que esse tempo seja o equivalente a algo entre 20 e 25% das horas-aula. A alegação dos secretários é que isso exigiria a contratação de mais 166 professores para cada mil que já trabalham nas redes estaduais, a um custo entre R$ 8 e R$ 10 bilhões anuais.
A outra questão é que a lei determina que os R$ 950 previstos sejam realmente um piso e não incluam abonos e gratificações. Apesar de o projeto ter sido esse desde o início - até porque pisos salariais não costumam incluir gratificações - os governos estaduais alegam que essa determinação vai pesar demais.
"O problema não é com o piso. Há impactos diferentes, têm Estados que vão ter que se programar, mas não há posição contrária. O problema maior é com as horas-aula. É um impacto pesado sem fonte definida", afirmou a presidente do Consed, Maria Auxiliadora Resende. Sem contar o impacto, os secretários acham que houve uma ingerência indevida do Congresso em uma atribuição das redes estaduais.
Maria Auxiliadora afirma que o Consed tentou reverter a inclusão do artigo sobre as horas-aula durante a tramitação na Câmara e no Senado. "Mas não temos força política. O que podíamos fazer era informa, e isso fizemos", disse. Agora, para mudar a lei, os secretários precisarão ou obter uma ação de inconstitucionalidade no STF ou então convencer governo ou parlamentares a fazer um novo projeto de lei, alterando o original.
No Palácio do Planalto a posição é que o governo não vai alterar nada e que os governos estaduais terão que se adaptar para atender as exigências. O Ministério da Educação já pediu a Advocacia Geral da União uma análise sobre a constitucionalidade do projeto, já que os governadores questionam a legalidade da lei. No entanto, a AGU vai esperar uma ação dos governadores para se pronunciar.
Colaboraram Tânia Monteiro e Vera Rosa
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piso,
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