Van atropelou pedestres nas Ramblas de Barcelona; mais tarde, em Cambrils, veículo avançou sobre equipe policial e feriu seis pessoas
O que se sabe até agora:
- No balneário de Cambrils, a polícia matou cinco terroristas que avançaram em um veículo sobre uma equipe policial, na noite de quinta-feira. Eles chegaram a matar uma pessoa - e feriram outras seis pessoas, incluindo um policial
- Os homens usavam cintos que, mais tarde, a polícia constatou que eram falsos cinturões explosivos. Até então, acreditava-se que o plano era provocar uma explosão após o atropelamento em Cambrils
- Na tarde de quinta, uma van atropelou pedestres nas Ramblas, ponto turístico de Barcelona, e 13 pessoas foram mortas e mais de 100 feridas. O Estado Islâmico reivindicou a autoria do ataque
- Ao menos 4 suspeitos foram presos em cidades próximas, mas a polícia ainda não confirmou se o motorista está entre os detidos
- Não há brasileiros entre as vítimas, segundo o Itamaraty
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Encerrramos aqui nossa cobertura ao vivo dos ataques na Espanha. Mais novidades e repercussões do caso estão na página de Internacional do Estadão. Obrigado.
Os corpos de três jovens marroquinos, mortos pela Polícia após um atentado terrorista na madrugada de quinta para sexta-feira em Cambrils, nordeste da Espanha, foram formalmente identificados, anunciou a Polícia catalã, ao revelar suas identidades. Os mortos são o principal suspeito Moussa Oukabir, Said Aallaa e Mohamed Hychami, respectivamente de 17, 18 e 24 anos, todos moradores de Ripoll, no norte da região, segundo a Polícia. Um quarto suspeito, Younes Abouyaaqoub, de 22 anos, ainda está sendo procurado.
Companhias aéreas com voos para Barcelona ofereceram aos passageiros flexibilidade para remarcar os voos, um dia depois dos ataques terroristas realizados na cidade e em Cambrils na quinta-feira 17, no qual 14 pessoas morreram e 130 ficaram feridas.
A empresa aérea de baixo custo Vueling, sediada em Barcelona, anunciou que daria flexibilidade para algumas reservas após o episódio terrorista, assim como a British Airways. Já a easyJet e Ryanair informaram que todos seus voos operam como o previsto.
Os ataques terroristas na Catalunha não afetaram os planos da região de realizar um referendo de independência, em outubro, afirmou o presidente da autoridade regional.
"Misturar as nossas prioridades no momento, que são responder á ameaça terrorista e ajudar as vítimas com qualquer outra coisa parece algo vil para mim", disse Carles Puigdemont a uma rádio ao ser questionado sobre um editorial do jornal "El País" que pedia aos partidos políticos do país que "retornassem para a realidade".
"Não somos a única nem a primeira cidade na Europa onde ocorre um massacre como este", disse Puigdemont, ressaltando que os ataques não atrasariam o "roteiro" para a região alcançar a independência.
Uma australiana de 26 anos em viagem turística pela Europa há alguns meses foi testemunha dos atentados cometidos em Londres, Paris e, na quinta-feira, em Barcelona.
Na quinta-feira, Julia fazia compras com amigos em um centro comercial perto das Ramblas quando uma van avançou contra pedestres nessa via turística da cidade, deixando 14 mortos e mais de 100 feridos. "Tudo ia bem e no minuto seguinte foi um caos completo. Todo mundo estava gritando e correndo", afirmou a australiana, que se protegeu no fundo de uma loja sem saber exatamente o que acontecia nas Ramblas.
"Não vou voltar para casa. Estes criminosos não vão me parar", afirmou a australiana. "Quero continuar viajando pelo mundo e talvez me aconteça algo ruim, mas continuarei." / AFP
Funcionários de segurança da França afirmaram de forma anônima que as autoridades espanholas estão procurando um veículo utilitário Renault Kangoo que teria sido alugado pelos suspeitos em fuga e poderia ter cruzado a fronteira da Espanha com a França.
O alerta sobre o veículo, alugado na quinta-feira pelos suspeitos, foi enviado pela polícia espanhola para as autoridades francesas, que distribuíram a mensagem para todas as estações de polícia do país. Acredita-se que os quatro suspeitos foragidos estejam neste veículo.
A cidade espanhola de Cambrils, na zona costeira da Catalunha, palco de um atentado terrorista na noite de quinta-feira, 17, foi onde se reuniu em 2001 a dupla de terroristas Mohamed Atta e Ramzi bin al-Shibh, que planejou os detalhes do ataque às Torres Gêmeas, em 11 de setembro, nos Estados Unidos.
