<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" version="2.0"><channel><title><![CDATA[Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo]]></title><link>https://www.estadao.com.br</link><atom:link href="https://www.estadao.com.br/arc/outboundfeeds/feeds/rss/sections/cultura/" rel="self" type="application/rss+xml"/><description><![CDATA[As principais e as últimas notícias do Brasil e do mundo com credibilidade na informação sobre política, economia, esportes, cultura, tecnologia, estilo de vida e muito mais.]]></description><lastBuildDate>Tue, 22 Sep 2026 22:06:08 +0000</lastBuildDate><language>pt-br</language><copyright>Grupo Estado© Todos os direitos reservados.</copyright><ttl>1</ttl><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency><image><url>https://statics.estadao.com.br/s2016/portal/logos/estadao-logo-200x200.png</url><title>Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo</title><link>https://www.estadao.com.br</link></image><item><title><![CDATA[‘New York Times’ indica filme brasileiro ‘Cidade; campo’ em lista; conheça]]></title><link>https://www.estadao.com.br/cultura/cinema/new-york-times-indica-filme-brasileiro-cidade-campo-em-lista-conheca-nprec/</link><guid isPermaLink="true">https://www.estadao.com.br/cultura/cinema/new-york-times-indica-filme-brasileiro-cidade-campo-em-lista-conheca-nprec/</guid><dc:creator><![CDATA[Bia Cardoso]]></dc:creator><description></description><pubDate>Mon, 21 Sep 2026 19:41:56 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<p>O <a href="https://www.estadao.com.br/tudo-sobre/the-new-york-times/?srsltid=AU7gw4WW-BC34_CZ8wiJCyHmC1jaLiFlbh-BWpHTFPUqxD38fXd3EhhA" target="_blank" rel="noreferrer" title="https://www.estadao.com.br/tudo-sobre/the-new-york-times/?srsltid=AU7gw4WW-BC34_CZ8wiJCyHmC1jaLiFlbh-BWpHTFPUqxD38fXd3EhhA"><i><b>New York Times</b></i></a> indicou o filme brasileiro <i><b>Cidade; campo</b></i> em uma lista, intitulada “Cinco filme internacionais para ver agora”, e elogiou o longa da diretora <b>Juliana Rojas</b>. No texto, o veículo descreveu a produção e deu destaque à sua direção de fotografia.</p><p>“Este drama brasileiro acompanha as jornadas de duas mulheres: Joana (<b>Fernanda Vianna</b>), uma mulher mais velha que se muda do interior para a casa da irmã em São Paulo após uma enchente destruir sua cidade; e a mais jovem Flávia (<b>Mirella Façanha</b>), que, junto com a namorada, muda-se da cidade para o vilarejo do pai para assumir a fazenda dele após sua morte. As duas partes se conectam por um detalhe fortuito — e pelas fronteiras difusas entre o passado e o presente”, diz a publicação.</p><figure><img src="https://www.estadao.com.br/resizer/v2/5OOLMVAX7BHJDGQVYBNUBQRYDQ.png?auth=0d7b5e7e1ace847236a41c50b80d92a8051756822f2830c1dc58a71780ef9a17&smart=true&width=1103&height=721" alt="Longa brasileiro 'Cidade; campo' aparece em lista do 'New York Times'." height="721" width="1103"/><figcaption>Longa brasileiro 'Cidade; campo' aparece em lista do 'New York Times'.</figcaption></figure><p>“Enquanto Joana, que entra para um serviço de limpeza por aplicativo, aprende tanto a perversidade da vida urbana quanto o senso de comunidade que ela oferece, passa a ter visões: do filho há muito perdido, do vizinho, do seu cavalo”, continua. “Flávia também começa a ver e ouvir fantasmas, à medida que o encanto inicial do idílio rural se dissipa em um confronto mais profundo e desafiador com a dinâmica do tempo fora da engrenagem capitalista, entre florestas seculares e sob um céu milenar. A direção de fotografia confere uma sensibilidade tátil primorosa aos ambientes de ambas as mulheres, convidando-nos a refletir sobre o impulso de destruição da humanidade — e nossa impotência final diante da natureza”.</p><h3>Sobre ‘Cidade; campo’</h3><p>Lançado nos cinemas em 2024, <i>Cidade; campo</i> ainda traz <b>Bruna Linzmeyer</b>, <b>Kalleb Oliveira</b>, <b>Andrea Marquee</b> e <b>Kalleb Oliveira </b>em seu elenco. </p><p>O filme está disponível no <b>Telecine</b>, por assinatura; e para compra e aluguel no <b>Apple TV</b>. Nos EUA, pode ser visto pelo streaming Tubi. </p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Estadão errou ao publicar obituário de Rick antes da confirmação da morte do cantor]]></title><link>https://www.estadao.com.br/cultura/estadao-errou-ao-publicar-obituario-de-rick-buscas-pelo-cantor-seguem-em-santa-catarina/</link><guid isPermaLink="true">https://www.estadao.com.br/cultura/estadao-errou-ao-publicar-obituario-de-rick-buscas-pelo-cantor-seguem-em-santa-catarina/</guid><dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator><description></description><pubDate>Tue, 22 Sep 2026 14:16:01 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<p>O <b>Estadão </b>errou ao publicar, por volta das 23 horas desta segunda-feira, 21, um obituário em vídeo do cantor Rick. O vídeo foi despublicado minutos depois de ir ao ar. O músico voava em um helicóptero que perdeu comunicação na tarde de segunda-feira, em um percurso de Porto Belo a São Joaquim, em Santa Catarina. Também estavam a bordo o empresário Bruno Avelar, um videomaker, o piloto e uma pessoa ainda não identificada. Renner, que faz dupla sertaneja com Rick, não estava no voo. A morte de Rick e dos demais passageiros foi confirmada apenas no início da tarde desta terça, quando <a href="https://www.estadao.com.br/brasil/helicopetro-santa-catarina-encontrado-mortos-npr/" target="_blank" rel="" title="https://www.estadao.com.br/brasil/helicopetro-santa-catarina-encontrado-mortos-npr/">os destroços do helicóptero foram encontrados</a> pelo Corpo de Bombeiros em Santa Catarina.</p><p>Obituários são reportagens que relembram a trajetória de pessoas que morreram. É prática comum no jornalismo a preparação antecipada deste tipo de matéria de autoridades, empresários, artistas, esportistas, entre outros personagens relevantes. Tanto por ocuparem cargos públicos importantes, por motivo de doença, idade avançada ou envolvimento em acidentes ainda sem desfecho. A publicação, contudo, só é feita após a confirmação da morte.</p><p>No caso de Rick, a publicação ocorreu equivocadamente por um erro de processo. O episódio está sendo avaliado internamente, para que sejam tomadas as devidas providências e a falha não volte a acontecer.</p><figure><img src="https://www.estadao.com.br/resizer/v2/FCANFYWZVVBKDIYWTYCFOLRCJQ.jpg?auth=84d4deff5adb723b6ec7e024a88d3b5db1fa3f410e0f26ebad0986af561c1f79&smart=true&width=1000&height=792" alt="Na foto, o cantor Rick." height="792" width="1000"/><figcaption>Na foto, o cantor Rick.</figcaption></figure><p>“Após dois dias de buscas ininterruptas, o Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina acaba de encontrar destroços da aeronave desaparecida na serra catarinense, com, infelizmente, <b>cinco pessoas sem vida</b>”, disse a corporação nesta terça-feira.</p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Kit Harington diz que ‘Harry Potter’ o ajudou com sobriedade e diz como reagiu a convite para série]]></title><link>https://www.estadao.com.br/cultura/series/kit-harington-diz-que-harry-potter-ajudou-o-com-sobriedade-e-cita-reacao-a-papel-sim-por-favor-nprec/</link><guid isPermaLink="true">https://www.estadao.com.br/cultura/series/kit-harington-diz-que-harry-potter-ajudou-o-com-sobriedade-e-cita-reacao-a-papel-sim-por-favor-nprec/</guid><dc:creator><![CDATA[Bia Cardoso]]></dc:creator><description></description><pubDate>Tue, 22 Sep 2026 21:37:24 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<p><a href="https://www.estadao.com.br/tudo-sobre/kit-harington/?srsltid=AU7gw4Vk2wnsHhw3sP6WtyCsbFHCUoOXLvxFD9Vfk4S6uPG_PkbEQb8n" target="_blank" rel="noreferrer" title="https://www.estadao.com.br/tudo-sobre/kit-harington/?srsltid=AU7gw4Vk2wnsHhw3sP6WtyCsbFHCUoOXLvxFD9Vfk4S6uPG_PkbEQb8n"><b>Kit Harington</b></a> revelou que <a href="https://www.estadao.com.br/tudo-sobre/harry-potter/?srsltid=AU7gw4WhdzEeHOpCrQytoShY2Z-7P7OEK6epxliD39upjfkOXFR0EsBK" target="_blank" rel="noreferrer" title="https://www.estadao.com.br/tudo-sobre/harry-potter/?srsltid=AU7gw4WhdzEeHOpCrQytoShY2Z-7P7OEK6epxliD39upjfkOXFR0EsBK"><i><b>Harry Potter</b></i></a><i><b> </b></i>desempenhou um papel importante m sua trajetória de sobriedade. O ator de <i><b>Game of Thrones </b></i>também relembrou sua reação ao convite para integrar o elenco da adaptação e disse que não teve dúvidas sobre a decisão.</p><p>Em entrevista ao podcast <i>Happy, Sad, Confused</i>, o astro explicou como os audiobooks da saga ajudam-no em momentos de relaxamento antes de dormir. “Eu ouço os audiolivros do Stephen Fry. Faço isso porque meu cérebro fica incrivelmente ocupado, principalmente à noite, e sempre achei muito difícil ir para a cama. Meu cérebro não desliga.”</p><figure><img src="https://www.estadao.com.br/resizer/v2/MLSWA2YDTVMMTLY277MXEIF2CY.jpg?auth=49922867b9fdb84bc093e0c613468fd17aea2c728bbbb4fafc01f2ed05be9f8a&smart=true&width=540&height=360" alt="Kit Harington em cena da sétima temporada de 'Game of Thrones'." height="360" width="540"/><figcaption>Kit Harington em cena da sétima temporada de 'Game of Thrones'.</figcaption></figure><p>“Quando fiquei sóbrio, isso piorou ainda mais”, completou. “Então comecei a ouvir os audiolivros de ‘Harry Potter’, e agora são o que eu ouço todas as noites. Eles têm um lugar muito especial no meu coração.”</p><p>“Quando soube que estavam fazendo essa série, pensei: ‘Acho que é uma ideia brilhante, acho que eles podem se aprofundar muito mais do que os filmes fizeram.’ Apoio totalmente o projeto”, disse o ator que deu voz ao professor Gilderoy Lockhart nos audiobooks da <b>Audible</b> e viverá o mesmo personagem na série. “E então me ligaram para participar, e foi simplesmente um ‘Sim, por favor!’”</p><p>Harington entrou para o elenco da 2ª temporada de <i>Harry Potter</i> após a saída de <b>Nicholas Hoult</b>, originalmente escalado para viver o professor de Defesa Contra as Artes das Trevas, por questões de agenda.</p><iframe width="560" height="315" src="https://www.youtube.com/embed/EN50vzq_xrA?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen title="Kit Harington on A TALE OF TWO CITIES, HARRY POTTER, GAME OF THRONES, &amp; more!"></iframe>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Morre Zuenir Ventura, escritor e jornalista, aos 95 anos]]></title><link>https://www.estadao.com.br/cultura/literatura/morre-zuenir-ventura-escritor-e-jornalista-aos-95-anos-nprec/</link><guid isPermaLink="true">https://www.estadao.com.br/cultura/literatura/morre-zuenir-ventura-escritor-e-jornalista-aos-95-anos-nprec/</guid><dc:creator><![CDATA[Talita Facchini, Gabriel Zorzetto]]></dc:creator><description></description><pubDate>Tue, 22 Sep 2026 13:26:12 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<p>O escritor, jornalista e imortal da <a href="https://www.estadao.com.br/tudo-sobre/abl-academia-brasileira-de-letras/" target="_blank" rel="" title="https://www.estadao.com.br/tudo-sobre/abl-academia-brasileira-de-letras/"><b>Academia Brasileira de Letras (ABL)</b></a>, <a href="https://www.estadao.com.br/tudo-sobre/zuenir-ventura/" target="_blank" rel="" title="https://www.estadao.com.br/tudo-sobre/zuenir-ventura/"><b>Zuenir Ventura</b></a>, 95 anos, morreu nesta terça-feira, 22, por causa de uma pneumonia. A morte foi confirmada pela família. Ele deixa a esposa, Mary Ventura, e dois filhos: Elisa e Mauro.</p><p>Zuenir nasceu no dia 1º de junho de 1931, no município mineiro de Além Paraíba. Aos 11 anos, mudou-se para Nova Friburgo, no estado do Rio de Janeiro, onde, sem abandonar os estudos, ajudava seu pai – que era pintor – e chegou até a trabalhar como office boy.</p><figure><img src="https://www.estadao.com.br/resizer/v2/3UEMR5PVLJCEZN3ZLZV7366BHI.jpg?auth=5e3565f469ba92922039cdd68754e0bd72dba25fe5ccc23220438bf11524d184&smart=true&width=1984&height=1351" alt="O escritor e jornalista Zuenir Ventura, foi eleito membro da Academia Brasileira de Letras (ABL) em 2014" height="1351" width="1984"/><figcaption>O escritor e jornalista Zuenir Ventura, foi eleito membro da Academia Brasileira de Letras (ABL) em 2014</figcaption></figure><p>Sua trajetória se confunde com a história do jornalismo brasileiro. No País, ele foi pioneiro ao implementar recursos literários no texto jornalístico, se enquadrando no chamado <i>New Journalism</i>, movimento que teve entre expoentes <a href="https://www.estadao.com.br/tudo-sobre/gay-talese/" target="_blank" rel="" title="https://www.estadao.com.br/tudo-sobre/gay-talese/"><b>Gay Talese</b></a>, <a href="https://www.estadao.com.br/tudo-sobre/tom-wolfe/" target="_blank" rel="" title="https://www.estadao.com.br/tudo-sobre/tom-wolfe/"><b>Tom Wolfe</b></a> e <a href="https://www.estadao.com.br/tudo-sobre/truman-capote/" target="_blank" rel="" title="https://www.estadao.com.br/tudo-sobre/truman-capote/"><b>Truman Capote</b></a>.</p><p>Queria ser professor e, ainda jovem, ganhou uma bolsa de estudos no colégio, em troca de dar aulas para as crianças do então primário. Aos 20 anos, mudou-se para a capital fluminense, onde cursou Letras Neolatinas na Universidade do Brasil (atual Universidade Federal do Rio de Janeiro, a UFRJ).</p><p>Com o passar dos anos, se tornou um dos jornalistas mais relevantes do País. Começou a trabalhar como assistente de Carlos Lacerda no jornal <i>Tribuna de Imprensa</i>, onde foi correspondente em Paris. Depois, construiu carreira em veículos importantes, como <i>Jornal do Brasil</i>, <i>O Globo </i>e <i>Veja</i>, tornando-se referência pelo olhar atento às transformações sociais do País. Naturalmente, virou um dos nomes mais bem relacionados da elite cultural carioca.</p><p>Como autor, Ventura ganhou projeção nacional ao transformar acontecimentos históricos em narrativa acessível. Seu livro mais emblemático, <i>1968: O Ano que Não Terminou</i>, tornou-se um clássico ao revisitar o período da ditadura sob a ótica da cultura e da política. </p><figure><img src="https://www.estadao.com.br/resizer/v2/FJIXT5LAHJH2BCFVGYON2YMYMY.jpg?auth=7b9510e78e907ff08bdae8220e69037ad7938476a2ec54311789584fac9492f5&smart=true&width=5120&height=2880" alt="'Mestre Zu', documentário sobre Zuenir Ventura, teve pré-estreia no festival É Tudo Verdade" height="2880" width="5120"/><figcaption>'Mestre Zu', documentário sobre Zuenir Ventura, teve pré-estreia no festival É Tudo Verdade</figcaption></figure><p>A narrativa tinha citação a importantes personagens, obras e músicas que fizeram parte daquela época. O título serviu também de inspiração para a minissérie<i> Os Anos Rebeldes</i>, produzida pela TV Globo. Segundo dados da ABL, as 48 edições da obra já venderam mais de 400 mil exemplares. O capítulo <i>Um herói solitário</i> inspirou o filme <i>O Homem que Disse Não</i>, que o cineasta Olivier Horn realizou para a televisão francesa.</p><p>Na mesma linha de jornalismo literário, destacou-se também com <i>Cidade Partida</i>, vencedor do Prêmio Jabuti, em que investiga as raízes da violência no Rio de Janeiro, e com <i>Chico Mendes: Crime e Castigo</i>, resultado de uma série de reportagens premiadas sobre o assassinato do líder seringueiro. </p><p>“Chico Mendes acertou quando anunciou que ia ser morto, mas errou ao achar que sua morte poderia ser inútil. Nunca um tiro dado no Brasil ecoou tão longe — até hoje“, escreveu ele.