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sábado, 25 de outubro de 2008, 00:18 | Online
Visita de Doutor da Alegria ajuda tratamento
Crianças doentes respondem melhor às medicações
Simone Iwasso, de O Estado de S. Paulo
Os dados fazem parte de uma avaliação de impacto do programa de visita dos artistas aos hospitais, um projeto que começou no início dos anos 1990 e que segue a linha de humanização da saúde dentro das unidades, defendida por organismos como a Organização Mundial da Saúde (OMS).
"A permanência do palhaço não é pontual, há uma continuidade no trabalho, eles voltam todas as semanas e a influência nas crianças e nas relações fica quando ele vai embora", explica Luís Vieira da Rocha, diretor-executivo do Doutores da Alegria. "Há um pragmatismo e uma hierarquia nas relações do hospital. Os palhaços levam delicadeza, criam situações leves, com a permissão das pessoas. Isso mexe com o ambiente. Você vê o médico entrando na brincadeira", diz.
A pesquisa analisou questionários respondidos por 567 profissionais de saúde de hospitais de São Paulo e do Rio: 47% deles atuam nas enfermarias das instituições, 15,2% nas Unidades de Terapia Intensiva e 7,6% nos ambulatórios. Acompanhando as crianças, 45% deles afirmaram também que a presença dos palhaços abriu espaço para que a equipe médica discutisse questões delicadas e sensíveis e 49% disseram que a equipe se tornou mais coesa. Até mesmo a relação com a família melhora: 90% delas ficam mais confiantes com o tratamento e 89% passam a brincar mais com as crianças.
"A pesquisa se insere num trabalho de avaliações feito há anos e responde a questões da própria sociedade sobre a efetividade de uma atuação desse tipo", conta Morgana Masetti, coordenadora de pesquisa da organização. "É uma resposta para a sociedade, que questiona o efeito de você ter artistas no ambiente hospitalar."
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