Aquecimento Global
sábado, 22 de setembro de 2007, 12:28 | Online
Óleo de canola gera mais gases estufa que combustível comum
Estudo mostra que biocombustíveis que usam sementes de canola e milho produzem até 70% mais gases estufa
Efe
Os biocombustíveis que usam sementes de canola e milho produzem entre 50% e 70% mais gases estufa que os combustíveis fósseis, diz um estudo publicado pela revista Atmospheric Chemistry and Physics.
O mais preocupante é o fato de que as moléculas de óxido de nitrogênio liberadas pela queima do biocombustível são consideradas 296 vezes mais potentes como gás estufa que o dióxido de carbono (CO2).
Os autores do estudo, entre os quais está o Nobel de Química Paul Crutzen (1995), descobriram que o uso de biocombustíveis gera o dobro de óxido de nitrogênio do que se pensava antes.
Entre 3% e 5% do nitrogênio desses combustíveis são lançados na atmosfera, enquanto cálculos anteriores do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) indicavam que esse percentual não passava de 2.
Nos Estados Unidos, o milho é a planta mais utilizada na produção de biocombustível (etanol), e sua produção para a indústria já superou a destinada à alimentação.
Já na Europa, predomina o uso da canola, base de aproximadamente 80% do biocombustível produzido no continente. Segundo Dave Reay, cientista da Universidade de Edimburgo, se o Senado americano permitir que a produção de etanol a partir do milho se multiplique por sete até 2022, as emissões de gases causadores do efeito estufa geradas pelos automóveis crescerão 6% no país.
Por sua vez, seu colega Keith Smith, da mesma universidade, afirmou à publicação Chemistry World que a descoberta revela que "os supostos benefícios dos biocombustíveis são muito mais discutíveis do que se pensava".
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Óleo de canola,
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