</p><figure><img src="https://www.estadao.com.br/resizer/v2/ZKH4LQ2D35DCNFDAJQBPEVND3U.jpg?auth=3233f3cb7774d2c8085d39104020c7ea39a69bc9dd551b284759c11ed45b1975&smart=true&width=2265&height=2778" alt="Seu livro '1968: O Ano que Não Terminou', tornou-se um clássico ao revisitar o período da ditadura sob a ótica da cultura e da política." height="2778" width="2265"/><figcaption>Seu livro '1968: O Ano que Não Terminou', tornou-se um clássico ao revisitar o período da ditadura sob a ótica da cultura e da política.</figcaption></figure><p>Em 1989, ganhou o Prêmio Esso de Jornalismo e o Prêmio Vladimir Herzog pela série de reportagens <i>O Acre de Chico Mendes</i>.</p><p>Em 2008, Zuenir recebeu da ONU um troféu especial por ter sido um dos cinco jornalistas que “mais contribuíram para a defesa dos direitos humanos no País nos últimos 30 anos”. Em 2010, foi eleito “O jornalista do ano” pela Associação dos Correspondentes Estrangeiros. E em 30 de outubro de 2014, foi eleito para a cadeira nº 32 da ABL, na sucessão do Acadêmico Ariano Suassuna.</p><p>Em <i>Inveja: Mal Secreto e Minhas Histórias dos Outros</i>, se debruçou sobre o pecado num livro que é resultado de uma análise social. “A inveja é um vírus que se caracteriza pela ausência de sintomas aparentes. O ódio espuma. A preguiça se derrama. A gula engorda. A avareza acumula. A luxúria se oferece. O orgulho brilha. Só a inveja se esconde”, defendeu.</p><p>Para fazer <i>Sobre o Tempo</i>, se isolou em uma fazenda no Rio de Janeiro junto com o amigo Luis Fernando Verissimo a fim de debater diversos temas. Seu último lançamento foi o romance <i>Sagrada Família</i>, publicado pela Alfaguara.</p><p>Em 2026, ganhou um documentário sobre sua vida, <a href="https://www.estadao.com.br/cultura/cinema/filme-narra-trajetoria-de-zuenir-ventura-para-ele-o-jornalismo-sempre-foi-uma-maneira-de-ser/" target="_blank" rel="" title="https://www.estadao.com.br/cultura/cinema/filme-narra-trajetoria-de-zuenir-ventura-para-ele-o-jornalismo-sempre-foi-uma-maneira-de-ser/"><i><b>Mestre Zu</b></i></a>, dirigido pelo amigo Zelito Viana, que contou com depoimentos de personalidades como Cacá Diegues, Miriam Leitão, Nelson Motta e Heloísa Teixeira<b> (veja o trailer acima</b>). Na ocasião do lançamento do filme, Viana afirmou ao <b>Estadão</b> que, para Zuenir, o jornalismo “era uma maneira de ser” e não apenas uma profissão.</p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[O ano de Zuenir Ventura, que não terminou, só encontra precedente em 1994]]></title><link>https://www.estadao.com.br/cultura/literatura/o-ano-de-zuenir-ventura-que-nao-terminou-so-encontra-precedente-em-1994/</link><guid isPermaLink="true">https://www.estadao.com.br/cultura/literatura/o-ano-de-zuenir-ventura-que-nao-terminou-so-encontra-precedente-em-1994/</guid><dc:creator><![CDATA[Daniel Fernandes]]></dc:creator><description></description><pubDate>Tue, 22 Sep 2026 18:51:05 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<p><a href="https://www.estadao.com.br/cultura/literatura/morre-zuenir-ventura-escritor-e-jornalista-aos-95-anos-nprec/?srsltid=AU7gw4UG_hddtt-y00C_IhR2SElsGMufyQwutfSjHfguFz75DSboe_eR7" target="_blank" rel="" title="https://www.estadao.com.br/cultura/literatura/morre-zuenir-ventura-escritor-e-jornalista-aos-95-anos-nprec/?srsltid=AU7gw4UG_hddtt-y00C_IhR2SElsGMufyQwutfSjHfguFz75DSboe_eR7"><b>Zuenir Ventura tornou eterno</b></a> um ano na história do Brasil: 1968. Ao narrá-lo, sob a perspectiva do <i>New Journalism</i>, uma maneira diferente e ‘literada’ de contar os fatos cujo mestre foi<a href="https://www.estadao.com.br/tudo-sobre/gay-talese/?srsltid=AU7gw4UsHdxBAoaShtQHQV2sBlHk_HCAkcpIkeJGuZUZiZDzPqgzpyF" target="_blank" rel="" title="https://www.estadao.com.br/tudo-sobre/gay-talese/?srsltid=AU7gw4UsHdxBAoaShtQHQV2sBlHk_HCAkcpIkeJGuZUZiZDzPqgzpyF"><b> Gay Talese</b></a>, Ventura o tornou imortal. A obra serviu de base para uma minissérie da TV Globo - <i>Os Anos Rebeldes</i>, que dizem, foi um dos estopins (foram muitos, na verdade) para a queda do então presidente<a href="https://www.estadao.com.br/tudo-sobre/fernando-collor/?srsltid=AU7gw4Xs9oEU_c1WxDKFGwyHDhOqZAT9PrpApHOI4UksJjYAc5CqNy8N" target="_blank" rel="" title="https://www.estadao.com.br/tudo-sobre/fernando-collor/?srsltid=AU7gw4Xs9oEU_c1WxDKFGwyHDhOqZAT9PrpApHOI4UksJjYAc5CqNy8N"><b> Fernando Collor</b></a>. Do livro saiu a minissérie e ela estimulou jovens de todo País a irem às ruas protestar contra o então Caçador de Marajás.</p><p>O ano de 1968, bruto, por conta dos militares no poder, e brutal, avassalador, por conta do reboliço cultural pelo qual o Brasil e o mundo passavam, encontra talvez um único equivalente. </p><figure><img src="https://www.estadao.com.br/resizer/v2/3UEMR5PVLJCEZN3ZLZV7366BHI.jpg?auth=5e3565f469ba92922039cdd68754e0bd72dba25fe5ccc23220438bf11524d184&smart=true&width=1984&height=1351" alt="O escritor e jornalista Zuenir Ventura morreu aos 95 anos" height="1351" width="1984"/><figcaption>O escritor e jornalista Zuenir Ventura morreu aos 95 anos</figcaption></figure><p>Em 1994. </p><p>Também aquele ano ainda não terminou para o País e os brasileiros. </p><p>1994: foi o ano em que <a href="https://www.estadao.com.br/tudo-sobre/nelson-mandela/?srsltid=AU7gw4WS0GXOvp3bR4h1_zbEB1iYLhg1_5Q9QrHvl0icmWVzMJLoyc_o" target="_blank" rel="" title="https://www.estadao.com.br/tudo-sobre/nelson-mandela/?srsltid=AU7gw4WS0GXOvp3bR4h1_zbEB1iYLhg1_5Q9QrHvl0icmWVzMJLoyc_o"><b>Nelson Mandela</b></a> se tornou presidente e, com isso, varreu para o lixo da história o<b> Apartheid</b>.</p><figure><img src="https://www.estadao.com.br/resizer/v2/BDRCEPFFZNH7VEA6ACWWUVPLDQ.jpg?auth=41eba0472fd9c524a5d282aea8cd39b6f51c4dc85a74ae8cb06397d51cd4376f&smart=true&width=2165&height=1408" alt="Dunga levanta a taça após a conquista do tetracampeonato na Copa de 94 " height="1408" width="2165"/><figcaption>Dunga levanta a taça após a conquista do tetracampeonato na Copa de 94 </figcaption></figure><p>Mas ele foi especialmente marcante por aqui. Começou com a<a href="https://www.estadao.com.br/tudo-sobre/ayrton-senna/?srsltid=AU7gw4WoTsHAjEq30jug7GeP0FLnXugpt4IaOT3nLdtHqejy5lRZDNgP" target="_blank" rel="" title="https://www.estadao.com.br/tudo-sobre/ayrton-senna/?srsltid=AU7gw4WoTsHAjEq30jug7GeP0FLnXugpt4IaOT3nLdtHqejy5lRZDNgP"><b> morte de Ayrton Senna</b></a>, numa curva que ele não conseguiu fazer - ou a máquina não o deixou. O piloto extraordinário se tornou mito. Para quem viveu a época, impossível não se lembrar da cidade de São Paulo parada, chorando, a espera do caixão com o ídolo, que ao desfilar pelas principais vias da cidade arrancou aplausos, papel picado e comoção.</p><p>Terminou, 1994, com o impensável<a href="https://www.estadao.com.br/cultura/alice-ferraz/verissimo-na-copa-de-94-conversou-com-seu-lepitopi-e-no-fim-previu-o-futuro/?srsltid=AU7gw4Uvy3ad1aiKdO9fjB_Sm-9cb7YSgn0NEw862hJx53C_EawQhFgk" target="_blank" rel="" title="https://www.estadao.com.br/cultura/alice-ferraz/verissimo-na-copa-de-94-conversou-com-seu-lepitopi-e-no-fim-previu-o-futuro/?srsltid=AU7gw4Uvy3ad1aiKdO9fjB_Sm-9cb7YSgn0NEw862hJx53C_EawQhFgk"><b> tetracampeonato mundial da Seleção Brasileira</b></a>. Time que chegou desacreditado nos Estados Unidos, mas foi ganhando, ganhando, ganhando e que superou até a Itália nos pênaltis (obrigado Baggio!). </p><figure><img src="https://www.estadao.com.br/resizer/v2/VBIQOS4KORHP3D5QJGYI7WEGYM.jpg?auth=c7b4011c6ce8555627c30a42f98680403123984388078f6d5e34dfed28e7171a&smart=true&width=1266&height=949" alt=" O ex-presidente do Brasil, Fernando Henrique Cardoso, segura uma nota de R$ 1 lançada no Plano Real" height="949" width="1266"/><figcaption> O ex-presidente do Brasil, Fernando Henrique Cardoso, segura uma nota de R$ 1 lançada no Plano Real</figcaption></figure><p>Lá, no estádio na Califórnia, uma faixa exibida pelos jogadores lembrava da morte de Senna. Mais choro, mais lágrimas e uma festa impensável tomou conta do País. Um amigo, de tão feliz, saiu pulando e gritando pela rua, pulou a grade de um parque que ficava na rua de trás de onde morávamos e mergulhou em um laguinho raso, raso. Para a sorte de todos, principalmente dele, todos ficaram bem (mas essa é outra história).</p><p>No meio desses dois fatos marcantes, foi 1994 o ano em que o <a href="https://open.spotify.com/show/0qHdoZumbea3QUSu8xBMYm" target="_blank" rel="" title="https://open.spotify.com/show/0qHdoZumbea3QUSu8xBMYm"><b>Plano Real ganhou vida</b></a>. Um grupo de economistas criou uma moeda por trás da moeda vigente - o que teoricamente era proibido - e comandados por Fernando Henrique Cardoso, então ministro da Fazenda, deu um pontapé para longe do principal câncer do País à época: a inflação que corroía tudo e punia mais, como sempre, os mais pobres. </p><p>FHC seria eleito, então, no primeiro turno, presidente do Brasil. Depois, seria reeleito, mas abriria espaço para a consolidação da democracia quando, em 2002, passou a faixa presidencial para um desajeitado Lula. Operário, retirante. Brasileiro.</p><p>Bem que Zuenir Ventura poderia ter escrito um livro sobre isso.</p><p>Paciência.</p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[20 livros de cartas e correspondências para conhecer o lado íntimo de grandes escritores]]></title><link>https://www.estadao.com.br/cultura/literatura/20-livros-de-cartas-e-correspondencias-para-conhecer-o-lado-intimo-de-grandes-escritores/</link><guid isPermaLink="true">https://www.estadao.com.br/cultura/literatura/20-livros-de-cartas-e-correspondencias-para-conhecer-o-lado-intimo-de-grandes-escritores/</guid><dc:creator><![CDATA[Talita Facchini]]></dc:creator><description></description><pubDate>Tue, 22 Sep 2026 21:00:00 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<p>O comentário feito sem filtro, a ironia do cotidiano, o desabafo, a vaidade, a dúvida. Foram em cartas que grandes nomes da literatura deixam escapar o que raramente aparece nas páginas publicadas: suas inseguranças, paixões, opiniões políticas, pequenas cenas domésticas e encontros improváveis.</p><figure><img src="https://www.estadao.com.br/resizer/v2/TLEZGFKMVVD7DFI5EUT2PLDPYE.jpg?auth=8bf4cbc51e8e38fb85874f03d0cad6a28c6f5326bc02ad1d152cb5a105908e52&smart=true&width=8192&height=5464" alt="Livros selecionados revelam o lado pouco conhecido de vários autores renomados" height="5464" width="8192"/><figcaption>Livros selecionados revelam o lado pouco conhecido de vários autores renomados</figcaption></figure><p>Ao longo dos séculos, cartas manuscritas ou datilografadas ajudaram a construir a memória afetiva de escritores, além de fornecer uma compreensão crítica de suas obras. Em diálogos entre amigos, amantes, editores ou familiares, revelam-se bastidores da criação literária, debates estéticos e até contradições que tornam esses autores mais próximos do leitor.</p><p>Reunimos, então, obras que compilam correspondências e trocas epistolares de escritores renomados, oferecendo ao leitor a chance de conhecer o lado íntimo de alguns dos maiores nomes da literatura universal.</p><figure><img src="https://www.estadao.com.br/resizer/v2/ZWBLQ5G7LZCOLF5RGAEROR2RXU.png?auth=b53764e4447cd5fc40954c1ba9b0bc9118954bff6ea8de40d4e2f7e612d8017f&smart=true&width=2000&height=1150" alt="Seleção passa por Clarice Lispector, Fernando Sabino, Oscar Wilde e J.R.R. Tolkien" height="1150" width="2000"/><figcaption>Seleção passa por Clarice Lispector, Fernando Sabino, Oscar Wilde e J.R.R. Tolkien</figcaption></figure><h3>‘Minhas Queridas e Outras Cartas’, de Clarice Lispector</h3><p>Clarice viveu no exterior durante mais de quinze anos, acompanhando o marido diplomata, enquanto suas irmãs permaneceram no Brasil. Mais do que irmãs, eram amigas inseparáveis. As cartas que trocavam eram a forma de manter a conexão, em uma época sem a facilidade das comunicações modernas. Essa troca resultou em uma correspondência refletida nas 120 cartas que revelam a estreita ligação entre Clarice, Elisa e Tania.</p><p>Rocco (320 págs.; R$ 82,40)</p><h3>‘Escreva muito e sem medo: Uma história de amor em cartas’, de Albert Camus e Maria Casarès</h3><p>Em 1944, na noite do dia D, um dos maiores autores do século 20 e uma das grandes atrizes do teatro francês iniciam um caso amoroso. <i>Escreva muito e sem medo</i> é a coletânea da intensa troca de cartas de Albert Camus e Maria Casarès, um testemunho da busca de dois amantes pela verdadeira experiência do amor.</p><p>Record (1.288 págs.; R$ 231,81)</p><h3>‘De profundis’, Oscar Wilde</h3><p>Com trajes exuberantes, modos refinados e discurso portentoso, Oscar Wilde maravilhou seus contemporâneos e continua a fazê-lo com leitores de todas as épocas. A vida polêmica e a linguagem sofisticada com que fabricava seus escritos fizeram do escritor irlandês uma figura notável. Essa confluência entre persona e obra se encontra na carta <i>De profundis</i>, escrita pelo autor enquanto estava encarcerado. Intitulada <i>Das profundezas</i>, a epístola é dirigida a Bosie, jovem da aristocracia britânica de quem Wilde se tornou amante. </p><p>Tordesilhas (208 págs.; R$ 39,90)</p><h3>‘Correspondência anotada’, de Mario de Andrade e Rodrigo M. F. Andrade</h3><p>As cerca de trezentas cartas trocadas entre Mário de Andrade e Rodrigo M. F. de Andrade narram uma viagem epistolar histórica. Reunidas pela primeira vez, testemunham um compromisso apaixonado com o Brasil e com a preservação de seu patrimônio cultural. Para além das repartições públicas, uma amizade fiel anima a força de trabalho da dupla. A edição é enriquecida por apresentação de Clara de Andrade Alvim e ensaios fotográficos que documentam esse legado.</p><p>Todavia (528 págs.; R$ 94,90)</p><h3>‘Cartas perto do coração’, de Fernando Sabino e Clarice Lispector</h3><p>Organizado pelo próprio Fernando Sabino, <i>Cartas perto do coração</i> apresenta sua troca de correspondência com Clarice Lispector entre os anos 1946 e 1969. Agora em edição especial com capa dura e novo projeto gráfico, a obra inclui prefácio inédito de Nádia Battella Gotlib, professora da USP, e fac-símiles também inéditos das cartas e das notas de leitura do original de <i>A maçã no escuro</i> (1998).</p><p>Record (256 págs.; R$ 73,05)</p><h3>‘Cartas provincianas: Correspondência entre Gilberto Freyre e Manuel Bandeira’</h3><p>Os diálogos fraternos entre um dos maiores intérpretes do Brasil e um de nossos grandes escritores. Isto é o que traz este <i>Cartas provincianas: correspondência entre Gilberto Freyre e Manuel Bandeira</i>. A edição conta também com um caderno iconográfico, que traz reproduções das correspondências, de livros autografados de um para outro e também fotos de ambos, num painel que procura complementar o cenário da amizade profunda e repleta de mútua admiração travada entre estes dois grandes nomes da nossa intelectualidade.</p><p>Global (472 págs.; R$ 76)</p><h3>‘As Cartas do Boom’</h3><p>As décadas de 1950 a 1970 testemunharam um dos momentos mais célebres da história literária do século 20: o Boom da literatura latino-americana. Nesta obra, o leitor conhece a vasta correspondência trocada entre quatro dos autores mais influentes da literatura latino-americana, Julio Cortázar, Carlos Fuentes, Gabriel García Márquez e Mario Vargas Llosa.