Por volta da meia-noite de ontem, cinco homens com cinturões explosivos falsos jogaram um carro contra turistas em Cambrils, matando uma mulher e ferindo outras seis pessoas, incluindo um policial. Os cinco terroristas foram mortos, mas o episódio reacendeu a fama da pacata cidade. Atta e Bin al-Shibh se reuniram lá em 2001 semanas antes do ataque ao World Trade Center.
O egípcio Atta, de 33 anos na época, sequestrou e pilotou o Boeing 767 que foi lançado contra a torre norte. Já o iemita Bin al-Shibh financiou os sequestradores. Os dois passaram uma noite em Cambrils e logo se dirigiram a um esconderijo em Terragona, a 20 quilômetros da cidade, onde planejaram os detalhes do maior atentado terrorista em solo americano. (ANSA)
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, conversou nesta sexta-feira, 18, com o premiê espanhol, Mariano Rajoy, um dia depois de enviar suas condolências em razão dos atentados de Barcelona e Cambrils, que deixaram pelo menos 14 mortos, entre eles um americano, e mais de cem feridos.
Trump publicou uma foto em sua conta da rede social Instagram, na qual é visto ao telefone ao lado de seu chefe de gabinete, o general John Kelly, a bordo do avião presidencial Air Force One. "O presidente Donald J. Trump e o chefe de gabinete John Kelly falam com o presidente Rajoy da Espanha a bordo do Air Force One - em rota para (a residência de) Camp David", indica a legenda da foto, que não oferece mais detalhes.
A conversa ocorreu pouco depois de o secretário de Estado dos EUA, Rex Tillerson, confirmar hoje que um cidadão americano estava entre os mortos no atentado de Barcelona, quando uma van atropelou dezenas de pedestres nas Ramblas.
Uma fonte da polícia da Espanha informou que um tribunal do país emitiu os pedidos de prisão para quatro suspeitos de terem conexão com os ataques terroristas em Barcelona e Cambrils, na Catalunha.
De acordo com o documento, um dos suspeitos nasceu na Espanha e tem cidadania marroquina enquanto que os outros três são marroquinos e têm permissão para residir na Espanha. A lista inclui Moussa Oukabir, de 17 anos, que seria irmão de um dos presos nas horas após o ataque.
A polícia da Catalunha informou em sua conta no Twitter que "continua trabalhando para identificar o condutor da van" que atropelou uma multidão nas Ramblas de Barcelona, na quinta-feira.
Mais cedo, os jornais espanhóis "El País" e "El Periodico", citando fontes anônimas da própria polícia, afirmaram que o motorista do veículo estava entre os cinco suspeitos mortos na madrugada na cidade de Cambrils. Esta informação, no entanto, não foi confirmada pelas autoridades.
Pelo menos dois casos de violência foram registrados nesta sexta-feira, na Europa.
No primeiro deles, na Finlândia, a polícia informou que ao menos duas pessoas morreram e várias pessoas ficaram feridas após serem esfaqueadas na cidade de Turku, no oeste do país. Um suspeito foi baleado na perna e preso.
No segundo caso, em Wuppertal, no oeste da Alemanha, uma pessoa morreu e outra ficou ferida em um ataque com faca, segundo a polícia local. O agressor segue foragido.
Ainda não se sabe se os casos se tratam de atentados com motivações terroristas.
A consultoria britânica Euromonitor Internacional calculou nesta sexta-feira que, em razão do ataque terrorista em Barcelona, a Espanha deixará de receber 200 mil turistas em 2017.
Esses visitantes, de acordo com a ferramenta Travel Forecast Model (modelo de previsões de viagem) da empresa, provavelmente trocarão o destino por outros países vizinhos, como França ou Itália.
A projeção da Euromonitor é a de que toda a Espanha receba um volume de 7,6 milhões de turistas estrangeiros este ano, dos quais, cerca de 10% irão à Barcelona. O país, de acordo com a consultoria, é o segundo destino mais procurado no mundo, atrás somente da França. (Célia Froufe, Correspondente / Londres)
A Proteção Civil do governo da Catalunha informou que 61 pessoas que estavam internadas nos hospitais da região, feridas no ataque terrorista em Barcelona, receberam alta nesta sexta-feira, 18.
Continuam hospitalizadas em estado gravíssimo outras 17 pessoas, enquanto que 25 estão em estado grave, 7 em condições não tão sérias e 12 com ferimentos leves.
Além disso, em hospitais de Tarragona, a 120 km de Barcelona, quatro pessoas estão hospitalizadas - 3 delas em estado grave.