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Como entender o conflito entre Israel e Palestina quando muito do que ouvimos e repetimos, fica apenas na superfície do absurdo?

Líderes israelenses como Benjamin Netanyahu devem ser responsabilizados pelos crimes que estão cometendo contra o povo palestino nos termos mais fortes, no entanto, comparar o conflito Israel - Palestina com o Holocausto é um absurdo político e histórico.

André Liohn

13 de julho de 2014 | 15h55

Muitas pessoas que conheço, grande parte da mídia e personalidades de muitas áreas, costumam comparar publicamente o conflito entre estes dois povos com crimes e barbáries da Segunda Guerra Mundial.

Fazer estas ligações diretas, sem considerações claras com o mundo atual é perigoso e fundamentalmente, prejudicial para que o problema possa um dia ser resolvido.

Líderes israelenses como Benjamin Netanyahu devem ser responsabilizados pelos crimes que estão cometendo contra o povo palestino nos termos mais fortes, no entanto, comparar o conflito Israel – Palestina com o Holocausto é um absurdo político e histórico.

Israel tem o direito de existir, o país não está sob o poder de um ditador monstruoso como Adolf Hitler que tentou usar suas idéias e ambições esquizofrênicas para conquistar o mundo.

O povo palestino não esta sendo industrialmente executado em câmeras de gás e hoje, ainda que com todas as injustiças e crimes cometidos, o dialogo ainda pode ser a solução para o conflito.

Hitler, em nenhum momento, respeitou qualquer exigência da comunidade internacional e muito menos, sentou-se em mesas de negociação com o povo Judeu. 

Acusações vazias como estas, isolam a comunidade israelense, impedindo que seus cidadãos possam realmente tomar decisões que coloquem esta situação em cheque. Se continuarmos acuando o cidadão israelense de forma moralmente injusta, estaremos todos apenas contribuindo para que toda a sociedade judaica se aproxime cada vez mais de políticos assassinos e forçando-os a se distanciar cada vez mais da possibilidade de reconciliação.

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