</p><p>Record (590 págs.; R$ 132,90)</p><h3>‘Correspondência – Mário de Andrade &amp; Oswald de Andrade’</h3><p>Este volume da Coleção <i>Correspondência Mário de Andrade</i>, organizado por Gênese Andrade, reúne as cartas e bilhetes enviados por Oswald de Andrade ao amigo entre os anos de 1919 e 1928, período de efervescência cultural no País e que marca o início e o enfraquecimento da amizade entre os dois escritores. Em meio a notícias de viagens, questões literárias, ironias e intrigas, delineiam-se a amizade e a admiração intelectual entre eles. </p><p>Edusp (264 págs.; R$ 60,40)</p><h3>‘Cartas do Papai Noel’, de J.R.R. Tolkien</h3><p><i>Cartas do Papai Noel</i> reúne as cartas que J.R.R. Tolkien escrevia à mão para os filhos todo mês de dezembro, nas quais assumia o papel do Papai Noel e de outros personagens inusitados e divertidos e reimaginava a magia do Natal de uma forma digna de um ilustre contador de histórias. </p><p>HarperKids (160 págs.; R$ 57,47)</p><h3>‘Cartas Brasileiras’, de Sérgio Rodrigues</h3><p>Intrigas, confissões, ameaças, estratégias, declarações de amor. Descortina-se um universo inimaginável quando se lê a correspondência dos personagens marcantes da história do Brasil. Dando um novo olhar aos fatos já conhecidos e trazendo à luz missivas inéditas ou pouco difundidas, o jornalista Sérgio Rodrigues apresenta uma coletânea de oitenta cartas dignas de nota, recebidas ou enviadas por escritores, artistas e políticos ― de Elis Regina a Olga Benário, de Chico Buarque a Santos Dumont, de Renato Russo a d. Pedro I ―, entre outros personagens. </p><p>Companhia das Letras (288 págs.; R$ 78,70)</p><h3>‘Cartas Extraordinárias’, de Shaun Usher</h3><p>Do comovente bilhete suicida de Virginia Woolf à receita que a rainha Elizabeth II enviou ao presidente americano Eisenhower; do pedido especial que Fidel Castro, aos 14 anos, faz a Franklin D. Roosevelt à carta em que Gandhi suplica a Hitler que tenha calma - <i>Cartas extraordinárias</i> é uma celebração do poder da correspondência escrita, que captura o humor, a seriedade e o brilhantismo que fazem parte da vida de todos nós. Esta coletânea de mais de 125 cartas oferece um olhar inédito sobre os eventos e as pessoas notáveis da nossa história. </p><p>Companhia das Letras (368 págs.; R$ 110,74)</p><h3>‘Cartas da Prisão’, de Frei Betto</h3><p>A obra reúne uma série de cartas escritas por Frei Betto, um ícone da resistência e da luta contra a ditadura militar no Brasil, durante os quase quatro anos (1969-73) em que esteve preso. Antes editado no Brasil em dois volumes separados, esta edição traz 20 cartas inéditas, encontradas recentemente pelo autor. Documento histórico de suma importância, a obra retrata as duras provações a que foram submetidos os presos políticos e mostra às novas gerações o que significou a luta de jovens brasileiros pela queda da ditadura e pela redemocratização do País.</p><p>Companhia das Letras (408 págs.; R$ 64,34)</p><h3>‘Box Correspondência de Machado de Assis’</h3><p>Em 2008, a Academia Brasileira de Letras publicou o primeiro volume da <i>Correspondência de Machado de Assis.</i> Ao longo dos anos seguintes, a Academia deu continuidade ao projeto, lançando mais 4 volumes e integrando assim a totalidade da correspondência ativa e passiva de Machado produzida entre os anos de 1860 e 1908, ano do falecimento do escritor. Reunidos dentro de um box, os cinco volumes estão agora reeditados. Um trabalho conduzido por Sergio Paulo Rouanet, Irene Moutinho e Sílvia Eleutério que possibilita captar dimensões surpreendentes acerca da vida e da obra de nosso escritor maior. </p><p>Global (2.752 págs.; R$ 285)</p><h3>‘Todas as Cartas’, de Clarice Lispector</h3><p>Edição ampliada com novas cartas e ensaio inédito do professor Carlos Mendes de Sousa. <i>Todas as cartas</i> reúne com o comovente<i> Cartas perto do coração</i>, que reproduz as missivas que trocou com seu amigo Fernando Sabino, assim como com as coletâneas de suas próprias cartas, <i>Correspondências</i> e <i>Minhas queridas</i>.</p><p>Rocco (960 págs.; R$ 112,43)</p><h3>‘Cartas Para Minha Avó’, de Djamila Ribeiro</h3><p>A filósofa Djamila Ribeiro revisita sua infância e adolescência para discutir temas como ancestralidade negra e os desafios de criar filhos numa sociedade racista. O relato se dá na forma de cartas a sua saudosa avó Antônia ― carinhosa e amorosa, conhecedora de ervas curativas e benzedeira muito requisitada.</p><p>Companhia das Letras (200 págs.; R$ 33,06)</p><h3>‘Cartas Entre Freud e Pfister. Um Diálogo Entre a Psicanálise e a Fé Cristã’</h3><p>De um lado, um cura de almas mundano, Freud era judeu e ateu. De outro, um “cura de almas espiritual” - Pfister era pastor protestante -, que se refere a Freud como “o amado adversário”. O que havia de comum entre eles era, acima de tudo, a busca pela compreensão do homem. Essa busca resultou num fecundo diálogo sobre temas como o complexo relacionamento entre psicanálise e religião, a psicanálise como técnica a serviço da cura analítica de almas, os primórdios da análise laica, a análise de crianças e adolescentes e a análise de pessoas “não doentes no sentido clínico”.</p><p>Editora Ultimato (200 págs.; R$ 49,90)</p><h3>‘Correspondência’, de Bartolomeu Campos de Queirós</h3><p><i>Correspondência</i>, de Bartolomeu Campos de Queirós, é uma carta de amor ao Brasil, a Democracia e a busca por um país melhor e mais justo. A obra é composta por uma sequência de breve cartas trocadas por um grupo de amigos. Com textos concisos e poéticos, as mensagens são encadeadas até retornarem ao remetente inicial.</p><p>Global (32 págs.; R$ 52,54)</p><h3>‘Aí vai meu coração’, de Ana Luisa Martins</h3><p>Este é um livro de cartas, que por muito tempo ficaram guardadas em uma gaveta, esperando que uma mulher corajosa as abrisse e as reunisse em um livro perfumado pelo tempo, pelas palavras, pelas cores, pelos sentimentos. Um livro de cartas de Tarsila do Amaral e Anna Maria Martins para Luís Martins. Uma viagem no tempo, um presente para São Paulo.</p><p>Global (248 págs.; R$ 55,12)</p><h3>‘Carta ao Pai’, Franz Kafka</h3><p>Entre os dias 10 e 19 de novembro de 1919, Franz Kafka, insatisfeito com a fria recepção paterna diante do anúncio de seu noivado com Julie Wohryzek, escreveu ao pai, o comerciante judeu Hermann Kafka, uma longa carta – mais de cem páginas manuscritas. Na carta, que nunca foi enviada ao destinatário original, Kafka põe a nu toda a sua mágoa em relação ao pai autoritário, que ele chama, alternadamente, de “tirano”, de “regente”, de “rei” e de “Deus”. Além da carta fartamente anotada, a edição conta com um prefácio que explica fatos e circunstâncias relativas ao texto e à redação da carta, um glossário de expressões e nomes de pessoas citadas, uma cronologia biográfica de Kafka e a reprodução fac-símile de algumas páginas do documento.</p><p>L&amp;PM (100 págs.; R$ 18,70)</p><h3>‘Cartas a Theo’, de Vincent Van Gogh</h3><p>Dos primeiros tempos como aprendiz de <i>marchand </i>aos últimos dias de sua breve vida de pintor, Vincent van Gogh (1853-1890) manteve intensa correspondência com seu irmão Theo (1857-1891). São centenas de cartas, em que Van Gogh compartilha decisões e desesperanças; comenta as obras dos pintores que admira e os livros que lê; mas sobretudo reflete, no calor da hora, sobre suas próprias telas, que por via da escrita se reapresentam aos olhos do leitor com toda a vibração sensorial e espiritual que o artista lhes imprimiu.</p><p>Editora 34 (512 págs.; R$ 83,30)</p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Supremo teatro: a imparcialidade em xeque no STF]]></title><link>https://www.estadao.com.br/cultura/roberto-damatta/supremo-teatro-a-imparcialidade-em-xeque-no-stf/</link><guid isPermaLink="true">https://www.estadao.com.br/cultura/roberto-damatta/supremo-teatro-a-imparcialidade-em-xeque-no-stf/</guid><dc:creator><![CDATA[Roberto DaMatta]]></dc:creator><description></description><pubDate>Tue, 22 Sep 2026 21:00:00 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<p>Não tenho outra expressão para classificar o que assisti nesta reunião decepcionante do Supremo Tribunal Federal. Reunião, diga-se logo, que foi salva, em parte, pelas palavras finais da ministra Cármen Lúcia, ao pedir desculpas ao povo brasileiro pelo lamentável espetáculo – um momento que transformou uma obrigatória decisão jurídica em um teatro de péssimos atores e diretor, recitando um lamentável e bem conhecido enredo. Afinal, o que deveria estar em julgamento era a nossa incapacidade de distinguir a parcialidade das relações pessoais da imparcialidade indispensável ao exercício da magistratura. Esse traço revela a nossa incapacidade de compreender que os cargos públicos – sobretudo e acima de tudo na magistratura – exigem estrita imparcialidade. Em uma sociedade na qual a igualdade perante a lei é inibida por interesses pessoais, tal atitude expõe o velho sotaque aristocrata e escravocrata que apareceu, de modo claro, neste triste teatro supremo de nobres juízes.</p><figure><img src="https://www.estadao.com.br/resizer/v2/B2JMGQC3AVA2XCNNVRDCUHCNWQ.JPG?auth=918eff709b05a37f6e3219eaf805e2f5611270e15c571f9284383c7a523aff61&smart=true&width=8192&height=5464" alt="A Justiça, escultura localizada em frente ao edifício-sede do Supremo Tribunal Federal, na Praça dos Três Poderes, em Brasília, no Distrito Federal." height="5464" width="8192"/><figcaption>A Justiça, escultura localizada em frente ao edifício-sede do Supremo Tribunal Federal, na Praça dos Três Poderes, em Brasília, no Distrito Federal.</figcaption></figure><p>A saída para tais situações – que foi manifesta nesta pomposa, vazia e teatral reunião – foi a discussão das regras, e não dos fatos para os quais a reunião fora programada: fatos que, obviamente, envolviam o comportamento de ministros emaranhados nas regras do jogo. Na velha sabedoria da nossa sociedade relacional, diz-se que o dono da bola faz as regras do jogo. Repito, pedindo vênia ao leitor – tal como o Supremo deveria fazer – o velho refrão que aprendi se manifestou nesta enfadonha reunião. Passamos horas ouvindo discursos inflamados e vazios de ministros que revelavam divisões internas e parciais, inativando as regras muito mais do que o jogo jogado, que, na realidade, é muito simples – tudo sob o olhar complacente do diretor da peça, o ministro Fachin, que, como um aristocrata, se esquivou de qualquer gesto decisivo.</p><p>Essa dificuldade de, em situações fundamentais para a vida democrática, ser imparcial e objetivo revela como a magistratura enobrece e engloba tenebrosamente a sua requerida imparcialidade. E, nessa nobreza, estão, em primeiro lugar, os juristas – tendência que foi estudada em profundidade pelo historiador Stuart Schwartz, no livro <i>Burocracia e Sociedade no Brasil Colonial</i> –, estrutura estabelecida desde os primeiros anos da colonização, mas que jamais foi confrontada, do ponto de vista ideológico e simbólico, com os requisitos de uma sociedade cujo ideal não é mais “cada qual no seu lugar” ou o “você sabe com quem está falando?”.</p><p>É penoso tentar seguir o curso sinuoso e absolutamente incompreensível de ministros como Flávio Dino, Gilmar Mendes e do acusado Alexandre de Moraes, que se comportou como o dono do tribunal de maneira absolutamente flagrante.</p><p>Em suma, esse espetáculo teatral merece o que vou realizar agora: Pano Rápido! </p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Dez artistas refletem sobre tudo aquilo que move]]></title><link>https://www.estadao.com.br/cultura/alice-ferraz/dez-artistas-refletem-sobre-tudo-aquilo-que-move/</link><guid isPermaLink="true">https://www.estadao.com.br/cultura/alice-ferraz/dez-artistas-refletem-sobre-tudo-aquilo-que-move/</guid><dc:creator><![CDATA[Alice Ferraz]]></dc:creator><description></description><pubDate>Tue, 22 Sep 2026 19:40:25 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://www.estadao.com.br/resizer/v2/JMYLBWS5YBF2HDXTDTDCGC4QGE.jpg?auth=ce02a52942b5dce8b19796502ca8d8cbe80d7d46e639272ce66f4a075aa8da5b&smart=true&width=2582&height=2380" alt="Da esq. para a dir., sentido horário: Diana Motta, Fabiana Preti, Marysia Portinari e Naia Cheschin." height="2380" width="2582"/><figcaption>Da esq. para a dir., sentido horário: Diana Motta, Fabiana Preti, Marysia Portinari e Naia Cheschin.</figcaption></figure><p>Dez artistas se encontram em torno de uma mesma ideia na nova coletiva da Galeria Frente: nada permanece exatamente como está. “Tudo Aquilo Que Move”, que abre suas portas no dia 29, tem curadoria de <b>Ana Carolina Ralston</b> e reúne Diana Motta, Efe Godoy, Fabiana Preti, Giulia Bianchi, <a href="https://www.estadao.com.br/cultura/artes/marysia-portinari-e-tema-de-livro/?srsltid=AU7gw4U3XHPs-tpT0nFEsoV6466DIuowdrS3y5eUoF1gItbIamV9lyie" target="_blank" rel="noreferrer" title="https://www.estadao.com.br/cultura/artes/marysia-portinari-e-tema-de-livro/?srsltid=AU7gw4U3XHPs-tpT0nFEsoV6466DIuowdrS3y5eUoF1gItbIamV9lyie">Marysia Portinari</a>, Naia Ceschin, <a href="https://www.estadao.com.br/fotos/cultura/inauguracao-da-exposicao-submersas-de-poli-pieratti-na-zipup-curadoria-catarina-duncan-da-zipper-galeria-nos-jardins/?srsltid=AU7gw4Uhw9LSP2e10fWdoArHXClqkXJQ2oFDo7N4LA3Izi2LZQT5Buqb&amp;token=%7B%22current%22%3A0%7D" target="_blank" rel="noreferrer" title="https://www.estadao.com.br/fotos/cultura/inauguracao-da-exposicao-submersas-de-poli-pieratti-na-zipup-curadoria-catarina-duncan-da-zipper-galeria-nos-jardins/?srsltid=AU7gw4Uhw9LSP2e10fWdoArHXClqkXJQ2oFDo7N4LA3Izi2LZQT5Buqb&amp;token=%7B%22current%22%3A0%7D">Poli Pieratti</a>, Thamiris Mandú, Verena Smit e Victoria Serednicki. Em pinturas, esculturas e outros suportes, os trabalhos passam por temas como transformação, fluxo e impermanência – e também pelas relações entre corpo, natureza e matéria.</p><p>Diana Motta participa com pinturas em que formas orgânicas, linhas, curvas e fluxos surgem e desaparecem na tela. A artista parte da <b>cosmologia</b> para investigar conexões entre matéria, natureza, corpo e espírito. “No contexto do meu trabalho, a cosmologia não se refere apenas ao estudo científico do universo, mas à investigação de uma <b>ordem invisível</b> que conecta matéria, natureza, corpo e espírito”, diz Diana à Coluna. “A pintura se torna um espaço de conexão entre a natureza e uma ordem cósmica maior – um lugar onde matéria e consciência, forma e energia, visível e invisível podem coexistir.”</p>]]></content:encoded><media:content url="https://www.estadao.com.br/resizer/v2/JMYLBWS5YBF2HDXTDTDCGC4QGE.jpg?auth=ce02a52942b5dce8b19796502ca8d8cbe80d7d46e639272ce66f4a075aa8da5b&amp;smart=true&amp;width=2582&amp;height=2380" type="image/jpeg" height="2380" width="2582"><media:description type="plain"><![CDATA[Da esq. para a dir., sentido horário: Diana Motta, Fabiana Preti, Marysia Portinari e Naia Cheschin.]]></media:description><media:credit role="author" scheme="urn:ebu">Colagem de Thais Barroco a partir de reproduções das obras para Divulgação</media:credit></media:content></item><item><title><![CDATA[Taylor Swift anuncia ‘Patient Zero’, seu novo single, para sexta-feira]]></title><link>https://www.estadao.com.br/cultura/musica/taylor-swift-anuncia-patient-zero-seu-novo-single-para-sexta-feira/</link><guid isPermaLink="true">https://www.estadao.com.br/cultura/musica/taylor-swift-anuncia-patient-zero-seu-novo-single-para-sexta-feira/</guid><dc:creator><![CDATA[Guilherme Borges]]></dc:creator><description></description><pubDate>Tue, 22 Sep 2026 19:26:35 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<p><b>Taylor Swift</b> anunciou que seu novo single, <i><b>Patient Zero</b></i>, chega às plataformas de streaming nesta sexta-feira, 25.</p><p>“Estava ansiosa para contar a vocês que meu novo single, ‘Patient Zero’, será lançado em 25 de setembro (!!!!!!!!!!!!) e já está disponível para pré-venda no meu site por 24 horas”, escreveu a cantora em seus redes sociais ao compartilhar a novidade. </p><h3>Taylor Swift torna-se artista mais premiada do MTV VMA</h3><p>O lançamento do novo single acontece dois dias antes da participação de Taylor Swift no VMA 2026. Ela está prestes a se tornar a artista com mais troféus na premiação. A cantora levará a nova categoria Artist Director Honors e chegará a 31 vitórias.</p><p>A cantora estará na cerimônia deste domingo, 27, em Los Angeles, onde receberá o inédito <b>Artist-Director</b>, prêmio que reconhece seu trabalho na direção de seus clipes. Ela dirigiu produções como <i>Cardigan</i>, <i>The Fate of Ophelia</i> e <i>Opalite</i></p><p>Além da homenagem, Taylor concorre em <b>11 categorias </b>com <i>The Fate of Ophelia </i>e pelo álbum <i>The Life of a Showgirl</i>, seu álbum mais recente. A cerimônia terá apresentação de Snoop Dogg<b> </b>e será transmitida no Brasil pela Paramount+ e Pluto TV a partir das 20h30, no horário de Brasília. </p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[‘A Hipótese do Amor’ leva às telas história que foi de fanfic a fenômeno editorial; veja entrevista]]></title><link>https://www.estadao.com.br/cultura/cinema/a-hipotese-do-amor-leva-as-telas-historia-que-foi-de-fanfic-a-fenomeno-editorial-veja-entrevista/</link><guid isPermaLink="true">https://www.estadao.com.br/cultura/cinema/a-hipotese-do-amor-leva-as-telas-historia-que-foi-de-fanfic-a-fenomeno-editorial-veja-entrevista/</guid><dc:creator><![CDATA[Julia Queiroz]]></dc:creator><description></description><pubDate>Tue, 22 Sep 2026 15:00:00 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<p>Duas pessoas fingem estar em um relacionamento porque isso, por qualquer motivo que seja, os ajudará a atingir algum objetivo. O clichê do “namoro de mentirinha” das comédias românticas não é nenhuma novidade, mas com o livro<b> A Hipótese do Amor</b>, a escritora <a href="https://www.estadao.com.br/tudo-sobre/ali-hazelwood/?srsltid=AU7gw4UA9VtSApdwlOvVXUpWNX-5G5RBQK437jBELJfaR-PIDKQrfJXb" target="_blank" rel="noreferrer" title="https://www.estadao.com.br/tudo-sobre/ali-hazelwood/?srsltid=AU7gw4UA9VtSApdwlOvVXUpWNX-5G5RBQK437jBELJfaR-PIDKQrfJXb">Ali Hazelwood</a> conquistou algo fora da curva: um fenômeno editorial que ganhou milhões de fãs ao redor do mundo. </p><p>Agora, o <b>Prime Video</b> espera replicar esse sucesso com a adaptação em filme do romance, que chega ao streaming nesta quarta-feira, 23 de setembro. Os primeiros sinais positivos vieram antes mesmo do lançamento: no início do mês, uma exibição antecipada no MIS Experience, em São Paulo, contou com centenas de fãs apaixonados e ansiosos para ver de perto <a href="https://www.estadao.com.br/tudo-sobre/lili-reinhart/?srsltid=AU7gw4WJKwnekn6uNa81ljDv6r3nA8rf5hdyUfQ9y0iI7skWj_fL6TEq" target="_blank" rel="noreferrer" title="https://www.estadao.com.br/tudo-sobre/lili-reinhart/?srsltid=AU7gw4WJKwnekn6uNa81ljDv6r3nA8rf5hdyUfQ9y0iI7skWj_fL6TEq"><b>Lili Reinhart</b></a> e<b> Tom Bateman</b>, protagonistas do longa. </p><p>“Você com certeza vê o clichê do namoro de mentira em outras comédias românticas, mas como este surge do amor que ela sente pela melhor amiga, acho que é o que torna a história realmente especial”, argumenta Lili, atriz americana de 30 anos que vive Olive, uma doutoranda em Biologia na universidade de Stanford que divide as belezas e mazelas da vida acadêmica sua melhor amiga, Anh (Rachel Marsh).</p><figure><img src="https://www.estadao.com.br/resizer/v2/C2XFXYO6ZRHHRI6XZMHJ6XXJBE.jpg?auth=9b58a2a46cc63b2bd96d6f31f530d436b78924643055150aa02b1904cf83dfca&smart=true&width=3900&height=2600" alt="Lili Reinhart e Tom Bateman são Olive e Adam em  ‘A Hipótese do Amor’, do Prime Video, inspirado pelo livro de Ali Hazelwood." height="2600" width="3900"/><figcaption>Lili Reinhart e Tom Bateman são Olive e Adam em  ‘A Hipótese do Amor’, do Prime Video, inspirado pelo livro de Ali Hazelwood.</figcaption></figure><p>Na trama, Anh se apaixona por Jeremy (Nicholas Duvernay), mas escolhe não se envolver com o colega porque acredita que Olive também tem sentimentos por ele. Olive então decide que deve provar para a amiga que já está em outra. A solução é, claro, fingir que está namorando alguém. Depois de um encontro inesperado no laboratório, quem se voluntaria para a tarefa é Adam Carlsen, o pesquisador e orientador da universidade cuja fama é tão ruim que os alunos o apelidaram de “Dr. Hostil”. </p><p>A ambientação acadêmica não é à toa, já que Ali Hazelwood, italiana radicada nos Estados Unidos, é professora de neurociência. Mas a jornada da criação até a adaptação da história parece ter sido escrita nas estrelas: tudo começou quando, em meio à rotina caótica de pesquisa, a autora decidiu unir sua paixão por <a href="https://www.estadao.com.br/tudo-sobre/star-wars/?srsltid=AU7gw4WaHWj7LDkY12TRF6SbBF3ho-H4Dd-rfydn57wRueK4vgoHhER5" target="_blank" rel="noreferrer" title="https://www.estadao.com.br/tudo-sobre/star-wars/?srsltid=AU7gw4WaHWj7LDkY12TRF6SbBF3ho-H4Dd-rfydn57wRueK4vgoHhER5"><i>Star Wars</i></a> com a vontade de escrever e criou uma fanfic em que Kylo Ren e Rey, personagens da terceira trilogia da saga, são pesquisadores universitários que se apaixonam. </p><figure><img src="https://www.estadao.com.br/resizer/v2/6CUZPV2NQNHTNIE7HJ3P6FLEPQ.png?auth=5f3a52e47ec425def500f151838d7273994ea3964c5a46a9784702fd51407f27&smart=true&width=3000&height=2000" alt="Filme é 'A Hipótese do Amor' é inspirado em livro de Ali Hazelwood que começou como fanfic de Star Wars." height="2000" width="3000"/><figcaption>Filme é 'A Hipótese do Amor' é inspirado em livro de Ali Hazelwood que começou como fanfic de Star Wars.</figcaption></figure><p>Depois da história fazer sucesso no Archive of Our Own (AO3), popular site de fanfics, ela reescreveu a trama de maneira original - Kylo virou Adam, Rey virou Olive. Com uma boa ajuda do <a href="https://www.estadao.com.br/cultura/literatura/o-que-e-bookbok-sensacao-tiktok-mudou-habitos-leitura-brasileiros" target="_blank" rel="noreferrer" title="https://www.estadao.com.br/cultura/literatura/o-que-e-bookbok-sensacao-tiktok-mudou-habitos-leitura-brasileiros">BookTok</a>, o nicho literário do TikTok que hoje tem poder de impulsionar grandes sucessos, <i>A Hipótese do Amor</i> virou um best-seller. Só no Brasil, já são mais 630 mil exemplares vendidos desde 2021, segundo dados da editora Arqueiro. </p><p>Daí veio o anúncio da adaptação e do elenco, com uma coincidência que fãs do romance jamais deixariam passar batida. Kylo Ren e Rey foram interpretados nos cinemas por Adam Driver e Daisy Ridley. Escalado para viver Adam (Carlsen, o personagem!), Tom Bateman, ator britânico de 37 anos que é nada menos que marido de Daisy Ridley.</p><p>O assunto viralizou, mas os produtores e atores garantiram que nada foi feito de caso pensado. Bateman só ficou sabendo da história toda quando o papel lhe foi oferecido e a diretora Claire Scanlon explicou a origem do livro. </p><h3>‘A Hipótese do Amor’ leva personagens do constrangimento ao conforto</h3><p>Os primeiros trinta minutos de <i>A Hipótese do Amor</i> são recheados de momentos constrangedores entre Adam e Olive, dois cientistas pragmáticos sem a menor noção de como se portar um ao lado do outro. “Eu não acho que o constrangimento pode ser roteirizado. Acho que tem que vir de uma escolha dos dois atores”, diz Lili, que conta que muitas destas cenas nasceram a partir de improvisos dela e Bateman, com certa liberdade dada pela diretora.</p><p>“Também é uma prova de quão bem desenhados são os personagens e as situações, porque só com os personagens no lugar certo e a situação clara é que você pode brincar nesse espaço e descobrir”, completa Bateman, citando como inspiração a comédia física de atrizes como Goldie Hawn e Sandra Bullock. </p><p>Como exemplo, o ator lembra uma cena do filme em que Adam vai se despedir de Olive e acaba dando um beijo na testa da “namorada”. “O que você faz se vai dar um beijo de despedida nela e pensa: ‘Meu Deus, eu me comprometi com o movimento, tenho que fazer alguma coisa, por que estou beijando a cabeça dela?’. Você só pode fazer isso se tiver esses parâmetros em jogo.”</p><p>Ao longo da trama, conforme Adam e Olive se aproximam, essas barreiras físicas e emocionais passam ser desconstruídas. Para Bateman, o grande desafio foi dar camadas a um personagem que parece, a princípio, ser sempre estoico e alheio às aflições de seus alunos, mas que guarda suas próprias inseguranças. </p><p>“Acho que uma das coisas mais assustadoras e difíceis de fazer para qualquer um de nós é ser nós mesmos. Todos nós aprendemos a usar uma máscara e colocar uma armadura para sobreviver neste mundo louco, mas é a coisa mais gratificante de todas é quando quando você tem a coragem de tirá-la”, reflete o ator. </p><p>“É o presente mais bonito vindo de alguém te dar esse espaço e lugar para estar completamente à vontade consigo mesmo na companhia de outra pessoa, para ficar metaforicamente e fisicamente nu na frente dela e se sentir totalmente em casa. É como todos nós deveríamos estar vivendo nossas vidas o tempo todo”, completa ele. </p><p>Olive, por outro lado, começa a história como uma garota muito inteligente, mas insegura. Para Lili, “ela se revela muito corajosa e uma amiga muito leal”. “Ela se coloca em uma situação que genuinamente a deixa muito desconfortável porque ela nem considera o amor romântico na vida dela. Fazer esse esforço enorme por uma amiga é algo realmente lindo e leal de se fazer”, explica. </p><figure><img src="https://www.estadao.com.br/resizer/v2/LYNNJZRHNNAQPANYMFO2YRUNIE.jpg?auth=fbdb5f064c4774ac3217b25f940b827ae71b2bfd4900e2fc0139e5ec3c066872&smart=true&width=6000&height=4000" alt="Lili Reinhart e Tom Bateman, de ‘A Hipótese do Amor’, em evento em São Paulo em 2 de setembro de 2026." height="4000" width="6000"/><figcaption>Lili Reinhart e Tom Bateman, de ‘A Hipótese do Amor’, em evento em São Paulo em 2 de setembro de 2026.</figcaption></figure><p>Questionados sobre quais loucuras já fizeram por amigos, Lili e Bateman compartilham histórias inusitadas ao <b>Estadão</b>. A atriz diz que ignorou completamente as mensagens de uma amiga que estava na mesma cidade que ela porque sabia que a amiga seria pedida em casamento e ficou com medo de estragar a surpresa. </p><p>A reportagem chegou a perguntar se ela se referia à sua colega de elenco na série <i>Riverdale </i>Camila Mendes, atriz metade brasileira que recentemente ficou noiva do músico e ator Rudy Mancuso, mas Lili apenas respondeu que “talvez”. </p><p>Já Bateman diz que fez um bate e volta de 24 horas de Los Angeles para o Reino Unido no meio das filmagens de outra produção apenas para participar da despedida de solteiro de um amigo. “É uma loucura de se fazer, é verdade. Mas pensei que mais louco ainda seria perder isso. Lembro de pensar: ‘Durma quando estiver morto’. Eu não queria ser a pessoa que perdeu aquele momento na vida do meu melhor amigo”, conta. </p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[10 grandes composições de Rick, da dupla com Renner; relembre músicas]]></title><link>https://www.estadao.com.br/cultura/musica/10-grandes-composicoes-de-rick-da-dupla-com-renner-relembre-musicas-nprec/</link><guid isPermaLink="true">https://www.estadao.com.br/cultura/musica/10-grandes-composicoes-de-rick-da-dupla-com-renner-relembre-musicas-nprec/</guid><dc:creator><![CDATA[Erem Carla]]></dc:creator><description></description><pubDate>Tue, 22 Sep 2026 16:31:31 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<p><a href="https://www.estadao.com.br/tudo-sobre/rick-e-renner/" target="_blank" rel="" title="https://www.estadao.com.br/tudo-sobre/rick-e-renner/"><b>Rick</b></a>, da dupla com <b>Renner</b>, morreu aos 59 anos, após o helicóptero em que estava sofrer um acidente na região de Urubici, em Santa Catarina, na segunda-feira, 21. A aeronave desapareceu enquanto seguia viagem pela Serra Catarinense, na região de Vacas Gordas.</p><ul><li><a href="https://www.estadao.com.br/cultura/musica/rick-da-dupla-com-renner-morre-aos-59-anos-relembre-a-trajetoria-do-cantor-nprec/" target="_blank" rel="" title="Rick, da dupla com Renner, morre aos 59 anos; relembre a trajetória do cantor"><b>Rick, da dupla com Renner, morre aos 59 anos; relembre a trajetória do cantor</b></a></li></ul><figure><img src="https://www.estadao.com.br/resizer/v2/JW25MO6S4FEHHIX4QUC2LYKRDA.jpg?auth=2ce3cbfcfe26be022322517e07205446f74dce1a81c662577a14c773f0e28038&smart=true&width=1320&height=2347" alt="Rick teve uma carreira de décadas no sertanejo como cantor e compositor" height="2347" width="1320"/><figcaption>Rick teve uma carreira de décadas no sertanejo como cantor e compositor</figcaption></figure><p>Nascido <b>Geraldo Antonio de Carvalho</b>, em 5 de dezembro de 1966, em Monte do Carmo, no Tocantins, o cantor começou a carreira musical ainda menino e construiu uma trajetória de décadas na música sertaneja. Além de se destacar como intérprete ao lado de Renner, Rick também teve uma carreira como compositor, com músicas gravadas por diferentes nomes do gênero.</p><p>A parceria com Renner começou ainda nos anos 1980. Os dois formaram a dupla Rick &amp; Renner e passaram a se apresentar em Brasília. O reconhecimento nacional veio especialmente a partir do fim dos anos 1990, quando músicas como <i>Ela é Demais</i>, também conhecida como <i>Feiticeira</i>, <i>Cara de Pau</i> e <i>Filha</i> ganharam projeção.</p><p>Ao longo da carreira, Rick também escreveu músicas gravadas por artistas como <b>Chitãozinho &amp; Xororó</b>, <b>João Paulo &amp; Daniel</b>, <b>Leandro &amp; Leonardo</b>, <b>Daniel</b>, <b>Zezé Di Camargo &amp; Luciano</b>, <b>Bruno &amp; Marrone</b> e <b>Gino &amp; Geno</b>.</p><h3>Relembre 10 composições de Rick</h3><h3>1. Página de Amigos — Chitãozinho &amp; Xororó</h3><p>Rick é um dos autores de <i>Página de Amigos</i>, música gravada por Chitãozinho &amp; Xororó e que faz parte da trajetória do cantor como compositor.</p><iframe width="453" height="340" src="https://www.youtube.com/embed/9qG5EMrd5rg?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen title="Página De Amigos"></iframe><h3>2. Eu Menti — Chitãozinho &amp; Xororó</h3><p>Outra composição de Rick registrada por Chitãozinho &amp; Xororó é <i>Eu Menti</i>. A música integra o repertório de trabalhos escritos pelo artista para outros intérpretes do sertanejo.</p><iframe width="453" height="340" src="https://www.youtube.com/embed/oxNzXP5q1Vw?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen title="Eu Menti"></iframe><h3>3. Agenda Rabiscada — Milionário e José Rico</h3><p>Rick também assinou <i>Agenda Rabiscada</i>, composição gravada por Milionário e José Rico.</p><iframe width="453" height="340" src="https://www.youtube.com/embed/mqP22vj8BH0?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen title="Agenda rabiscada"></iframe><h3>4. Só Dá Você na Minha Vida — João Paulo &amp; Daniel</h3><p>A dupla João Paulo &amp; Daniel gravou <i>Só Dá Você na Minha Vida</i>, outra composição de Rick que ganhou espaço no repertório sertanejo.</p><iframe width="453" height="340" src="https://www.youtube.com/embed/yOUgXOm-2fo?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen title="Só dá você na minha vida"></iframe><h3>5. Nos Bares da Cidade — Rick &amp; Renner</h3><p>Na parceria com Renner, Rick também foi responsável pela composição de músicas que se tornaram conhecidas pelo público. Entre elas está <i>Nos Bares da Cidade</i>, gravada pela própria dupla.</p><iframe width="453" height="340" src="https://www.youtube.com/embed/95GYIabn9Hw?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen title="Rick &amp; Renner - Nos Bares da Cidade"></iframe><h3>6. Filha — Rick &amp; Renner</h3><p><i>Filha</i> também integra o repertório de Rick &amp; Renner. A música foi uma das composições mais famosas associadas à trajetória da dupla.</p><iframe width="453" height="340" src="https://www.youtube.com/embed/vSh9b3mzaC4?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen title="Filha"></iframe><h3>7. Difícil Não Falar de Amor — Daniel</h3><p>Rick também escreveu <i>Difícil Não Falar de Amor</i>, gravada por Daniel. A música faz parte da produção do cantor como compositor para outros artistas.</p><iframe width="453" height="340" src="https://www.youtube.com/embed/xhYxdW64kyA?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen title="Difícil não falar de amor"></iframe><h3>8. Um Beijo Pra Me Enlouquecer — Daniel</h3><p>Outra composição de Rick registrada por Daniel é <i>Um Beijo Pra Me Enlouquecer</i>, ampliando a presença do artista na discografia de outros nomes do sertanejo.</p><iframe width="453" height="340" src="https://www.youtube.com/embed/0DF4hCPh8xY?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen title="Um beijo pra me enlouquecer"></iframe><h3>9. Recaída — Bruno &amp; Marrone</h3><p><i>Recaída</i> foi gravada por Bruno &amp; Marrone e está entre as composições assinadas por Rick ao longo da carreira.</p><iframe width="453" height="340" src="https://www.youtube.com/embed/WR9gOu5GAQQ?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen title="Recaída"></iframe><h3>10. Apaixonado por Você — Gino &amp; Geno</h3><p>Fechando a lista, <i>Apaixonado por Você</i> foi gravada por Gino &amp; Geno e também integra o repertório de composições deixado por Rick.</p><iframe width="453" height="340" src="https://www.youtube.com/embed/k8pEkyQyGAk?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen title="Apaixonado por você"></iframe><h3>Vida pessoal</h3><figure><img src="https://www.estadao.com.br/resizer/v2/6AF7V3ETINAYJIE2G5SXCGTCBY.jpg?auth=f305a7c3ba3d705c540780e861c3ffd2a51de88330349ea225aefe14f144f6be&smart=true&width=2316&height=3088" alt="Rick e Geralda Carvalho estavam juntos havia mais de 40 anos" height="3088" width="2316"/><figcaption>Rick e Geralda Carvalho estavam juntos havia mais de 40 anos</figcaption></figure><p>Rick mantinha um relacionamento de mais de 40 anos com <b>Geralda Carvalho</b>. Os dois oficializaram a união em 2015, na Basílica de Nossa Senhora Aparecida, no interior de São Paulo, em cerimônia celebrada pelo padre Fábio de Melo.</p><figure><img src="https://www.estadao.com.br/resizer/v2/H7BJDJAFGVGLVAH3WOT2XGKNFA.jpg?auth=7afe18e29552221896cd251f2b089ea9d1308053d341a1c630b4ea3ecac187bb&smart=true&width=3072&height=4096" alt="Rick ao lado dos filhos, Mônica e Vitor." height="4096" width="3072"/><figcaption>Rick ao lado dos filhos, Mônica e Vitor.</figcaption></figure><p>Juntos, tiveram dois filhos, Mônica e Vitor. O casal também tinha netos e costumava compartilhar registros da família nas redes sociais.</p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Rick, da dupla com Renner, morre aos 59 anos; relembre a trajetória do cantor]]></title><link>https://www.estadao.com.br/cultura/musica/rick-da-dupla-com-renner-morre-aos-59-anos-relembre-a-trajetoria-do-cantor-nprec/</link><guid isPermaLink="true">https://www.estadao.com.br/cultura/musica/rick-da-dupla-com-renner-morre-aos-59-anos-relembre-a-trajetoria-do-cantor-nprec/</guid><dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator><description></description><pubDate>Tue, 22 Sep 2026 15:34:28 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<p><b>Rick</b>, da dupla com <b>Renner</b>, morreu aos 59 anos. O cantor estava em um helicóptero que sofreu um acidente na região de Urubici, em Santa Catarina, nesta terça-feira, 22. A aeronave desapareceu enquanto seguia viagem pela Serra Catarinense, na região de Vacas Gordas.</p><ul><li><a href="https://www.estadao.com.br/brasil/helicopetro-santa-catarina-encontrado-mortos-npr/" target="_blank" rel="" title="https://www.estadao.com.br/brasil/helicopetro-santa-catarina-encontrado-mortos-npr/"><b>Helicóptero com Rick é achado em SC; cantor e mentor de Neymar morrem</b></a></li></ul><p>O artista, cujo nome de batismo é<b> Geraldo Antonio de Carvalho</b>, nasceu em 5 de dezembro de 1966, em Monte do Carmo, no Tocantins, e construiu uma carreira de décadas na música sertaneja. Além de se destacar como intérprete ao lado de Renner, Rick também ganhou projeção como compositor e deixou sua marca em sucessos que atravessaram diferentes fases do gênero.</p><figure><img src="https://www.estadao.com.br/resizer/v2/QUWT5GAFHJD2LLAE3SJ5ANKCTU.jpg?auth=3a05ef9d47c19284151d6763ac7563eea160c378f9057f6d8b71b97f2a3ace5b&smart=true&width=1080&height=1309" alt="Rick, da dupla com Renner" height="1309" width="1080"/><figcaption>Rick, da dupla com Renner</figcaption></figure><p>Rick começou a carreira musical ainda menino, e formou a dupla Sereno &amp; Serenata com sua irmã Dalva. Mais tarde, fez parte de outras duplas.</p><p>A parceria com Renner começou ainda nos anos 1980. Os dois formaram a dupla <a href="https://www.estadao.com.br/tudo-sobre/rick-e-renner/" target="_blank" rel="" title="https://www.estadao.com.br/tudo-sobre/rick-e-renner/"><b>Rick &amp; Renner</b></a> e passaram a se apresentar em Brasília. O reconhecimento nacional veio especialmente a partir do fim dos anos 1990, quando músicas como <i>Ela é Demais </i>(também conhecida como <i>Feiticeira</i>), <i>Cara de Pau</i> e <i>Filha</i> ganharam projeção.</p><p>A dupla também emplacou outros sucessos ao longo da carreira, entre eles <i>Bebedeira, Nos Bares da Cidade</i> e <i>Eu Mereço</i>. Rick foi responsável pela autoria de boa parte das canções que se tornaram conhecidas na parceria.</p><p>Em entrevista ao jornalista André Piunti, em 2023, Rick afirmou que foi<b> Zezé Di Camargo</b> que ajudou a dupla a gravar seu primeiro LP. O sertanejo afirmou que Zezé indicou uma editora de música para que ele pagasse uma quantia de adiantamento para dar os primeiros passos na carreira. Rick ainda afirmou que Zezé pediu que ele não tornasse a história pública.</p><h3>Rick também se destacou como compositor</h3><p>Além da carreira como cantor, Rick construiu uma trajetória expressiva como compositor. Suas músicas foram gravadas por artistas importantes do sertanejo, entre eles <a href="https://www.estadao.com.br/tudo-sobre/chitaozinho-e-xororo/" target="_blank" rel="" title="https://www.estadao.com.br/tudo-sobre/chitaozinho-e-xororo/"><b>Chitãozinho &amp; Xororó</b></a>, <b>João Paulo &amp; Daniel</b>, <a href="https://www.estadao.com.br/tudo-sobre/leandro-e-leonardo/" target="_blank" rel="" title="https://www.estadao.com.br/tudo-sobre/leandro-e-leonardo/"><b>Leandro &amp; Leonardo</b></a>, <b>Daniel</b>, <a href="https://www.estadao.com.br/tudo-sobre/zeze-di-camargo-e-luciano/" target="_blank" rel="" title="https://www.estadao.com.br/tudo-sobre/zeze-di-camargo-e-luciano/"><b>Zezé Di Camargo &amp; Luciano</b></a>, <b>Bruno &amp; Marrone</b> e <b>Gino &amp; Geno</b>.</p><figure><img src="https://www.estadao.com.br/resizer/v2/ZLCNCF247VFP3LWZ3U4Y4MOEK4.jpg?auth=6d485c19eb2472a04e59fa3e92e7cb474f2bbd55e9014fd941c95181b8b921a5&smart=true&width=1728&height=1152" alt="Rick (à direita) com Renner em show no primeiro Encontro Nacional pela Paz, no Rio, em 2001" height="1152" width="1728"/><figcaption>Rick (à direita) com Renner em show no primeiro Encontro Nacional pela Paz, no Rio, em 2001</figcaption></figure><p>Entre as composições associadas ao artista estão <i>Hoje Eu Sei</i>, <i>Só Dá Você na Minha Vida</i>, <i>Conta pra Ela</i>, <i>Eu Menti</i>, <i>Página de Amigos</i> e <i>Nunca Amei Assim</i>. O trabalho como autor ampliou a presença de Rick no gênero para além dos discos da própria dupla.</p><h3>Carreira com Renner</h3><p>Rick e Renner atravessaram diferentes fases do sertanejo e lançaram uma extensa discografia. A dupla se consolidou nacionalmente com uma combinação de canções românticas e músicas de temática popular, tornando-se uma das parcerias mais conhecidas do gênero.</p><figure><img src="https://www.estadao.com.br/resizer/v2/TXPB4BZBXJCC3FPOT5GK2IAK3Y.jpg?auth=53a367514c89ced4c3bd1d9716984320c3386ea1526272eb823986a49b028d2d&smart=true&width=2362&height=3544" alt="Rick e Renner em participação no ‘Altas Horas’, da Globo, em 2020" height="3544" width="2362"/><figcaption>Rick e Renner em participação no ‘Altas Horas’, da Globo, em 2020</figcaption></figure><p>Ao longo da trajetória, os dois também passaram por períodos de separação e retomada profissional. Rick posteriormente investiu em projetos solo e continuou atuando como cantor e compositor.</p><p>O último show da dupla aconteceu no sábado, dia 19, em um evento corporativo em Sorriso, em Mato Grosso. </p><h3>Vida pessoal</h3><p>Rick tinha um relacionamento de longa data com <b>Geralda Carvalho</b>, sua companheira há mais de 40 anos. Eles oficializaram a união em 2015, na Basílica de Nossa Senhora Aparecida, no interior de São Paulo, em cerimônia celebrada pelo padre Fábio de Melo. </p><p>Juntos, tiveram dois filhos: Mônica e Vitor. O casal também já tinha netos, e frequentemente os dois postavam fotos com a família. </p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Zuenir Ventura: 4 livros para conhecer a obra e o olhar do jornalista sobre o Brasil]]></title><link>https://www.estadao.com.br/cultura/literatura/zuenir-ventura-4-livros-para-conhecer-a-obra-e-o-olhar-do-jornalista-sobre-o-brasil-nprec/</link><guid isPermaLink="true">https://www.estadao.com.br/cultura/literatura/zuenir-ventura-4-livros-para-conhecer-a-obra-e-o-olhar-do-jornalista-sobre-o-brasil-nprec/</guid><dc:creator><![CDATA[Talita Facchini]]></dc:creator><description></description><pubDate>Tue, 22 Sep 2026 16:03:14 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<p>Escritor, jornalista e intérprete do Brasil, <a href="https://www.estadao.com.br/tudo-sobre/zuenir-ventura/" target="_blank" rel="" title="https://www.estadao.com.br/tudo-sobre/zuenir-ventura/"><b>Zuenir Ventura</b></a> fez da reportagem um caminho para compreender as transformações políticas, culturais e sociais do País. </p><p>Morto nesta terça-feira, 22, aos 95 anos, deixou uma obra que combina investigação rigorosa, atenção aos personagens e uma escrita capaz de aproximar o leitor de acontecimentos decisivos da história brasileira.</p><figure><img src="https://www.estadao.com.br/resizer/v2/CUSAGT74URPTPC7KAMDI4BJM7M.jpg?auth=1e7e529c38576894e716c64f3acf7be2626630c54bb2823c1b280fc1500b0bd7&smart=true&width=2126&height=1417" alt="O jornalista e escritor Zuenir Ventura faleceu nesta terça-feira, 22" height="1417" width="2126"/><figcaption>O jornalista e escritor Zuenir Ventura faleceu nesta terça-feira, 22</figcaption></figure><p>Nos livros, reconstituiu a efervescência de 1968, investigou as divisões do Rio de Janeiro e acompanhou os desdobramentos do assassinato de <a href="https://www.estadao.com.br/tudo-sobre/chico-mendes/" target="_blank" rel="" title="https://www.estadao.com.br/tudo-sobre/chico-mendes/"><b>Chico Mendes</b></a>. Também voltou o olhar para a própria trajetória, recuperando encontros e bastidores de décadas de jornalismo. A seguir, confira quatro leituras para conhecer diferentes aspectos de sua obra.</p><figure><img src="https://www.estadao.com.br/resizer/v2/7NP3M3ONJZGTTLXQACUEM2VYQ4.png?auth=ba7e74ccd01f9348c2e268efde31d30f27b2c14fe3b4c45d130912bfb110d674&smart=true&width=2000&height=720" alt="Quatro leituras para conhecer diferentes aspectos da obra do escritor, jornalista e intérprete do Brasil" height="720" width="2000"/><figcaption>Quatro leituras para conhecer diferentes aspectos da obra do escritor, jornalista e intérprete do Brasil</figcaption></figure><h3>‘1968: O Ano que Não Terminou’</h3><p>Publicado em 1988, o livro reconstitui um ano decisivo da história brasileira, marcado pela mobilização estudantil, pela renovação dos costumes e pelo endurecimento da ditadura militar. No livro, ele combina entrevistas e pesquisa para acompanhar os acontecimentos políticos e a intensa produção cultural do período, que terminou com a edição do AI-5. Um retrato de uma geração, de suas expectativas e dos conflitos que continuariam a repercutir nas décadas seguintes.</p><p>O livro serviu de inspiração para a minissérie <i>Os anos rebeldes</i>, produzida pela <i>TV Glob</i>o. O capítulo <i>Um herói solitário</i> inspirou o filme <i>O homem que disse não</i>, que o cineasta Olivier Horn realizou para a televisão francesa.</p><h3>‘Cidade Partida’</h3><p>A chacina de Vigário Geral, que deixou 21 mortos em agosto de 1993, é o ponto de partida desta investigação sobre a violência e a desigualdade no Rio de Janeiro. Durante dez meses, Zuenir frequentou a comunidade e ouviu moradores para compreender as distâncias entre grupos que dividem a mesma cidade, mas vivem realidades profundamente distintas. Publicado em 1994, o livro confronta essas separações e procura caminhos de aproximação. Rendeu a Zuenir o <a href="https://www.estadao.com.br/tudo-sobre/premio-jabuti/" target="_blank" rel="" title="https://www.estadao.com.br/tudo-sobre/premio-jabuti/"><b>Prêmio Jabuti</b></a> 1995 de Melhor Reportagem.</p><h3>‘Chico Mendes: Crime e Castigo’</h3><p>Em<i> Chico Mendes: Crime e Castigo</i>, Zuenir reúne reportagens sobre o assassinato do líder seringueiro e ambientalista Chico Mendes, ocorrido em dezembro de 1988, no Acre. O livro acompanha a investigação do crime, o julgamento dos responsáveis e o retorno do jornalista à região, quinze anos após a morte. Ao seguir personagens e desdobramentos do caso, examina os conflitos em torno da terra e da preservação da Amazônia.</p><p>A obra é dividida em três partes: “O crime”, com as reportagens feitas para o <i>Jornal do Brasil</i> no começo de 1989, logo após o assassinato do seringueiro. “O castigo”, que traz as reportagens produzidas dois anos depois, em 1990, juntamente com Marcelo Auler, durante a segunda e a terceira viagens do repórter ao Acre, para cobrir o julgamento dos assassinos. E “15 anos depois”, a terceira parte, conta com textos de outubro de 2003, quando Zuenir revisitou lugares e personagens envolvidos no crime.</p><h3>‘Minhas Histórias dos Outros’</h3><p>Zuenir revisita a própria vida por meio das pessoas com quem conviveu, entre elas Nelson Rodrigues, Betinho, Darcy Ribeiro e Glauber Rocha. São memórias pessoais que se misturam aos bastidores das redações e das reportagens, compondo um retrato do jornalista e de seu tempo. A obra é uma oportunidade de conhecer o autor por seus afetos, suas experiências e pela curiosidade com que se aproximava dos outros. O livro é descrito como “um acerto de contas com seu passado e suas lembranças”.</p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Velório de Zuenir Ventura será na Academia Brasileira de Letras]]></title><link>https://www.estadao.com.br/cultura/literatura/velorio-de-zuenir-ventura-sera-na-academia-brasileira-de-letras-nprec/</link><guid isPermaLink="true">https://www.estadao.com.br/cultura/literatura/velorio-de-zuenir-ventura-sera-na-academia-brasileira-de-letras-nprec/</guid><dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator><description></description><pubDate>Tue, 22 Sep 2026 14:34:15 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<p>O velório de <a href="https://www.estadao.com.br/tudo-sobre/zuenir-ventura" target="_blank" rel="" title="https://www.estadao.com.br/tudo-sobre/zuenir-ventura"><b>Zuenir Ventura</b></a>, mestre do jornalismo brasileiro, será na quarta-feira, 23, na sede da <a href="https://www.estadao.com.br/tudo-sobre/abl-academia-brasileira-de-letras/" target="_blank" rel="" title="https://www.estadao.com.br/tudo-sobre/abl-academia-brasileira-de-letras/"><b>Academia Brasileira de Letras (ABL)</b></a>, no Centro do Rio de Janeiro. </p><p>A cerimônia de despedida será aberta ao público, e o enterro ocorrerá no Cemitério São João Batista, em Botafogo, no Rio de Janeiro. Zuenir <a href="https://www.estadao.com.br/cultura/literatura/morre-zuenir-ventura-escritor-e-jornalista-aos-95-anos-nprec/" target="_blank" rel="" title="https://www.estadao.com.br/cultura/literatura/morre-zuenir-ventura-escritor-e-jornalista-aos-95-anos-nprec/">morreu nesta terça-feira, 22</a>, em decorrência de uma pneumonia.</p><figure><img src="https://www.estadao.com.br/resizer/v2/YLN5DU7AORBP7EW5RDG52KF35A.jpg?auth=7eb1d09297d9623a5d0328fd19f88992091085b9b4c09719fe88bf364c067456&smart=true&width=5120&height=2880" alt="Zuenir ganhou um documentário em 2026 intitulado 'Mestre Zu'" height="2880" width="5120"/><figcaption>Zuenir ganhou um documentário em 2026 intitulado 'Mestre Zu'</figcaption></figure><p>Sua trajetória se confunde com a história do jornalismo brasileiro. No País, ele foi pioneiro ao implementar recursos literários no texto jornalístico, se enquadrando no chamado <i>New Journalism</i>, movimento que teve entre seus expoentes <a href="https://www.estadao.com.br/tudo-sobre/gay-talese/" target="_blank" rel="" title="https://www.estadao.com.br/tudo-sobre/gay-talese/"><b>Gay Talese</b></a>, <a href="https://www.estadao.com.br/tudo-sobre/tom-wolfe/" target="_blank" rel="" title="https://www.estadao.com.br/tudo-sobre/tom-wolfe/"><b>Tom Wolfe</b></a> e <a href="https://www.estadao.com.br/tudo-sobre/truman-capote/" target="_blank" rel="" title="https://www.estadao.com.br/tudo-sobre/truman-capote/"><b>Truman Capote</b></a>.</p><p>Começou a trabalhar como assistente de Carlos Lacerda no jornal <i>Tribuna de Imprensa</i>, onde foi correspondente em Paris. Depois, construiu carreira em veículos importantes, como <i>Jornal do Brasil</i>, <i>O Globo </i>e <i>Veja</i>, tornando-se referência pelo olhar atento às transformações sociais do País.</p><blockquote class="instagram-media" data-instgrm-captioned data-instgrm-permalink="https://www.instagram.com/p/Ddl70TSOIe3/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" data-instgrm-version="14" style=" background:#FFF; border:0; border-radius:3px; box-shadow:0 0 1px 0 rgba(0,0,0,0.5),0 1px 10px 0 rgba(0,0,0,0.15); margin: 1px; max-width:658px; min-width:326px; padding:0; width:99.375%; width:-webkit-calc(100% - 2px); width:calc(100% - 2px);"><div style="padding:16px;"> <a href="https://www.instagram.com/p/Ddl70TSOIe3/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" style=" background:#FFFFFF; line-height:0; padding:0 0; text-align:center; text-decoration:none; width:100%;" target="_blank"> <div style=" display: flex; flex-direction: row; align-items: center;"> <div style="background-color: #F4F4F4; border-radius: 50%; flex-grow: 0; height: 40px; margin-right: 14px; width: 40px;"></div> <div style="display: flex; flex-direction: column; flex-grow: 1; justify-content: center;"> <div style=" background-color: #F4F4F4; border-radius: 4px; flex-grow: 0; height: 14px; margin-bottom: 6px; width: 100px;"></div> <div style=" background-color: #F4F4F4; border-radius: 4px; flex-grow: 0; height: 14px; width: 60px;"></div></div></div><div style="padding: 19% 0;"></div> <div style="display:block; height:50px; margin:0 auto 12px; width:50px;"><svg width="50px" height="50px" viewBox="0 0 60 60" version="1.1" xmlns="https://www.w3.org/2000/svg" xmlns:xlink="https://www.w3.org/1999/xlink"><g stroke="none" stroke-width="1" fill="none" fill-rule="evenodd"><g transform="translate(-511.000000, -20.000000)" fill="#000000"><g><path d="M556.869,30.41 C554.814,30.41 553.148,32.076 553.148,34.131 C553.148,36.186 554.814,37.852 556.869,37.852 C558.924,37.852 560.59,36.186 560.59,34.131 C560.59,32.076 558.924,30.41 556.869,30.41 M541,60.657 C535.114,60.657 530.342,55.887 530.342,50 C530.342,44.114 535.114,39.342 541,39.342 C546.887,39.342 551.658,44.114 551.658,50 C551.658,55.887 546.887,60.657 541,60.657 M541,33.886 C532.1,33.886 524.886,41.1 524.886,50 C524.886,58.899 532.1,66.113 541,66.113 C549.9,66.113 557.115,58.899 557.115,50 C557.115,41.1 549.9,33.886 541,33.886 M565.378,62.101 C565.244,65.022 564.756,66.606 564.346,67.663 C563.803,69.06 563.154,70.057 562.106,71.106 C561.058,72.155 560.06,72.803 558.662,73.347 C557.607,73.757 556.021,74.244 553.102,74.378 C549.944,74.521 548.997,74.552 541,74.552 C533.003,74.552 532.056,74.521 528.898,74.378 C525.979,74.244 524.393,73.757 523.338,73.347 C521.94,72.803 520.942,72.155 519.894,71.106 C518.846,70.057 518.197,69.06 517.654,67.663 C517.244,66.606 516.755,65.022 516.623,62.101 C516.479,58.943 516.448,57.996 516.448,50 C516.448,42.003 516.479,41.056 516.623,37.899 C516.755,34.978 517.244,33.391 517.654,32.338 C518.197,30.938 518.846,29.942 519.894,28.894 C520.942,27.846 521.94,27.196 523.338,26.654 C524.393,26.244 525.979,25.756 528.898,25.623 C532.057,25.479 533.004,25.448 541,25.448 C548.997,25.448 549.943,25.479 553.102,25.623 C556.021,25.756 557.607,26.244 558.662,26.654 C560.06,27.196 561.058,27.846 562.106,28.894 C563.154,29.942 563.803,30.938 564.346,32.338 C564.756,33.391 565.244,34.978 565.378,37.899 C565.522,41.056 565.552,42.003 565.552,50 C565.552,57.996 565.522,58.943 565.378,62.101 M570.82,37.631 C570.674,34.438 570.167,32.258 569.425,30.349 C568.659,28.377 567.633,26.702 565.965,25.035 C564.297,23.368 562.623,22.342 560.652,21.575 C558.743,20.834 556.562,20.326 553.369,20.18 C550.169,20.033 549.148,20 541,20 C532.853,20 531.831,20.033 528.631,20.18 C525.438,20.326 523.257,20.834 521.349,21.575 C519.376,22.342 517.703,23.368 516.035,25.035 C514.368,26.702 513.342,28.377 512.574,30.349 C511.834,32.258 511.326,34.438 511.181,37.631 C511.035,40.831 511,41.851 511,50 C511,58.147 511.035,59.17 511.181,62.369 C511.326,65.562 511.834,67.743 512.574,69.651 C513.342,71.625 514.368,73.296 516.035,74.965 C517.703,76.634 519.376,77.658 521.349,78.425 C523.257,79.167 525.438,79.673 528.631,79.82 C531.831,79.965 532.853,80.001 541,80.001 C549.148,80.001 550.169,79.965 553.369,79.82 C556.562,79.673 558.743,79.167 560.652,78.425 C562.623,77.658 564.297,76.634 565.965,74.965 C567.633,73.296 568.659,71.625 569.425,69.651 C570.167,67.743 570.674,65.562 570.82,62.369 C570.966,59.17 571,58.147 571,50 C571,41.851 570.966,40.831 570.82,37.631"></path></g></g></g></svg></div><div style="padding-top: 8px;"> <div style=" color:#3897f0; font-family:Arial,sans-serif; font-size:14px; font-style:normal; font-weight:550; line-height:18px;">View this post on Instagram</div></div><div style="padding: 12.5% 0;"></div> <div style="display: flex; flex-direction: row; margin-bottom: 14px; align-items: center;"><div> <div style="background-color: #F4F4F4; border-radius: 50%; height: 12.5px; width: 12.5px; transform: translateX(0px) translateY(7px);"></div> <div style="background-color: #F4F4F4; height: 12.5px; transform: rotate(-45deg) translateX(3px) translateY(1px); width: 12.5px; flex-grow: 0; margin-right: 14px; margin-left: 2px;"></div> <div style="background-color: #F4F4F4; border-radius: 50%; height: 12.5px; width: 12.5px; transform: translateX(9px) translateY(-18px);"></div></div><div style="margin-left: 8px;"> <div style=" background-color: #F4F4F4; border-radius: 50%; flex-grow: 0; height: 20px; width: 20px;"></div> <div style=" width: 0; height: 0; border-top: 2px solid transparent; border-left: 6px solid #f4f4f4; border-bottom: 2px solid transparent; transform: translateX(16px) translateY(-4px) rotate(30deg)"></div></div><div style="margin-left: auto;"> <div style=" width: 0px; border-top: 8px solid #F4F4F4; border-right: 8px solid transparent; transform: translateY(16px);"></div> <div style=" background-color: #F4F4F4; flex-grow: 0; height: 12px; width: 16px; transform: translateY(-4px);"></div> <div style=" width: 0; height: 0; border-top: 8px solid #F4F4F4; border-left: 8px solid transparent; transform: translateY(-4px) translateX(8px);"></div></div></div> <div style="display: flex; flex-direction: column; flex-grow: 1; justify-content: center; margin-bottom: 24px;"> <div style=" background-color: #F4F4F4; border-radius: 4px; flex-grow: 0; height: 14px; margin-bottom: 6px; width: 224px;"></div> <div style=" background-color: #F4F4F4; border-radius: 4px; flex-grow: 0; height: 14px; width: 144px;"></div></div></a></div></blockquote><p>Como autor, Ventura ganhou projeção nacional ao transformar acontecimentos históricos em narrativa acessível. Seu livro mais emblemático, <i>1968: O Ano que Não Terminou</i>, tornou-se um clássico ao revisitar o período da ditadura sob a ótica da cultura e da política. </p><p>Em 1989, ganhou o Prêmio Esso de Jornalismo e o Prêmio Vladimir Herzog pela série de reportagens <i>O Acre de Chico Mendes</i>.</p><p>Em 2008, Zuenir recebeu da ONU um troféu especial por ter sido um dos cinco jornalistas que “mais contribuíram para a defesa dos direitos humanos no País nos últimos 30 anos”. </p><p>Em 2026, ganhou um documentário sobre sua vida, <i>Mestre Zu</i>, dirigido pelo amigo Zelito Viana, que contou com depoimentos de personalidades como Cacá Diegues, Miriam Leitão, Nelson Motta e Heloísa Teixeira. Na ocasião do lançamento do filme, Viana afirmou ao <b>Estadão</b> que, para Zuenir, o jornalismo “era uma maneira de ser” e não apenas uma profissão. </p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Adriana Calcanhotto e Arnaldo Antunes lançam álbum e turnê juntos]]></title><link>https://www.estadao.com.br/cultura/musica/adriana-calcanhotto-e-arnaldo-antunes-lancam-album-e-turne-juntos/</link><guid isPermaLink="true">https://www.estadao.com.br/cultura/musica/adriana-calcanhotto-e-arnaldo-antunes-lancam-album-e-turne-juntos/</guid><dc:creator><![CDATA[Danilo Casaletti]]></dc:creator><description></description><pubDate>Tue, 22 Sep 2026 15:10:30 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<p><a href="https://www.estadao.com.br/tudo-sobre/adriana-calcanhoto/" target="_blank" rel="noreferrer" title="https://www.estadao.com.br/tudo-sobre/adriana-calcanhoto/"><b>Adriana Calcanhotto</b></a> e <a href="https://www.estadao.com.br/tudo-sobre/arnaldo-antunes/?srsltid=AU7gw4VeWlx8usfNRLVUWyk_BvphJyp-CXECLupTZmRXueEO6Up83I7p" target="_blank" rel="noreferrer" title="https://www.estadao.com.br/tudo-sobre/arnaldo-antunes/?srsltid=AU7gw4VeWlx8usfNRLVUWyk_BvphJyp-CXECLupTZmRXueEO6Up83I7p"><b>Arnaldo Antunes</b></a> anunciaram nesta terça-feira, 22, um álbum e uma turnê juntos. O projeto <b>Vice</b>-<b>Versa</b> entrou nas plataformas digitais hoje, ao meio-dia, com clipes dirigidos pela cineasta <a href="https://www.estadao.com.br/tudo-sobre/daniela-thomas/?srsltid=AU7gw4Uya5QYQMT92TgUGR2ey8H3YTLvQTGLCZYv9SN9pP9idf63FFcm" target="_blank" rel="noreferrer" title="https://www.estadao.com.br/tudo-sobre/daniela-thomas/?srsltid=AU7gw4Uya5QYQMT92TgUGR2ey8H3YTLvQTGLCZYv9SN9pP9idf63FFcm"><b>Daniela Thomas</b></a>.</p><p>Eles, que até agora só tinham uma parceria em conjunto, <i>Para Lá</i>, lançada em 1998, embora já tenham se encontrado nos palcos algumas vezes, apresentam ao público 10 canções inéditas.</p><figure><img src="https://www.estadao.com.br/resizer/v2/5X5HWRHCOREVJFUKKIISBBPFFI.jpg?auth=671cf6c7b4303fcb6ce57a3e4e340bf274e60952103de4b7eca861a144a27879&smart=true&width=7451&height=5271" alt="Adriana Calcanhotto e Arnaldo Antunes lançam álbum 'Vice e Versa ' e turnê juntos." height="5271" width="7451"/><figcaption>Adriana Calcanhotto e Arnaldo Antunes lançam álbum 'Vice e Versa ' e turnê juntos.</figcaption></figure><p>“É como se estivéssemos retendo energia todo esse tempo para agora sair (esse álbum)”, disse Antunes, em evento de lançamento realizado na manhã desta terça-feira, na Pinacoteca de São Paulo.</p><p>Uma das novidades, chamada <i>Agora Juntos</i>, fala justamente sobre esse encontro. “Nós agora estamos juntos, com o mundo para cantar”, diz parte da letra. A faixa <i>Na Minha Carne Viva</i> é parceria de Antunes e Calcanhotto com Marisa Monte. Além das 10 canções inéditas, o álbum traz uma regravação do reggae <i>Sorriso Livro</i>, lançada pela Timbalada em 2006.</p><p>A ideia de uma aproximação maior dos artistas nasceu em 2024, quando eles fizeram um show juntos no Coala Festival. “Ficamos com vontade de ir para a estrada, juntos”, disse Calcanhotto. </p><p>A compositora contou que ela e Antunes refletiram se queriam fazer algo retrospectivo ou criar algo novo. Optaram por partir do zero. A partir daí, passaram a se encontrar para compor. Em uma das reuniões, na casa de Antunes, saíram três canções.</p><iframe width="560" height="315" src="https://www.youtube.com/embed/IUpuQi1FnlQ?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen title="Vice-Versa - Contemplando A Folia"></iframe><p><i>Vice-Versa</i> foi produzido pelo baterista Pupillo e tem participação de músicos como o pianista Vitor Araújo, o guitarrista Pedro Sá e o violonista Tomé Antunes, filho de Arnaldo. Pupillo também é parceiro de Calcanhotto e Antunes em duas faixas.</p><p>A turnê de <i>Vice-Versa</i> está programada para ocorrer a partir de março de 2027. “Eu queria falar de repertório esta noite”, diz Calcanhotto a Antunes, durante a coletiva. “Decolamos um avião e já vamos sair com outro”, completa o músico. </p><p>A estreia será dia 6 de março em São Paulo, no Espaço Unimed. A turnê tem produção da 30e em parceria com o Itaú Live.</p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[OAB-SP convoca batalhão para lutar contra violências digitais contra crianças e adolescentes]]></title><link>https://www.estadao.com.br/cultura/alice-ferraz/oab-sp-convoca-batalhao-para-lutar-contra-violencias-digitais-contra-criancas-e-adolescentes/</link><guid isPermaLink="true">https://www.estadao.com.br/cultura/alice-ferraz/oab-sp-convoca-batalhao-para-lutar-contra-violencias-digitais-contra-criancas-e-adolescentes/</guid><dc:creator><![CDATA[Alice Ferraz, Marcele Dias]]></dc:creator><description></description><pubDate>Tue, 22 Sep 2026 15:04:19 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<p><b>A </b><a href="https://www.estadao.com.br/tudo-sobre/oab-ordem-dos-advogados-do-brasil/?srsltid=AU7gw4VtoBs3xRRFwAi6fnSUAVtEjMWXT7SHYoirKpgEqfPLT_C7Wy4K" target="_blank" rel="noreferrer" title="https://www.estadao.com.br/tudo-sobre/oab-ordem-dos-advogados-do-brasil/?srsltid=AU7gw4VtoBs3xRRFwAi6fnSUAVtEjMWXT7SHYoirKpgEqfPLT_C7Wy4K"><b>OAB</b></a><b> São Paulo mobilizou 1,3 mil advogados voluntários para um campo de batalha a fim de combater a violência digital contra adolescentes. </b>Os locais dessa mobilização de guerra são as escolas públicas e privadas de todo o Estado. Entre os dias 28 e 30 de setembro, a entidade promoverá a palestra <i>Violências Digitais: Proteção, Direitos e Deveres</i>. <b>A expectativa é alcançar 40 mil estudantes.</b></p><p>“O Dia D nasce da percepção de tratarmos de uma questão emergencial, que são as violências nas plataformas digitais”, conta Daniela Magalhães, vice-presidente da OAB-SP. “<b>A tecnologia nos trouxe novas possibilidades, mas também novas formas de violência e de violações de direitos</b>”, disse.</p><figure><img src="https://www.estadao.com.br/resizer/v2/BJ7JHL7CLFC43MHB25QS7IIB2I.jpeg?auth=57d68a68dd5356a8220bd0f3698528af4ef46e822f9a0e5a546d143754d733ed&smart=true&width=5547&height=4160" alt="Ordem dos advogados de São Paulo mobilizará mais de mil advogados para irem às escolas do Estado a fim de promover palestras para a conscientização dos crimes digitais." height="4160" width="5547"/><figcaption>Ordem dos advogados de São Paulo mobilizará mais de mil advogados para irem às escolas do Estado a fim de promover palestras para a conscientização dos crimes digitais.</figcaption></figure><p>A iniciativa, que reúne três frentes de atuação da OAB-SP – Comissão da OAB Vai à Escola, Comissão da Criança e do Adolescente e projeto Valquírias Digitais, da Comissão de Privacidade e Proteção de Dados e Inteligência Artificial –, acontece em um momento em que a violência contra crianças e adolescentes tem crescido no meio digital, inclusive no Brasil. Segundo estudo da <a href="https://www.estadao.com.br/tudo-sobre/unicef-fundo-internacional-de-emergencia-das-nacoes-unidas-para-a-infancia/?srsltid=AU7gw4UKiIkXdx1O298Iiw6ouceWZqve7BnHlgJzPt4SQknXk4W40PvU" target="_blank" rel="noreferrer" title="https://www.estadao.com.br/tudo-sobre/unicef-fundo-internacional-de-emergencia-das-nacoes-unidas-para-a-infancia/?srsltid=AU7gw4UKiIkXdx1O298Iiw6ouceWZqve7BnHlgJzPt4SQknXk4W40PvU">Unicef</a>, publicado em março de 2026, em um ano 19% dos adolescentes brasileiros de 12 a 17 anos foram vítimas de exploração e abusos facilitados pela tecnologia.</p><p>De acordo com Daniela, a lista de violências que estão se popularizando junto às redes sociais é longa. “Aliciamento de crianças e adolescentes para fins sexuais, a produção, divulgação e o compartilhamento de material de conteúdo sexual envolvendo crianças e adolescentes, inclusive aquele produzido ou manipulado por inteligência artificial, além de ameaças, perseguição e extorsão praticadas por meio da tecnologia”, conta. “Existe ainda uma situação muito delicada, a violência contra animais de estimação dessas crianças e adolescentes. E também existem situações como compartilhamento não autorizado de imagens íntimas e os fake nudes”, conclui.</p><p>Abrangendo cerca de 250 escolas, entre a capital e o interior de São Paulo, a iniciativa conversa com jovens entre o oitavo ano do Ensino Fundamental e terceiro ano do Ensino Médio. Além disso, os colégios públicos serão os mais visitados.</p>]]></content:encoded><media:content url="https://www.estadao.com.br/resizer/v2/BJ7JHL7CLFC43MHB25QS7IIB2I.jpeg?auth=57d68a68dd5356a8220bd0f3698528af4ef46e822f9a0e5a546d143754d733ed&amp;smart=true&amp;width=5547&amp;height=4160" type="image/jpeg" height="4160" width="5547"><media:description type="plain"><![CDATA[Ordem dos advogados de São Paulo mobilizará mais de mil advogados para irem às escolas do Estado a fim de promover palestras para a conscientização dos crimes digitais.]]></media:description><media:credit role="author" scheme="urn:ebu">OAB SP/Divulgação</media:credit></media:content></item><item><title><![CDATA[Tocha Negra vai ter continuação? Dubladores falam o que gostariam de ver na sequência]]></title><link>https://www.estadao.com.br/minha-serie/tocha-negra-vai-ter-continuacao-dubladores-falam-o-que-gostariam-de-ver-na-sequencia/</link><guid isPermaLink="true">https://www.estadao.com.br/minha-serie/tocha-negra-vai-ter-continuacao-dubladores-falam-o-que-gostariam-de-ver-na-sequencia/</guid><dc:creator><![CDATA[Diana Pordeus]]></dc:creator><description></description><pubDate>Sat, 19 Sep 2026 15:15:00 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<p>Tocha Negra é um caso curioso no mundo das produções japonesas. O anime já começou de forma ousada, sendo uma adaptação de um mangá que possui 19 capítulos e já foi cancelado pelo próprio autor. Entretanto, mesmo com essa premissa desencorajadora, a produção ganhou destaque e foi uma das apostas da Crunchyroll para a temporada.</p><p>O último episódio acaba de ser lançado, e o streaming ainda não manifestou nenhuma intenção de encerrar a história de Jiro e Rago por aqui. O próprio autor, Tsuyoshi Takaki, já afirmou ao <a href="https://anitrendz.net/news/2026/09/17/black-torch-interview-anyc-2026/" target="_blank" rel="" title="https://anitrendz.net/news/2026/09/17/black-torch-interview-anyc-2026/"><i>Anime Trending</i></a> que não tem a intenção de continuar a obra, mas “ficaria mais que feliz em ajudar” caso o anime continue de maneira independente.</p><p><b>Adrian Tatini</b> e <b>Aline Penteado</b>, responsáveis pelas vozes de Jiro e Ichika na versão brasileira, embarcaram no projeto mesmo sabendo que ele poderia não ter sequência, mas acreditando em seu potencial. Entre pancadaria, comédia e seres sobrenaturais, a dupla também revelou ao Minha Série o que gostaria de descobrir sobre a história caso ela ganhe uma segunda temporada.</p><p>Confira a entrevista com os dois dubladores abaixo!</p><h3>Vale a pena dar uma chance para Tocha Negra</h3><p><iframe width="560" height="315" src="https://www.youtube.com/embed/sa4wrj2giC4?si=SjTsnrlzuhOkctqP" title="YouTube video player" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p><p>Podemos começar pelo começo? Tocha Negra acompanha Jiro Azuma, um jovem que tem uma habilidade bem diferente: ele consegue conversar com animais. Só que a vida dele muda de vez quando acaba se envolvendo com os mononokes, criaturas sobrenaturais que vivem escondidas no mundo humano.</p><p>“É uma história muito incrível. Mistura seres sobrenaturais com herança ninja. E tem a interação dos dois, que é só comédia, mas que também culmina numa amizade. Então, acho que tá muito legal”, defende Aline Penteado, dubladora de Ichika, ao falar sobre o anime.</p><p>Enquanto Aline comentou sobre o apelo da história, Adrian Tatini complementa falando sobre a parte mais técnica de Tocha Negra.</p><p>“Ele entra num grupo de animes que estão sendo lançados com uma animação de um outro nível. É uma nova leva que tá vindo com capricho absurdo no quesito animação, trilha sonora, enredo. Então, você que curte aí um bom anime clássico, mas não tão clássico, né? Porque ele é novo. Assiste Tocha Negra”, reforça o dublador.</p><blockquote><p>Tem o Adrian de 12 anos, ele tá gritando aqui na minha cabeça: ‘Você não queria ser protagonista de anime quando fosse velho?’ Aí, ó, chegou</p><p class="citation">Adrian Tatini</p></blockquote><p>Para Adrian, um dos principais diferenciais de Jiro é justamente sua relação incomum com os animais. Além disso, ele não estabelece uma hierarquia entre diferentes seres.</p><p>“Primeiro que ele fala com animais. Acho que eu não lembro de outro anime em que o protagonista fala com animais. E ele não distingue os seres sobrenaturais, os animais e os humanos. Ele trata tudo da mesma forma.”</p><p>Aline, por sua vez, destaca a personalidade direta de Ichika. A personagem funciona como uma espécie de contraponto aos momentos em que os demais personagens se distraem do objetivo da agência.</p><p>“Eu gosto muito que ela é verdadeira, ela não aceita desaforo. Então, ela fala na cara mesmo. E às vezes as pessoas, o chefe dela, o Jiro, ficam viajando. Ela foca naquele assunto, no objetivo da agência secreta, que é: vamos caçar esses mononokes, para de viajar!”, brincou a atriz.</p><h3>Mistérios que ainda rendem novas histórias</h3><figure><img src="https://www.estadao.com.br/resizer/v2/UTIZWMAJ4BAJJIA34MI7VJJSJ4.webp?auth=e1cd8a9c55c8f45515224a1b3504ca8e9b261fabb7ad49239fde9779cc3acb5d&smart=true&width=1920&height=1080" alt="Tocha Negra acompanha Jiro Azuma, um jovem que tem uma habilidade bem diferente: ele consegue conversar com animais. Só que a vida dele muda de vez quando acaba se envolvendo com os mononokes, criaturas sobrenaturais que vivem escondidas no mundo humano." height="1080" width="1920"/><figcaption>Tocha Negra acompanha Jiro Azuma, um jovem que tem uma habilidade bem diferente: ele consegue conversar com animais. Só que a vida dele muda de vez quando acaba se envolvendo com os mononokes, criaturas sobrenaturais que vivem escondidas no mundo humano.</figcaption></figure><p>Caso Tocha Negra ganhe uma segunda temporada, Adrian já sabe qual mistério envolvendo Jiro gostaria de ver explorado: a origem de sua capacidade de conversar com animais.</p><p>“Eu quero muito descobrir por que ele fala com bicho. Por quê? Desde criança ele tem essa habilidade (...) Eu quero descobrir isso em algum momento, porque até agora não fez sentido nenhum”, expressou Adrian.</p><p>O dublador lembra ainda que Jiro tinha uma cachorrinha chamada Nati e conversava com ela desde pequeno. Para Aline, a habilidade pode estar relacionada à própria origem familiar do personagem: “Talvez a herança ninja desses poderes.”</p><p>Já Aline quer descobrir mais sobre Rago, um dos mononokes da história. Segundo ela, o personagem é tratado pelos demais como uma criatura extremamente poderosa.</p><p>“Eu quero muito descobrir mais sobre o Rago. Até os outros mononokes ficam falando e todo mundo destaca ele demais. Por que que ele é tão poderoso? Ele é o rei dos mononokes, o bambambam? Eu queria saber mais sobre ele”, contou a atriz.</p><h3>O processo e os desafios da dublagem</h3><figure><img src="https://www.estadao.com.br/resizer/v2/W2CMYSTNPNF7DHLO5XJMEJSZHM.webp?auth=dc313cad416adb5ae40692df1f39949de6416ed5edae1ea8eed665ed90206521&smart=true&width=3840&height=2160" alt="Tocha Negra acompanha Jiro Azuma, um jovem que tem uma habilidade bem diferente: ele consegue conversar com animais. Só que a vida dele muda de vez quando acaba se envolvendo com os mononokes, criaturas sobrenaturais que vivem escondidas no mundo humano." height="2160" width="3840"/><figcaption>Tocha Negra acompanha Jiro Azuma, um jovem que tem uma habilidade bem diferente: ele consegue conversar com animais. Só que a vida dele muda de vez quando acaba se envolvendo com os mononokes, criaturas sobrenaturais que vivem escondidas no mundo humano.</figcaption></figure><p>Aline e Adrian também explicaram que o ritmo de trabalho na dublagem é bastante diferente de outras áreas da atuação. Adrian destaca que, ao contrário do teatro ou do cinema, em que existe mais tempo para discutir cenas, ensaiar e construir a interpretação, a dublagem exige decisões muito rápidas.</p><p>“Acredito que, como a dublagem é muito mais rápida de produzir do que teatro, cinema... Nesses casos a gente discute muito com o diretor, a gente propõe, ensaia. E na dublagem, é tudo muito rápido. Então, eu dependo do diretor me contar esse subtexto, essa história que está acontecendo. Por que que ela tá falando aquilo? E a gente, como ator, decodificar, entender tudo o que tá vindo do original e fazer o nosso trabalho”, explicou Aline.</p><p>Para Adrian, um dos maiores desafios não foi apenas técnico. Interpretar Jiro também trouxe uma carga emocional especial, já que o ator realiza um sonho que carregava desde a infância.</p><p>“Tem o Adrian de 12 anos, ele tá gritando aqui na minha cabeça: ‘Você não queria ser protagonista de anime quando fosse velho?’ Aí, ó, chegou (...) Eu chego lá falando: ‘Caramba, eu tenho que dar o meu máximo, eu tenho que dar o meu melhor, porque aquele moleque vai ficar gritando na minha cabeça se eu fizer caca’”, brincou o dublador.</p><p>Com protagonistas que transitam entre humanos, animais e seres sobrenaturais, Tocha Negra reúne elementos que, segundo seus dubladores, ainda deixam muitas perguntas em aberto sobre Jiro, Ichika, Rago e os demais personagens. Agora, resta aguardar para descobrir se o anime ganhará uma nova temporada e se a história continuará além dos episódios já lançados.</p>]]></content:encoded><media:content url="https://www.estadao.com.br/resizer/v2/UTIZWMAJ4BAJJIA34MI7VJJSJ4.webp?auth=e1cd8a9c55c8f45515224a1b3504ca8e9b261fabb7ad49239fde9779cc3acb5d&amp;smart=true&amp;width=1920&amp;height=1080" type="image/webp" height="1080" width="1920"><media:description type="plain"><![CDATA[Tocha Negra acompanha Jiro Azuma, um jovem que tem uma habilidade bem diferente: ele consegue conversar com animais. Só que a vida dele muda de vez quando acaba se envolvendo com os mononokes, criaturas sobrenaturais que vivem escondidas no mundo humano.]]></media:description><media:credit role="author" scheme="urn:ebu">Crunchyroll</media:credit></media:content></item><item><title><![CDATA[Rodrigo Lombardi e Milhem Cortaz falam sobre o realismo fantástico de ‘Vermelho Sangue’]]></title><link>https://www.estadao.com.br/emais/tv/rodrigo-lombardi-e-milhem-cortaz-falam-sobre-nova-fase-de-vermelho-sangue-nprec/</link><guid isPermaLink="true">https://www.estadao.com.br/emais/tv/rodrigo-lombardi-e-milhem-cortaz-falam-sobre-nova-fase-de-vermelho-sangue-nprec/</guid><dc:creator><![CDATA[Thaíse Ramos]]></dc:creator><description></description><pubDate>Tue, 22 Sep 2026 15:00:00 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://www.estadao.com.br/resizer/v2/JHWOUYLPAVA7XGVPYFFOEPQGUM.JPG?auth=7fe9edc5c7d4b17c3736146bc48f2d2999e20ba156402fab9d06828ce3384545&smart=true&width=1020&height=590" alt="Rodrigo Lombardi como Otto e Milhem Cortaz como Martín, na série 'Vermelho Sangue', do Globoplay" height="590" width="1020"/><figcaption>Rodrigo Lombardi como Otto e Milhem Cortaz como Martín, na série 'Vermelho Sangue', do Globoplay</figcaption></figure><p>O universo fantástico de <i>Vermelho Sangue</i> ganha novos contornos na segunda temporada da <a href="https://www.estadao.com.br/tudo-sobre/serie-e-seriado/" target="_blank" rel="" title="https://www.estadao.com.br/tudo-sobre/serie-e-seriado/"><b>série</b></a> do <a href="https://www.estadao.com.br/tudo-sobre/globoplay/" target="_blank" rel="" title="https://www.estadao.com.br/tudo-sobre/globoplay/"><b>Globoplay</b></a>, que estreou na última quinta-feira, 17. De volta à trama, <a href="https://www.estadao.com.br/tudo-sobre/rodrigo-lombardi/" target="_blank" rel="" title="https://www.estadao.com.br/tudo-sobre/rodrigo-lombardi/"><b>Rodrigo Lombardi</b></a> e <a href="https://www.estadao.com.br/tudo-sobre/milhem-cortaz/" target="_blank" rel="" title="https://www.estadao.com.br/tudo-sobre/milhem-cortaz/"><b>Milhem Cortaz</b></a> vivem personagens que ajudam a conduzir os conflitos entre ciência, natureza, ancestralidade e os seres sobrenaturais que habitam a fictícia Guarambá, no cerrado mineiro.</p><p>Na história, Rodrigo interpreta o cientista Otto, personagem movido pela ambição e envolvido em pesquisas genéticas relacionadas aos lobos-guará. Já Milhem volta como Martín, pai de Luna (<b>Letícia Vieira</b>) e Juan (<b>Lucas Leto</b>), um homem ligado à natureza e à ancestralidade dos lobos. Os dois atores foram entrevistados pelo <b>Estadão</b> sobre a nova fase da produção, que teve dez episódios disponibilizados de uma só vez.</p><p>Embora a segunda temporada chegue agora ao público, Rodrigo explica que a construção de Otto não foi influenciada pela reação à primeira fase. As duas temporadas foram gravadas simultaneamente, o que permitiu aos atores acompanhar a trajetória completa de seus personagens.</p><p>“Nós gravamos as duas temporadas de uma vez, então Otto, assim como todos os personagens, segue uma linha de raciocínio que vai até o fim da história e não ficamos esperando para ver a reação do espectador e decidir o que muda ou não. Claro que vão surgir ‘surprises’ no meio do caminho que vão colocar o personagem em dúvida, mas aí já é spoiler e não posso falar (risos)”, conta.</p><p>Para o ator, uma das particularidades de <i>Vermelho Sangue</i> está justamente na maneira como a fantasia é incorporada à paisagem brasileira. Parte das gravações ocorreu no Santuário do Caraça, área de preservação em Minas Gerais conhecida pela presença de lobos-guará. Rodrigo guarda uma lembrança especial da experiência. “Foi uma experiência mágica! Aquele lugar é dos mais incríveis que já conheci. Uma energia, beleza e simplicidade que em poucos lugares consegui observar”, pontua.</p><p>A relação entre fantasia e identidade nacional também aparece na própria concepção da série. Em vez de transportar a narrativa para grandes cidades frequentemente associadas ao gênero, a produção coloca vampiros e lobisomens no interior de Minas Gerais.</p><p>Para Rodrigo, o chamado realismo fantástico permite justamente essa aproximação com o imaginário brasileiro. “Podemos fazer tudo em qualquer lugar. E contar essa história, de uma forma brasileira, sem precisarmos nos render a cenários que já estão no imaginário coletivo, como Nova York, Londres ou outra megalópole qualquer, mas no Santuário do Caraça, tendo como personagem central uma lobimoça que se transforma, lindamente, num lobo-guará, é motivo de muito orgulho”, destaca.</p><p>A experiência também representou mais uma oportunidade de experimentar um personagem distante de outros trabalhos de sua trajetória. Depois de interpretar figuras como Alex, de <i>Verdades Secretas</i>, e Adriano, de <i>Carcereiros</i>, Rodrigo se depara agora com um cientista inserido em um universo de lobisomens e vampiros. Para ele, a novidade está no processo de mergulhar em cada personagem.</p><p>“Sempre tem novidades e isso vai depender do quanto você se aprofunda para entender aquele universo. Eu tive experiências incríveis em todos os papéis que executei e esse não foi diferente, muitas informações para construir um personagem para parecer simples ao público, faz parte da minha profissão e da entrega que gosto de dar”, salienta. </p><figure><img src="https://www.estadao.com.br/resizer/v2/7FSGAFLAZJEV3M66PXGJG5QNGI.jpg?auth=e53f5f4ed704cb8ee982c49ad6418ae58267b3c7f678609f46fe99c6c15d812e&smart=true&width=6240&height=4160" alt="Rodrigo Lombardi é Otto, personagem movido pela ambição e envolvido em pesquisas genéticas relacionadas aos lobos-guará" height="4160" width="6240"/><figcaption>Rodrigo Lombardi é Otto, personagem movido pela ambição e envolvido em pesquisas genéticas relacionadas aos lobos-guará</figcaption></figure><h3>Natureza, ancestralidade e pertencimento</h3><p>Se Otto representa a vertente científica da história, Martín ocupa o outro lado desse conflito. Na segunda temporada, o personagem reencontra os filhos e passa a ter papel importante na descoberta das origens de Luna e Juan. Para Milhem, ele funciona como uma espécie de ponte entre a natureza e a ciência.</p><p>“O Martín volta para trazer esse questionamento entre a natureza e a ciência. Ele vem trazer o conhecimento para a filha das origens dela, da ancestralidade, essas coisas todas. É um homem ligado ao que é mítico, à natureza, aos deuses, à ancestralidade, ele representa isso, o contrário da ciência, que, na minha opinião, ela vem para explicar aquilo que é inexplicável, a diferença dele com a mãe”, diz.</p><p>O ator acredita que um dos desafios da nova temporada foi abordar esses elementos sem transformar a fantasia em uma explicação excessivamente racional. “Acho que o maior desafio dessa segunda temporada é conseguir trazer tudo isso sem ser didático, porque estamos trabalhando com o imaginário, com o fantasioso, é o principal dessa história. A gente está discutindo a ciência, mas na verdade a gente está fazendo aí a intuição, aquilo que é nosso, que é o inexplicável. É muito bonita essa série”, pontua.</p><p>O contato com o ambiente onde a série foi gravada também ajudou Milhem a construir o personagem. O ator, que é paulistano, conta que tem uma relação antiga com o estado e que a convivência com os lobos-guará no Santuário do Caraça trouxe novas referências para Martín.</p><p>“O Cerrado Mineiro faz parte da minha vida. Minas Gerais para mim acho que é o estado mais completo, o que me completa por inteiro. Eu moraria em Minas Gerais fácil, me adapto muito fácil lá. Conheço, sinto cheiro, entendo”, fala.</p><p>A observação dos animais ajudou o ator a imaginar como seria um homem que vive praticamente isolado no meio da mata. “E falar sobre a preservação do lobo-guará, ter contato com caraças, ter contato com os lobos, me fez entender a expertise deles na natureza. O quanto eles são desconfiados, a cara que eles têm de assustados me trouxe uma dimensão desse homem que vive sozinho no meio dessa mata, que caça e que nunca tem a companhia de ninguém, o quanto ele está acostumado inserido nisso tudo, mas o quanto o medo e o espanto está estampado na cara dele”, fala.</p><p>A identidade brasileira é outro ponto central para Milhem. Na avaliação do ator, falar sobre família e pertencimento passa necessariamente pela relação com o território e pelas origens: “Acho que pra gente falar de pertencimento, a gente tem que falar do nosso país, das nossas terras, das nossas origens. Eu acho que a gente só consegue falar da família quando a gente encontra as nossas origens. Acho que a série fala disso tudo, mas fala do Brasil, desse Brasil com ‘S’”.</p><figure><img src="https://www.estadao.com.br/resizer/v2/LDZFFSFIAVC5TH74TDXTZ6VMX4.jpg?auth=e886b05ada52132b83f8677ad4dc9b6d133512c6f966fb3c331e4f429f644af1&smart=true&width=6240&height=4160" alt="Milhem Cortaz volta como Martín, pai de Luna (Letícia Vieira) e Juan (Lucas Leto) em 'Vermelho Sangue'" height="4160" width="6240"/><figcaption>Milhem Cortaz volta como Martín, pai de Luna (Letícia Vieira) e Juan (Lucas Leto) em 'Vermelho Sangue'</figcaption></figure><h3>Fantasia diante dos avanços da tecnologia</h3><p>A oposição entre natureza e ciência ganha ainda outra camada na segunda temporada diante das pesquisas genéticas conduzidas por Otto. A trama aborda a tentativa de interferir nas características dos personagens e explorar o sangue dos lobos-guará para desenvolver um sérum, enquanto o mundo real discute os avanços da inteligência artificial e da manipulação genética.</p><p>Para Milhem, essa aproximação torna a história especialmente atual. “Acho muito atual essa coisa de manipular, é muito perigoso. Ao mesmo tempo que toda essa tecnologia vem para nos ajudar, ela também pode nos prejudicar demais. A manipulação genética, essas coisas todas, ainda não sabemos qual é o perigo disso tudo”, reflete.</p><figure><img src="https://www.estadao.com.br/resizer/v2/GGVSN6QYQVHU7I4FMODDROIFNQ.jpg?auth=b88286abea256fe1af96c4c27c1ae58f7d19dfa1c41d158bd1829d654aa4dcb9&smart=true&width=6240&height=4160" alt="O cientista Otto (Rodrigo Lombardi) e a 'lobimoça' Luna (Letícia Vieira), em 'Vermelho Sangue'" height="4160" width="6240"/><figcaption>O cientista Otto (Rodrigo Lombardi) e a 'lobimoça' Luna (Letícia Vieira), em 'Vermelho Sangue'</figcaption></figure><p>Ele vê na série uma oportunidade de discutir justamente os limites diante de tecnologias cujas consequências ainda são pouco conhecidas. “É uma discussão muito pertinente na série, acho que ela vem de encontro muito certeiro, porque como é muito desconhecido pra gente, ela ainda é um pouco assustadora, as revelações, a forma como o mundo se abre para os nossos olhos”, explica.</p><p>O ator defende cautela diante das transformações tecnológicas e relaciona esse debate diretamente ao universo da produção. “Acho que a gente tem que tomar cuidado, para termos certeza, para sabermos se a gente está preparado para receber tudo isso. Que a gente entende, que a gente compreende, que a gente consegue assimilar. Tem que ter muita calma para não se perder nesse momento”, alerta.</p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Objetos pessoais de Brigitte Bardot são leiloados em Paris por mais de R$ 5 milhões]]></title><link>https://www.estadao.com.br/cultura/cinema/objetos-pessoais-de-brigitte-bardot-sao-leiloados-em-paris-por-mais-de-r-5-milhoes-nprec/</link><guid isPermaLink="true">https://www.estadao.com.br/cultura/cinema/objetos-pessoais-de-brigitte-bardot-sao-leiloados-em-paris-por-mais-de-r-5-milhoes-nprec/</guid><dc:creator><![CDATA[Redação AFP]]></dc:creator><description></description><pubDate>Tue, 22 Sep 2026 13:20:49 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<p>Um leilão em Paris com 285 objetos pessoais de <a href="https://www.estadao.com.br/tudo-sobre/brigitte-bardot" target="_blank" rel="" title="https://www.estadao.com.br/tudo-sobre/brigitte-bardot"><b>Brigitte Bardot</b></a> arrecadou 953.531 euros (cerca de R$ 5,6 milhões), quase 20 vezes o valor estimado inicialmente. A informação foi divulgada pela casa de leilões Millon à AFP.</p><p>Entre os itens estavam chapéus de palha, óculos e outros objetos que pertenciam à atriz e estavam em suas duas casas em Saint-Tropez, no sudeste da França, e em seu apartamento em Paris.</p><figure><img src="https://www.estadao.com.br/resizer/v2/VNXYBBM3B5HKHPNBTOPSDDTO2Q.jpg?auth=d878e3ed04241c395f004a6469ce77916948536a59de6b2303256e07f9375ddd&smart=true&width=1918&height=825" alt="Brigitte Bardot em 'O Desprezo' (1963), de Jean-Luc Godard" height="825" width="1918"/><figcaption>Brigitte Bardot em 'O Desprezo' (1963), de Jean-Luc Godard</figcaption></figure><p>A venda, realizada na segunda-feira, 21, terá o valor destinado à Fundação Brigitte Bardot e a <b>Nicolas-Jacques Charrier</b>, filho único da atriz. Brigitte morreu aos 91 anos em dezembro. </p><p>Quase 3 mil pessoas, da França e de outros países, se registraram para participar do leilão.</p><p>“Brigitte Bardot foi, mais uma vez, uma formidável alquimista: transformou cerca de 50 mil euros de estimativas em quase um milhão de euros, custos incluídos”, comentou o leiloeiro Alexandre Millon.</p><h3>Coleiras de cachorro são vendidas por 9,4 mil euros</h3><p>Entre os objetos leiloados estavam duas coleiras de cachorro de Brigitte Bardot, com uma placa de identificação em seu nome e o número de telefone da casa de La Madrague. Avaliado em 30 euros (R$ 175), o conjunto foi comprado por 9,4 mil euros (R$ 55 mil) por uma compradora russa.</p><p>Um autorretrato da atriz foi arrematado por quase 40 mil euros (R$ 234 mil). Já um lote com três bichos de pelúcia em formato de filhotes de foca, animal associado à atuação de Bardot em defesa dos animais, foi vendido por 2,2 mil euros (R$ 12,9 mil).</p><p>“Esta venda é a continuação lógica daquela que ela mesma organizou em 1987 com seus objetos mais preciosos para criar sua fundação. Hoje, sua luta continua por meio desses leilões”, disse à AFP Ghyslaine Calmels, diretora-geral da Fundação Brigitte Bardot.</p><h3>Marido de Bardot criticou leilão</h3><p>Dois dias antes da venda, <b>Bernard d’Ormale</b>, último marido da atriz, criticou o leilão e o classificou como “escandaloso”.</p><p>“São objetos íntimos, por que fazer esta venda? Pelos animais? É uma piada [...] É uma falta de respeito à memória de Brigitte”, afirmou D’Ormale, que disse não ter sido informado sobre a operação.</p><p>A fundação negou a declaração e afirmou que a venda havia sido aprovada em junho, inclusive por D’Ormale, que na época presidia o conselho de administração da entidade.</p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Renner, da dupla com Rick, pede orações e que ‘mantenham a fé’ durante as buscas pelo helicóptero]]></title><link>https://www.estadao.com.br/cultura/musica/renner-pede-oracoes-e-que-mantenham-a-fe-durante-as-buscas-rick-nprec/</link><guid isPermaLink="true">https://www.estadao.com.br/cultura/musica/renner-pede-oracoes-e-que-mantenham-a-fe-durante-as-buscas-rick-nprec/</guid><dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator><description><![CDATA[Rick é um dos passageiros confirmados do helicóptero que desapareceu em Santa Catarina na segunda, 21. Artista tem longa carreira no sertanejo como intérprete, compositor e produtor]]></description><pubDate>Tue, 22 Sep 2026 09:39:04 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<p>O cantor <b>Renner</b>, da dupla com <b>Rick</b>, que estava no helicóptero que desapareceu nesta segunda-feira, 21, em <a href="https://www.estadao.com.br/tudo-sobre/santa-catarina-estado/" target="_blank" rel="noreferrer" title="https://www.estadao.com.br/tudo-sobre/santa-catarina-estado/"><b>Santa Catarina</b></a>, <b>pediu orações pelo parceiro musical “neste momento de angústia e incerteza”</b>.</p><p>Em uma publicação no Instagram, ele disse que a equipe e os familiares estão unidos<b> “em pensamentos positivos e orações pela busca do helicóptero que está transportando o Rick”</b>.</p><ul><li><a href="https://www.estadao.com.br/cultura/musica/quem-e-rick-cantor-que-estava-em-helicoptero-desaparecido-nprec/" target="_blank" rel="noreferrer" title="https://www.estadao.com.br/cultura/musica/quem-e-rick-cantor-que-estava-em-helicoptero-desaparecido-nprec/">Quem é Rick, cantor que embarcou em helicóptero desaparecido?</a></li></ul><p>O cantor <b>desejou ainda que “as equipes de busca tenham força, sabedoria e que boas notícias cheguem o quanto antes”</b>.</p><p>“Vamos manter a fé e a esperança! Que Deus proteja o Rick e todos os envolvidos. Pedimos a todos que se juntem em orações neste momento”, finalizou.</p><figure><img src="https://www.estadao.com.br/resizer/v2/ZLCNCF247VFP3LWZ3U4Y4MOEK4.jpg?auth=6d485c19eb2472a04e59fa3e92e7cb474f2bbd55e9014fd941c95181b8b921a5&smart=true&width=1728&height=1152" alt="A dupla Rick (à direita) e Renner (à esquerda)." height="1152" width="1728"/><figcaption>A dupla Rick (à direita) e Renner (à esquerda).</figcaption></figure><p><b>O cantor Rick, da dupla com Renner, é um dos passageiros confirmados do helicóptero</b> que desapareceu na região de Urubici, em Santa Catarina, nesta segunda-feira, 21.</p><p>O artista, originalmente batizado Geraldo Antonio de Carvalho, nasceu em 5 de dezembro de 1966, no Tocantins, e tem uma carreira de décadas na música sertaneja, tendo deixado sua marca em sucessos que atravessaram diferentes fases do gênero.</p><figure><img src="https://www.estadao.com.br/resizer/v2/ZNGSEOAQZFD7JDO7ELM7SA6Z74.png?auth=69417006e961714ebb71f146672c98b9d089d1e742a9fda12e7fd843702c83b4&smart=true&width=512&height=878" alt="Mensagem publicada por Renner, da dupla com Rick." height="878" width="512"/><figcaption>Mensagem publicada por Renner, da dupla com Rick.</figcaption></figure><p>Rick é casado com Geralda Carvalho, companheira há mais de 40 anos. Eles oficializaram a união em 2015, na Basílica de Nossa Senhora Aparecida, no interior de São Paulo, em cerimônia celebrada pelo padre Fábio de Melo.</p><p>Juntos, têm dois filhos: Mônica e Vitor. O casal também tem netos, e frequentemente publicam fotos em família.</p>]]></content:encoded></item></channel></rss>